PROFESSOR LUIZ


GUERRA FRIA

1= Qual foi o fato histórico envolvendo URSS e EUA  entre 1946 e 1989?

2= Quais foram os motivos que proporcionaram lucro para o EUA com a guerra.

3=Quais foram os efeitos da grande depressão em 1929?

4= Por que ou com qual finalidade foram criados o banco Mundial e o FMI.

.5= O que foi o plano Marshall

6= Quais foram os pilares que sustentaram o EUA para assegurar sua hegemonia.

7= Quais acontecimentos lançaram o EUA na guerra fria

8=Quem sucedeu o presidente Roosevelt morto em 12 de abril de 1945.

9= Qual foi a primeira espaçonave lançada pela URSS

10= Quem foi Yuri Gagarin?

11= O que é o denominado Doutrina do Destino Manifesto.

12= Quando e qual foi a primeira espaçonave americana

13= Quando e qual foi a espaçonave americana que pousou na lua

14= Por que a Rússia não lançou uma espaçonave com destino a lua.

15= Quais foram os motivos que promoveram a desintegração do bloco soviético

16= Quando ocorreu a queda do muro de Berlim e o que isso significou

17= Quem foi Nikita khrushchev  ( Nikita Kruchov)

18= O que foi a Perestroika e a Glasnost

19= Quais fatos foram responsáveis pela desintegração do bloco soviético

20= Quais foram os fatos que determinaram o fim da guerra fria.

 

 

 

Prof. Luiz Bortolo = História = 08/11/2016



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h20
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aluna do 1º B a lista com o subtítulo de cada grupo está na escola no meu armário

agora não tenho como acessar,

mas pergunte para alguém do seu grupo é provável que algúm aluno do grupo saiba...

voces não anotaram?

me procure na quarta feira...

bom feriado

vou te enviar a lista completa e talves voce lembre

TRABALHOS  GUERRA FRIA E PRECONCEITO E RACISMO

O TRABALHO CONSISTE EM FAZER CARTAZ E APRESENTAÇÃO....

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INÍCIO DA GUERRA FRIA E SEUS EFEITOS

CORRIDA ARMAMENTISTA

CORTINA DE FERRO

CORRIDA ARMAMENTISTA

CORRIDA ESPACIAL

9 DE NOVEMBRO DE 89 03 DE OUTUBRO DE 1990 QUEDA DO MURO E FIM DA GUERRA FRIA

GLASNOST  E PERESTROIKA

GUERRA DO VIETNAN

GUERRA DA CORÉIA

INVASÃO SOVIÉTICA EM 79 NO AFGANISTÃO.

PRECONCEITO E RACISMO NAS ESCOLAS E FACULDADES

PRECONCEITO E RACISMO NO TRABALHO

PRECONCEITO E RACISMO DA MULHER NEGRA

PRECONCEITO E RACISMO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

PRECONCEITO E RACISMO NA RELIGIÃO

PRECONCEITO E RACISMO NAS FORÇAS ARMADAS

PRECONCEITO E RACISMO VOLTADOS PARA O IMIGRANTE

O EUROPEU RECUSA A IDEIA DE SER DESCENDENTE DE AFRICANOS

CONIVÊNCIA DA IGREJA

PRESENÇA AFRICANA NA CULTURA BRASILEIRA

ESCOLHA DO TERMO A SER UTILZADO,  OCULTANDO O RACISMO E PRECONCEITO

RESISTÊNCIA AFRICANA,...A LEGISLAÇÃO FRENTE AO RACISMO

O RACISMO INVADE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

VIDA E MORTE SEVERINA ENEGRECIDA

O HOMEM NEGRO NA ERA DA INDUSTRIALIZAÇÃO

 

SAUDAÇÃO À MULHER NEGRA



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 21h15
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RESUMO DE ROMA de 753 AC a 476 DC. =(1229) anos

Roma > Origem mitológica =    Eneas um príncipe  troiano filho de Venus e Arquises da família de Príamo rei de Tróia foge para a Itália levando seu filho Ascanio filho de Creuza. Na Itália Eneas casa com a filha do Rei do Lácio Lavínia e funda uma cidade com o nome de Lavinio.

O filho de Eneas Ascanio funda a cidade de Alba longa e é sucedido pelo seu meio irmão Silvio, filho de Eneas com Lavínia. O décimo segundo rei de Alba longa, Procas, teve dois filhos: Numitor e Amúlio. Amúlio trama a morte do sobrinho e convence a sobrinha Régia Silvia a se tornar uma vesta ( virgem do templo) para assumir o trono. Régia Silvia e o Deus Marte tem um casal e filhos gêmeos, Rômulo e Remo os quais para não assumirem o trono são levados e abandonados numa floresta. São amamentados por uma loba e salvos por um casal de agricultores, retornam ao palácio matam o tio Amúlio. Retiram-se de Alba e fundam Roma (força em grego) nas margens do rio Tibre. Rômulo mata Remo e assume o trono da cidade.

LOCALIZAÇÃO Roma localiza-se na Península Itálica ou Península Apenina. é uma região de solo fértil, que é uma continuação da Europa Central, prolongada até o mar Mediterrâneo. Na Itália havia várias divisões de regiões que eram habitadas por diferentes povos. Em uma dessas regiões( Lácio), foi fundada Roma. Essa cidade se tornaria muito poderosa, ia expandir seus domínios , se tornaria um vasto Império e controlaria o mundo antigo.

DEUSES

Romanos= Jupter    Plutão     Netuno       Marte    Minerva   Venus            Quirino= Romulo                                                            .Gregos  =  Zeus      Ades       Poseidon     Ares      Atenas     Afrodite

Oiko = Gens; Consul = a presidente da república; Senado é só legislativo; Consul = executivo e judiciário;  Pretor = Juiz 1 para a aristocraca e vários para a plebe; Edil = prefeito

ORIGEM > Roma foi fundada na região do Lácio, que era habitada pelos latinos e pelos etruscos. Os etruscos eram um povo de origem oriental que se deslocou para a Europa, chegaram na Península Itálica por volta do século VII a.C. Eles cultuavam a dança e a música.

Os latinos eram poderosos comerciantes, fabricantes de tecidos e que praticavam a pirataria. Construíram na região do Lácio várias aldeias.  Mas os etruscos tinham um espírito de expansão. Através disso, a aldeia romana foi transformada em cidade. Os etruscos foram responsáveis também pela primeira forma de governo em Roma: a monarquia.  Há também uma explicação lendária para o surgimento de Roma no cenário mundial, que foi criado por Tito Lívio e também por Virgílio, um poeta romano. Segundo a lenda ,o filho de Vênus, o príncipe Enéias, fugiu de sua cidade que havia sido destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino. Eles tiveram filhos, Rômulo e Remo. As duas crianças foram jogadas no Tibre por Amúlio, rei de Alba Longa. mas uma bondosa loba os amamentou, e eles por fim foram encontrados por camponeses. Quando cresceram voltaram ao reino de Alba Longa e denunciaram o rei Amúlio. Em seguida fundaram Roma em 753a.C. Mas surgiu desentendimentos entre os dois irmãos, e em uma luta Rômulo matou seu irmão Remo e se tornou o primeiro rei de Roma.

A MONARQUIA > A primeira forma de governo de Roma foi a monarquia também chamado de o período da realeza.  O rei tinha funções executivas,judicial e religiosa. Na área legislativa seus poderes eram limitados. Todas as leis apresentadas pelo rei tinham de passar pela aprovação do Senado ou Conselho dos Anciãos. O Senado era formado por cidadãos idosos(anciãos)que chefiavam as maiores famílias do Reino. Eles propunham novas leis, fiscalizavam as ações dos reis.  Uma vez a lei aprovada pelo Senado, era submetida a outro exame, a dos membros da Assembléia ou Cúria. Eram os cidadãos em condições de servir o exercito. Eles elegiam altos funcionários, aprovavam ou não as leis e aclamavam o rei.

A sociedade romana era formada basicamente por classes:

PATRÍCIOS: Romanos que tinham grandes propriedades de terras, gados e escravos. Tinham direitos políticos, podiam ter funções no exército, na religião, na justiça e na administração. Era a aristocracia.

PLEBEUS: maioria da população. Imigrantes que vieram das primeiras conquistas de Roma. Eram livres, dedicados ao comércio, artesanato e a agricultura. Não eram considerados cidadãos de Roma, então não poderiam participar de cargos públicos e nem da Assembléia Curial. Suas famílias não eram legalmente reconhecidas.

CLIENTES: alguns eram estrangeiros e alguns plebeus que para sobreviver se associavam aos patrícios. Eles lhe prestavam diversos serviços pessoais em troca de ajuda econômica e proteção social.

ESCRAVOS: eram os derrotados de guerras. Trabalham em serviços domésticos , agricultura, eram capatazes, artesãos, professores , etc. Eram como propriedade, seu Senhor tinha autonomia para castigá-lo, vendê-lo, alugar seus serviços e decidir sobre sua vida ou sua morte.

Roma estava progredindo, mas no Reinado de Tarquínio, os patrícios se rebelaram contra o rei, porque não apoiavam suas decisões em favor dos plebeus. Expulsaram o rei e estabeleceram a República.

São conhecidos sete reis romanos: Rômulo,Numa Pompílio,Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio Prisco( o antigo), Sérvio Túlio e Tarquínio(o soberbo).

A REPÚBLICA ( 509 a.C.-27 a.C.)

Foi por água a baixo a realeza romana, no seu lugar o Senado se tornou o órgão máximo da República.

Em vez de governar um novo rei, os patrícios elegiam dois lideres que agiriam com plena autoridade sobre os assuntos civis, militares e religiosos por um ano. Esses magistrados eram :

 CÔNSUL: propunham leis, presidiam o Senado e as Assembléias. = presidente da república

 PRETOR: administrava a justiça.

O Senado continuava a ser ocupado pelos patrícios e a Assembléia era formada pelos cidadãos pobres, os plebeus. Era sempre feito um plebiscito entre os cônsules e a Assembléia para tomar decisões. As divergências entre patrícios e plebeus não pararam. O início da República contribuiu para o aumento da plebe. Ela era fundamental para a formação dos exército. Mas não faziam parte da elite econômica e política de Roma. Resultado:cansaram de tanta exploração... recusaram a servir o exército, um desfalque no poder militar de Roma. Essa luta durou mais de um século até eles conseguirem privilégios. entre eles:

  • os plebeus tinham agora representação através de dois TRIBUNOS DA PLEBE, poderiam cancelar quaisquer decisões do governo que de uma forma ou de outra prejudicassem a plebe.
  • LEIS DAS DOZE TÁBUAS : eram para patrícios e plebeus. Dava clareza e evitavam o violamento das leis.
  • LEI CANULÉIA: permitia o casamento entre patrícios e plebeus.
  • ERA PROIBIDA A ESCRAVIDÃO POR DÍVIDA: alguns plebeus passavam a vida toda pagando dívida. Agora isso era proibido.

COMEÇA A EXPANSÃO ROMANA

A república romana se expandiu rápido, eles tinham domínio de toda a Península Itálica. Houve as guerras contra Cartago( cidade ao norte da África), chamadas de ‘guerras púnicas’, e houve uma grande expansão do mundo antigo. Vamos entender:

*guerras púnicas: os romanos disputavam com Cartago o controle comercial do Mediterrâneo. Cartago possuía muitas colônias na Córsega, Sardenha, Sicília e Península Ibérica. Após batalhas violentas, os romanos derrotaram Cartago.

 *expansão pelo mundo antigo: os romanos prosseguiram com suas conquistas pelo território do Mediterrâneo Ocidental, que era a Península Ibérica e Gália, e pelo Mediterrâneo Oriental, que compreendia a Macedônia, Grécia e a Ásia Menor, a conquista foi total. Os romanos chamavam o Mediterrâneo de “nosso mar”.

 

Após isto o estilo de vida em Roma passou a ser luxuoso, requintado e exótico para alguns patrícios. Muitos plebeus empobreceram, venderam seus bens e foram para a cidade, aumentando o número de mendigos. A partir daí , a vida social ficou tensa e Roma ansiava por mudanças e aí iniciou-se uma crise no sistema republicano. 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 00h35
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continuação

OS IRMÃOS GRACO  Tibério e Caio Graco, vendo a situação em que Roma se encontrava propuseram reformas. Queria distribuir as terras entre os camponeses plebeus e limitar o crescimento dos latifúndios, queriam também que o trigo fosse vendido bem baratinho aos pobres.  Com tais ideais, Tibério foi assassinado e Caio suicidou-se para fugir da perseguição.

DE REPÚBLICA À IMPÉRIO  Esse período foi marcado por lutas entre o povo que não mais se submetia aos seus superiores, e lutas entre os próprios generais. Dessas guerras de generais, uniu-se Pompeu, Crasso e Júlio César, que formaram o primeiro triunvirato( governo de três pessoas), mas acabou com a disputa pelo poder de César e Pompeu. Júlio César, tornou-se o único governante de Roma com excelente exército. Governou até sua morte em 44 a.C. Logo estabeleceu-se o segundo triunvirato, composto por Marco Antônio, que cuidava do Oriente, Otávio, Ocidente e Lépido que cuidava dos domínios africanos. Sila e Pompeu eram aristocratas.

Surgiu uma rivalidade entre Otávio e Marco Antônio , que queria formar um império no Oriente. Otávio com o apoio dos romanos, o derrotou e tornou-se o Grande Senhor Roma.

IMPÉRIO ( 27 a.C.- 476 d.C)

Otávio acumulou poder, títulos, entre eles passou a se chamar Otávio Augusto. Isso porque Augusto significa divino, majestoso. Seu governo ficou conhecido como o período da Pax( paz) romana.  Augusto acabou com os conflitos internos, mantinha a paz com senadores, manteve o Senado funcionando mas os senadores não mais tinham a ultima palavra, colocou exércitos nas colônias e proibia o abuso nos impostos, utilizou a política do “ pão e do circo”.Ele por meio dessa política alimentava os pobres que vagavam por Roma e os dava uma ocupação nos grandes espetáculos que ocupavam o tempo deles.  Durante o governo de Otávio nasceu Jesus Cristo , que fundou o cristianismo, que ganhou seguidores no império. Otávio Augusto morreu em 14 d. C. Após sua morte, Roma passou pelas dinastias: Júlio-Claudiana, a dos Flávios, dos Antoninos e por último a dos Severos. Todos desestruturam o governo, houve crises, imoralidade pessoal e também administrativa. Tudo piorou com Tibério que desmoralizou o governo e morreu assassinado e com Nero que perseguiu os cristãos que não o cultuavam como deus, ele chegou ao ponto de incendiar Roma.

O imperador Teodósio em 395 d.C. tentou reverter a situação e dividiu o império em dois: império romano do Oriente- cuja a capital era em Constantinopla; e império romano do Ocidente – com capital em Roma. O resultado não foi o esperado e em 476 d.C.,Rômulo Augusto, último imperador do Ocidente foi derrotado pelo líder germânico Odoacro. Era o fim do império romano.

Roma > 107 a 100AC. Vitória do partido democrático = Consulado de Mario. De 90 a 88 AC. Revolta dos povos itálicos (guerra social) devido ao direito de cidadania aos aliados. Roma é a capital de uma federação itálica. Guerra civil, Mario X Sila. De 82 a 79AC Ditadura de Sila. De 73 a 71 revolta dos escravos (Espartacus). Consulado de Pompeu e Crasso guerras púnicas.

De 264 a 241 > 1ª. Guerra púnica = Cartago cidade fenícia na África (Líbia) faziam sacrifício a Baal.   Mito da rainha fundadora Dido. Era uma potência marítima e dominava o Mediterrâneo.

De 218 a 201 2ª. Guerra púnica, comandada pelo general cartaginês Aníbal Barca, parte para a conquista da Itália, atravessando o estreito de Gibra Al Tar, passa pelos Alpes para pegar Roma pela retaguarda. O historiador Tito Lívio legou um retrato do inimigo romano. Aníbal com um exército de 90 mil infantes, 12 mil cavaleiros e 10 elefantes, consegui chegar apenas com 20 mil homens, 6 mil cavaleiros e 3 elefantes. Teve apoio de seu irmão rei de Cartago Asdrúbal Barca e também dos hálicos submetidos por Roma

Flamínio 217AC= batalha no lago Trasinero. Emilio e Varrão em 216 AC Batalha de Ganas.

Em 211 Roma se recupera e ataca Cartago em 205 AC. Em 202 AC derrota de Aníbal em Zama. Em 149 a 146 3ª. Guerra púnica, destruição de Cartago e expansão de Roma pelo mediterrâneo.

SILA  X  MARIO

O desacerto final entre os dois generais deu-se quando Mário ficou sabendo que numa festividade, foram distribuídas estátuas da vitória em que uma delas representava o rei Jugurta sendo levado em cativeiro à presença de Sila. Os partidários de Mário, acusando os adversários de tentar "roubar a vitória" do seu chefe, impugnaram a comandância militar que Sila exercia sobre as legiões da Ásia. Por meio de um plebiscito (aliás, inconstitucional) fizeram com que lhe retirassem o generalato e o entregassem a Mário. Sila inconformado marchou para Roma em 88 a.C. e, depois de pôr em fuga Mário, recompôs sua autoridade. Em seguida, entretanto, ao voltar para reiniciar a luta contra o rei Mitríades, do Ponto, na Ásia Menor, o cônsul Cornélio Cina, um seguidor de Mário, proclamou-o fora da lei, depois de ter feito um severo e sangrento expurgo no meio senatorial e entre os partidários dos optimates (os defensores da oligarquia).                     Sila enquanto isso decide-se ficar na Ásia até que Mitríades seja vencido.

Alcançada a pacificação do Ponto, Sila volta para Roma com seus legionários. Depois de ter desembarcado em Brundisium em 83 a.C., os partidários dos populistas são vencidos. C. Cina, o desafeto de Sila, é assassinado num motim por seus próprios soldados, enquanto que o filho de Mário é morto na refrega (Mário, o pai, já havia falecido no ano de 86 a.C.). Um combate terrível entre os soldados de Sila e os partidários dos populistas ainda ocorre na Porta Collina, uma das entradas de Roma. Vencida esta batalha, Sila adentra na cidade como vencedor. Nenhuma outra força política organizada existia entre ele e seu desejo de concentrar o poder absoluto, ditatorial.

Os poderes de Sila

Através da Lex Valeria (Lei Valéria), apresentada aos Comícios pelo príncipe senatorial Lúcio Valério Flacco, em 82 a.C., Sila acumulou um poder inédito até então na história política de Roma. Teria direito de dispor a sua vontade da vida e dos bens dos cidadãos, bem como ter um domínio público total, extensivo às fronteiras da Itália e do Estado Romano (abarcando o império inteiro). Poderia fundar ou destruir cidades (coisa que fez, ordenando o extermínio dos etruscos, samnitas e oscos, e de outros povos itálicos), de indicar comissários com poder de imperium, de nomear cônsules e procônsules (governadores das províncias), de decretar novas leis e, inclusive, de fixar o prazo de duração dos seus poderes extraordinários (a constituição determinava que a ditadura só podia durar 6 meses), e de prover ao seu gosto as demais vagas das magistraturas. Ele mesmo fez questão de chamar-se de Dictator, expressão que caíra em desuso havia mais de um século. Realizado o formalismo jurídico que dotou-o de plenos poderes, Sila deu início ao massacre sistemático dos partidários dos populistas e dos seguidores de Mário.

TRIUNVIRATO = 73 = 71 houve a maior revolta de escravos

Forças congregadas italianas = Pompeu, Lucullo e Crasso. 6000 escravos (Espartacus) foram crucificados. No ano 70 Pompeu e Crasso (aliados de Sila) passam para o partido democrático buscando o apoio da plebe/cavaleiros. Julio Cesar sobrinho de Mário é eleito Questor. Questores (do latim quaestor, procurador) era o primeiro passo na hierarquia política da Roma Antiga (cursus honorum). O cargo, que implicava funções administrativas, era geralmente ocupado por membros da classe senatorial com menos de 32 anos. O mandato como questor dava acesso directo ao colégio do senado romano. Por serem os cobradores de impostos do Império, eram mal-vistos pela população. Pompeu o “preferido” do povo, apoiado por Cícero venceu os piratas. Rei Mitríades (Rei do Ponto Ásia Menor), Armenia, Albania, Georgia e Síria são submetidos e pagam tributo a Roma  = (amigos de Roma)

Leis Agrárias= Compra de terras com dinheiro público e distribuição aos pobres. Reformas políticas= Fortalecimento dos tribunos da plebe. Em  62 derrota do democrata Catilina.

Pompeu entra em Roma como respeitador das leis (sem seus Soldados)  pois pretende evitar uma guerra civil.

1º. TRIUNVIRATO 60 AC aliança secreta entre Cesar Pompeu e Crasso = Ditadura coletiva contra os reacionários/ aristocratas. Cesar conquista a Gália (povos germanos) . Crasso 53 AC. É derrotado e morre na guerra contra os Partos. Com a morte de Crasso se desfaz o triunvirato, Cesar retorna para Roma e atravessa o rio Rubicão com seus soldados no norte de Roma, e diz “A sorte está Lançada”. Ocorre a guerra civil (49 - 45) Cesar  X  Pompeu. Julio Cesar vence.

Na Roma antiga os amasiados  e divórcio eram freqüentes, bem como as traições, pois os casamentos se davam apenas por interesses financeiros e para a procriação . O liberto não podia deixar herança para os filhos, seu patrimônio ficava para seu senhor. Por esse fator os libertos davam grandes festas. Os romanos não tinham vida privada, os quartos não tinham portas e o servo dormia junto a entrada dos aposentos de seu senhor.

 

Prof. Luiz Bortolo

História

 

10/10/2016



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 00h34
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AOS ALUNOS E ALUNAS QUE POSTARAM UMA MENSAGEM  EM RECONHECIMENTO PELO MEU TRABALHO,

SAIBAM QUE SINTO-ME MUITO HONRADO PELA DEDICAÇÃO DE VOCES......

ESTEJAM CIENTES DE QUE O PROFESSOR DESEJA SEMPRE O MELHOR PARA SEUS ALUNOS E, QUE TENHO 

MUITO ORGULHO E CARINHO POR TER ALUNOS/AS COMO VOCES

MUITO OBRIGADO....

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h09
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Os Estados Unidos e o início da Guerra Fria (1945-49)

O poder dos Estados Unidos da América = Apesar de envolverem-se em duas guerras mundiais, a de 1914-18 e a de 1939-45, os americanos, por estarem bem afastados dos frontes, protegidos por dois imensos Oceanos, o Pacífico e o Atlântico, pouco sofreram diretamente com as consequências delas. Morreram, entre 1941-45, 300 mil homens, praticamente não contabilizaram vitimas civis. Nova Iorque, Chicago, Detroit, e demais centros industriais, não sofreram um só ataque aéreo, nem seus campos tiveram que suspender as colheitas ou abater o gado às pressas em razão de ataques ou invasões. Ao contrário. As fábricas americanas, sem medo de se verem destruídas, produziram quantidades fantásticas de material bélico, permitindo suprir todas as necessidades das forças armadas nos frontes de batalha. 17 milhões de homens e mulheres foram convocados para todo o tipo de serviço de guerra, terminando definitivamente com a Grande Depressão que atormentara o país nos anos trinta, iniciado com a quebra da Bolsa de New York em 1929.

Conscientes que o mundo do pós-guerra giraria ao redor dos seus interesses, os Estados Unidos preocuparam-se em criar as novas bases da Ordem Mundial do pós-guerra. Convocaram para tanto, bem antes que a guerra acabasse, entre 1º e 22 de julho de 1944, no EUA, uma conferencia para determinar quais seriam as diretrizes econômicas futuras. Acertou-se lá, na presença de 44 delegados de diversos países, inclusive a URSS, que seria criado um Fundo Monetário Internacional (FMI) para regular as relações financeiras entre as nações e um Banco para a Reconstrução Mundial (Banco Mundial), responsável pela recuperação das economias combalidas pela guerra. Acatou-se que o sistema funcionaria com o dólar sendo lastreado pelo ouro. Como os Estados Unidos possuíam a maior reserva aurífera do mundo (acredita-se que perfazia 60% do total) e a sua moeda - o dólar - era a única aceita e conversível por todos os demais, isto fez com que sua liderança fosse quase incontestável no após-guerra.

Terminada a guerra contra a Alemanha nazista em maio, e contra o Japão em agosto de 1945, num mundo exaurido e arruinado, os Estados Unidos estavam intocados. Tinha naquele momento, apesar de perfazerem menos de 6% da população mundial, o controle sobre 50% da produção industrial existente (entre 1938 a 1947, o índice da produção cresceu em 63%); quase todas as reservas de ouro do mundo; as cidades e a população civis intocadas; suas forças espalhadas pelo mundo inteiro; e, como arremate, nesta incrível concentração de poder, eram a única das nações em posse de um arsenal nuclear. Nunca um só país na História arrematara, simultaneamente, o poder militar, o econômico, o financeiro e o atômico.

A contenção ao comunismo = Dois acontecimentos internos, quase simultâneos, criaram as pré-condições para que os Estados Unidos se lançassem na Guerra Fria. O primeiro foi a morte do Presidente Franklin Delano Roosevelt, em maio de 1945 e, em seguida, em 1946, a eleição de um Congresso predominantemente republicano (partido conservador). Roosevelt acreditava num mundo do após-guerra controlado pelos EUA, em comum acordo com a URSS (o que Stalin denominou de “coexistência pacífica”). Sua morte fez com que seu sucessor Harry Truman, consciente do poder nuclear, abandonasse esta posição de coexistência pacífica, aderindo à tese de Kennan do “enfrentamento com o comunismo”. A eleição de um congresso de maioria republicana, estreitamente ligados à indústria de armamento e às atividades anticomunistas, revelou igualmente uma mudança da opinião pública americana. Manifestando-se, simultaneamente, contra as reformas sociais  e contra acordos com os comunistas. Eles, “os vermelhos”, deveriam ser combatidos em todas as frentes. A ascensão de Truman e o congresso republicano tornaram o clima tenso com a URSS. Passado o perigo nazista, os americanos receavam os comunistas. O elemento desencadeador da mobilização anticomunista deu-se a partir do célebre discurso de Winston Churchill, feito no Missouri, em1946, quando o ex-primeiro ministro britânico denunciou o Comunismo Soviético por estender uma “Cortina de Ferro”, sobre a sua área ocupada na Europa, conclamando os poderes da Grã-Bretanha e os Estados Unidos, a enfrentarem-na. Com essa inversão, essa completa mudança de postura, de aliados da URSS para seus adversários, os Estados Unidos obrigaram-se a elaborar uma nova doutrina: a Doutrina da Segurança Nacional. Segundo ela um tipo singular de enfrentamento mortal desenhava-se no horizonte; simultaneamente estratégico e ideológico. Os Estados Unidos tinham agora seus interesses e suas bases militares espalhadas por todos os continentes. Era uma potência global, não estando mais confinados aos seus limites continentais. O seu único rival era o movimento comunista que tinha sede em Moscou, e manifestava ambições expansionistas. O marxismo, para os estrategistas do Pentágono, nada mais era do que o pretexto para o domínio  russo do mundo. Haviam dois frontes portanto. Um estratégico-militar, que seria coberto por tratados específicos, e outro ideológico, que mobilizaria a opinião pública e o serviço de contraespionagem a CIA criada em 1947, para o combate ao “perigo vermelho”. Os soviéticos somente seriam detidos por meio de uma enérgica política de enfrentamento, de jogo duro. Esta política contribuiu para que os Estados Unidos reativassem a sua industria bélica para atender as necessidades da Guerra Fria. A íntima relação da política militar com as fábricas de artefatos bélicos, levou a que, mais tarde, o Presidente Dwight Eisenhower a denominasse de “complexo militar-industrial”.

A doutrina Truman e o Plano Marshall = A consequência lógica da “contenção ao comunismo” foi o lançamento da Doutrina Truman, o primeiro pilar da Guerra Fria. Anunciada em  1947, a pretexto de socorrer a Turquia e a Grécia (envolvida numa guerra civil entre comunistas e monarquistas), o presidente dos Estados Unidos garantia que suas forças militares estariam sempre prontas a intervir em escala mundial desde que fosse preciso defender um país aliado da agressão externa (da URSS) ou da subversão interna, insuflada pelo movimento comunista internacional. Na prática os Estados Unidos se tornariam dali em diante na polícia do mundo, realizando intervenções em escala planetária na defesa da sua estratégia.  O segundo pilar, separando ainda mais as superpotências, deu-se com o Plano Marshall que foi um projeto de recuperação econômica dos países envolvidos na guerra. Anunciado, em  1947. Por ele, os americanos colocariam à disposição uma quantia fabulosa de dólares  para que os países europeus pudessem se reerguer social e economicamente,  nas quais poderiam sobreviver as instituições livres, para que os livrasse da “tentação vermelha”, isto é de votar nos partidos comunistas, mantendo-se assim fiéis aos Estados Unidos. Enquanto os europeus ocidentais (ingleses, franceses, belgas, holandeses, italianos e alemães) aderiram ao plano com entusiasmo, Stalin não só rejeitou-o como proibiu aos países da sua órbita (Polônia, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Romênia e Bulgária) a que o aceitassem. A doutrina e o plano fizeram ainda mais por separar o mundo em duas esferas de influência. Obedecendo à doutrina Truman os EUA  intervieram na Guerra da Coréia (1950-3) e na Guerra do Vietnã (1962-75), como também derrubaram os regimes de Mossadegh no Irã em 1953, e na Guatemala em 1954. Em 1961 apoiaram a invasão de Cuba para derrubar Fidel Castro e, com a criação da Escola das Américas, no Panamá, adestraram os militares latino-americanos na contra-insurgência, estimulando-os a que tomassem o poder nos seus respectivos países.

Os Tratados da Guerra Fria = Com a crescente histeria anticomunista nos EUA,  a diplomacia americana tratou de arregimentar parceiros no seu grande embate ideológico contra a URSS. O primeiro de uma série de tratados que assinaram foi o TIAR (Tratado interamericano de auxilio recíproco) acertado no Rio de Janeiro em 1947, afirmando o conceito de “defesa coletiva” do continente americano. Por ele as nações latino-americanas, formariam uma frente comum caso houvesse a agressão de uma “potência externa” (isto é a URSS). O TIAR serviu também para que as relações entre os militares se estreitassem. Os generais latino-americanos passaram a defender a ideia de apoiar a Guerra Fria. Também passaram a preocupar-se com a “subversão interna”, especialmente depois da Revolução Cubana de 1959. A luta anticomunista interna, estendida aos governos populistas, considerados aliados dos comunistas, levou-os à instituírem, por meio de golpes militares, os Estados de Segurança Nacional (Brasil em 1964; Argentina em 1966 e novamente em 1976; Peru e Equador em 1968; Uruguai e Chile em 1973). Em 1949, foi a vez dos países europeus abraçarem uma aliança liderada pelos Estados Unidos: a OTAN. Inicialmente com 12 membros, hoje ela conta com 19. Com um estado-maior comum, a OTAN tinha a função original de proteger os países europeus ocidentais de um possível ataque das divisões soviéticas estacionadas na Alemanha Oriental. A motivação para que a aliança se realizasse deveu-se a crise de Berlim. Os EUA., ao se decidirem reerguer a indústria pesada alemã, assustaram os soviéticos. Esses tratados refletiam cada um a seu modo, a evidência do colossal poder que os Estados Unidos exerceram no mundo do após-guerra e fizeram por ajudar ainda mais seu vigor econômico e financeiro. Num planeta arruinado pela Guerra Mundial foi natural que os EUA, única potência sobrevivente, reordenassem o mundo, agora como superpotência, à sua vontade.  Exemplo disso é a fundação das Escola Superior de Guerra no Brasil, em 1949, contou com o apoio do General Golbery do Couto e Silva. Os seus membros da nova aliança eram os EUA., Canadá, Inglaterra, Alemanha Ocidental, Itália, Islândia, Noruega, Portugal e Dinamarca. Em 1998 foram acolhidas a Polônia, a República Tcheca e a Hungria, que, anteriormente pertenciam ao Pacto de Varsóvia, arquitetado pela URSS em 1955.

Prof. Luiz

 HISTÓRIA

10/10/2016

 

 

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 23h06
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CRISE DO IMPÉRIO ROMANO = RESUMO

 

           Na ilha da Sicília e sul da Itália havia várias colônias gregas, que receberam o nome de Grande Grécia, as quais influenciaram de forma contundente a cultura romana. Nos sec. VII e VI AC. Os etruscos dominavam grande parte da Itália, embora fossem um povo agrícola eram exímios artesãos na cerâmica, metal e espelhos. Mantinham comercio relevantes com gregos e egípcios. Os piratas etruscos eram temidos em todo o mediterrâneo, praticavam a escravatura liderada pelo rei e pela aristocracia.

           Roma estava sob domínio etrusco nos sec. VII e VI AC. Os etruscos tinham uma aliança de 12 cidades, mas disputas internas pelo poder no sec. VI aC. E conflitos com os gregos foram derrotados liderados por Roma. Os costumes língua ficaram sem ser decifrados.

           Quanto a fundação de Roma, um rei da Alba Longa foi expulso pelo irmão e sua filha Rhea Silva foi feita vestal, tendo de cumprir voto de castidade. Ela deu a luz a gêmeos e o rei decretou a morte de ambos, ao serem lançados no rio não se afogaram e foram amamentados por uma loba. Foram criados por um agricultor e ao tomarem conhecimento de sua origem voltaram a cidade natal e destronaram o rei usurpador.

           Em 21 de abril de 753 AC fundaram uma cidade denominada Roma, houve desentendimento e Rômulo matou Remo. Rômulo foi o 1º. Rei, Roma teve 6 reis sendo os 3 últimos etruscos. Sérvio Túlio dividiu Roma em 4 áreas e também em camadas sociais, os mais pobres os proletari formavam a classe mais baixa. O exército era formado por pessoas que podiam se armar por sua conta, portanto só os mais ricos e, tinham direito a voto na assembléia. No sec. VI Tarquínio foi banido e fundaram a república, porém quem dominava era a aristocracia chamada de patrícios. No outro extremo havia os plebeus que por questões de dívidas se tornavam escravos. Mas através do comercio alguns enriqueciam e exigiam direitos. O cargo mais elevado era o de cônsul (dois)  eleito anualmente, mas o poder maior pertencia ao senado num total de 300, eleitos dentre a nobreza.

           O senado controlava a política, exército e economia do Estado. Os representantes da plebe eram os centúrias que participavam de forma menos importante. Era um república aristocrata. O sec. V e III foram marcados por lutas entre patrícios e plebeus. Disputavam terras e posição política. O 1º. Episódio importante foi quando os plebeus deixaram Roma e acamparam no monte Sagrado em 494 aC. Os patrícios se renderam e concordaram com a criação do tribuno da plebe para defendê-los. A lei das 12 tabuas (leis escritas) foram criadas no ano de 450 aC. E todos estavam subordinados a ela. Os plebeus foram conquistando direitos e no a no de 367 podiam se candidatar a Cônsul e outros cargos. A união dos plebeus mais ricos com os patrícios deu origem a nobreza. No sec. V Roma domina toda a margem esquerda do rio Tibre.

           No ano de 390 os celtas (gauleses) vieram pelo norte e invadiram Roma, exceto a colina do Capitólio. Em 350 aC. Roma já dominava toda a Itália central. No ano de 280 os romanos venceram Pirro e dominaram toda a Itália. E começa sua expansão.

           Fundada no sec. IV AC. Cartago no norte da África era uma grande potência, com boa agricultura e comércio. Era um país dominado pela aristocracia e exploravam o trabalho escravo. A política era republicana com um senado de 300  e 30 eram escolhidos para chefiar, na tentativa de subjugar a Sicília entraram em conflito com Roma.  Possuíam uma ótima esquadra e o exercito era composto por mercenários.

           A 1ª. Guerra Púnica de 264 a 241 Roma precisou construir uma esquadra para enfrentar Cartago mas foram derrotados. Os romanos tentaram tomar a Córsega e a Sardenha.

Amilcar Barca um general cartaginês invade a Espanha levando o filho Aníbal com 11 anos.

 

 

 

 

           A 2ª. Guerra Púnica de 218 a 216 Aníbal derrotou os romanos, mas não teve apoio de Cartago, o senado Cartaginês temia que se Aníbal vencesse poderia se tornar num ditador e  Aníbal ficou isolado no sul da Itália.  

           Cipião um general romano teve algumas vitória na Espanha e em 202 decidiu invadir o norte da África, derrotou Cartago e impôs pesados tributos. Roma passa a dominar todo o mediterrâneo. Em 196 Roma invade a Grécia e expulsa os macedônios. Os gregos apenas trocaram de dominadores. Perseu rei da Macedônia tentou enfrentar Roma mas foram derrotados junto com Corinto. No ano de 146 nesse mesmo ano Cartago é derrotada definitivamente.

           Sobre essas vitórias Roma se desenvolve a custas de muito dinheiro, objetos de valor e, escravos. A ilha de Delos se torna no centro comercial fornecedor de escravos. Mas teve seu lado negativo, durante as guerras por não poder cuidar da terra os camponeses que eram a base do exército romano, empobreceram e migraram para as cidades. Catão recomenda que os escravos fossem explorados ao máximo.

           A 1ª. Revolta escrava foi na Sicília sob o comando de um escravo sírio chamado Euno. Os escravos tomaram toda a Sicília e entre 136 a 132 foram derrotados e reprimidos com muita crueldade. De 104 a 99 houve nova revolta que foi sufocada.

           Tibério Graco no ano de 133 visando acabar com as revoltas propõe reforma agrária e algumas leis que descontentam o senado e em 132 é assassinado junto com 300 senadores. Seu irmão caçula Caio Graco foi morto no Monte Aventino em 121 aC.  por desejar apoiar uma lei que desse o direito de cidadão romano aos partidários de Roma. Os ideais dos irmãos Graco não morreram com eles, deram origem a lutas do proletariado contra a aristocracia, por terras, direitos políticos e cidadania.

           O general Caio Mario venceu o rei Jugurta e evitou um ataque celta pelo norte. Maria faz reformas no exército permitindo que a classe proletari componha fileiras. Druso foi assassinado motivando uma revolta em toda a Itália de 90 a 88, Roma sede e todos os Italianos tem direito a cidadania romana.

           Mitrídates rei do Ponto cidade localizada na Grécia desafia Roma, Sila cônsul romano ia comandar o exército contra ele, mas o povo optou por escolher Caio Mario. Sila marchou sobre Roma e Mario foi obrigado a fugir. Sila expulsa Mitrídates da Grécia e retorna Roma para combater Mario que tinha tomado o poder. Mario morre em 85 aC. Em 83 Sila entra em Roma, persegue seus inimigos e implanta uma ditadura. Motivada pelas atrocidades a maior revolta escravista ocorre entre 73 e 71 liderada por Espartaco.  Os escravos fugiram para o Monte Vesúvio formaram um exército de 120.000 homens, marchou para o sul mas foi derrotado e morto pela legião de Marco Crasso, após um batalha sangrenta 6000 escravos foram crucificados.  

           Luculo entre 74 e 64 marchou contra Mitrídates, mas por ser muito severo causou descontentamento entre os soldados, foi substituído por Pompeu que ajudou a derrotar Espartaco, derrotou o rei do Ponto e dominou todo o oriente, menos o Egito. Pompeu regressou a Roma e esmagou uma conspiração liderada por Catilina, onde ele junto com  3000 soldados morreram..

           O 1º. Triunvirato foi formado no ano de 60aC. Por Pompeu, Crasso e Cesar. Cesar entre 58 e 52 invadiu e derrotou a Gália (França). No ano de 51 Cesar subjuga toda a Gália   (França, Bélgica, Inglaterra) com 60 mil homens derrotou 300 mil. Cesar apóia Cleópatra contra seu irmão Ptolomeu.  No ano de 49 Cesar entra em Roma vence Pompeu que foge para o Egito onde é assassinado. As tropas de Pompeu são derrotadas definitivamente no ano de 45 na Espanha, em 44 Caio Julio Cesar é assassinado.

 

 

 

 

        

           O amigo de Cesar Marco Antonio assume o poder, Otavio filho adotivo de Cesar na época com 19 anos de idade afronta Marco Antonio apoiado pelo senado e por Cícero. Otavio derrota Marco Antonio e assume o poder formando o 2º. Triunvirato, Marco Antonio, Otavio e Lépido no ano de 42 aC. Nesse mesmo ano Brutos e seus amigos foram mortos na Macedônia. Marco Antonio se associa a Cleópatra e provoca a ira dos romanos. Em 31 Otavio vence Marco Antonio e domina o Egito.

           No dia 13 de janeiro do ano 27 aC. Otavio é agraciado com o título de Augusto Cesar, é eleito o primeiro imperador romano, pondo um fim definitivo à república. Otavio foi imperador por 45 anos e sucedido pelo seu enteado Tibério no ano de 14 dC.

           A era de Cesar Augusto foi denominada de o principado, sendo homem muito cauteloso tratava bem os senadores e tribunos, foi eleito Cônsul 13 vezes, alem de acumular a função de sumo sacerdote sob a alcunha de “Pai da Pátria” também era o comandante chefe das forças armadas. Embora sob a aparência de república todos os cargos importantes estavam em seu poder. A assembléia popular foi se desintegrando gradualmente, o povo não mais participavam das decisões políticas, viviam iludidos controlados pela política do “pão e circo”, ele buscava apoio dos nobres dentro e fora de Roma.

           Promulgou severas leis contra o escravos, reduziu as legiões e criou a guarda pretoriana, formada por soldados de sua confiança. Optou em conquistar outros povos por acordos diplomáticos ao invés da guerra. No ano 9 as tribos germânicas se rebelaram provocando pesadas baixas nas tropas romanas. Morreu no ano 14 e ordenou que o poder imperial se tornasse hereditário, foi sucedido pelo seu enteado Tibério

           Durante o Sec. I o imperador que mais se destacou foi Nero (54 a 64) por ser pervertido e cruel. Assassinou o irmão a mãe e muitos senadores, promovia gastos extravagantes com a corte, no ano 64 um incêndio destruiu 10 dos 14 bairros de Roma. Foi traído pela guarda pretoriana e obrigado a cometer suicídio. Nero foi sucedido por Vespasiano que ganhou fama em combater na Judéia, reinou de 69 a 79, Os filhos de Vespasiano o sucederam Tito e Domiciano. Durante o reinado de Tito o Monte Vesúvio entrou em erupção e cobriu de lavas e cinzas as cidades de Herculano e Pompéia.

           Com Vespasiano e seus herdeiros deram o nome de era Flaviana, ou era dos Flavios, o imperador passou a confiar mais nos nobres onde lhes concedia títulos e terras alem de vagas no senado. Desta maneira, os principais proprietários de terras não só de Roma, mas de toda a Itália e do império também, tornavam-se o principal apoio do poder imperial.

 

 

Prof. LUIZ BORTOLO

 

HISTÓRIA

 

 

10/10/2016 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 23h00
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RESUMO DE ROMA de 753 AC a 476 DC. =(1229) anos

Roma > Origem mitológica =    Eneas um príncipe  troiano filho de Venus e Arquises da família de Príamo rei de Tróia foge para a Itália levando seu filho Ascanio filho de Creuza. Na Itália Eneas casa com a filha do Rei do Lácio Lavínia e funda uma cidade com o nome de Lavinio.

O filho de Eneas Ascanio funda a cidade de Alba longa e é sucedido pelo seu meio irmão Silvio, filho de Eneas com Lavínia. O décimo segundo rei de Alba longa, Procas, teve dois filhos: Numitor e Amúlio. Amúlio trama a morte do sobrinho e convence a sobrinha Régia Silvia a se tornar uma vesta ( virgem do templo) para assumir o trono. Régia Silvia e o Deus Marte tem um casal e filhos gêmeos, Rômulo e Remo os quais para não assumirem o trono são levados e abandonados numa floresta. São amamentados por uma loba e salvos por um casal de agricultores, retornam ao palácio matam o tio Amúlio. Retiram-se de Alba e fundam Roma (força em grego) nas margens do rio Tibre. Rômulo mata Remo e assume o trono da cidade.

LOCALIZAÇÃO Roma localiza-se na Península Itálica ou Península Apenina. é uma região de solo fértil, que é uma continuação da Europa Central, prolongada até o mar Mediterrâneo. Na Itália havia várias divisões de regiões que eram habitadas por diferentes povos. Em uma dessas regiões( Lácio), foi fundada Roma. Essa cidade se tornaria muito poderosa, ia expandir seus domínios , se tornaria um vasto Império e controlaria o mundo antigo.

DEUSES

Romanos= Jupter    Plutão     Netuno       Marte    Minerva   Venus            Quirino= Romulo                                                            .Gregos  =  Zeus      Ades       Poseidon     Ares      Atenas     Afrodite

Oiko = Gens; Consul = a presidente da república; Senado é só legislativo; Consul = executivo e judiciário;  Pretor = Juiz 1 para a aristocraca e vários para a plebe; Edil = prefeito

ORIGEM > Roma foi fundada na região do Lácio, que era habitada pelos latinos e pelos etruscos. Os etruscos eram um povo de origem oriental que se deslocou para a Europa, chegaram na Península Itálica por volta do século VII a.C. Eles cultuavam a dança e a música.

Os latinos eram poderosos comerciantes, fabricantes de tecidos e que praticavam a pirataria. Construíram na região do Lácio várias aldeias.  Mas os etruscos tinham um espírito de expansão. Através disso, a aldeia romana foi transformada em cidade. Os etruscos foram responsáveis também pela primeira forma de governo em Roma: a monarquia.  Há também uma explicação lendária para o surgimento de Roma no cenário mundial, que foi criado por Tito Lívio e também por Virgílio, um poeta romano. Segundo a lenda ,o filho de Vênus, o príncipe Enéias, fugiu de sua cidade que havia sido destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino. Eles tiveram filhos, Rômulo e Remo. As duas crianças foram jogadas no Tibre por Amúlio, rei de Alba Longa. mas uma bondosa loba os amamentou, e eles por fim foram encontrados por camponeses. Quando cresceram voltaram ao reino de Alba Longa e denunciaram o rei Amúlio. Em seguida fundaram Roma em 753a.C. Mas surgiu desentendimentos entre os dois irmãos, e em uma luta Rômulo matou seu irmão Remo e se tornou o primeiro rei de Roma.

A MONARQUIA > A primeira forma de governo de Roma foi a monarquia também chamado de o período da realeza.  O rei tinha funções executivas,judicial e religiosa. Na área legislativa seus poderes eram limitados. Todas as leis apresentadas pelo rei tinham de passar pela aprovação do Senado ou Conselho dos Anciãos. O Senado era formado por cidadãos idosos(anciãos)que chefiavam as maiores famílias do Reino. Eles propunham novas leis, fiscalizavam as ações dos reis.  Uma vez a lei aprovada pelo Senado, era 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h55
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continuação

submetida a outro exame, a dos membros da Assembléia ou Cúria. Eram os cidadãos em condições de servir o exercito. Eles elegiam altos funcionários, aprovavam ou não as leis e aclamavam o rei.

A sociedade romana era formada basicamente por classes:

PATRÍCIOS: Romanos que tinham grandes propriedades de terras, gados e escravos. Tinham direitos políticos, podiam ter funções no exército, na religião, na justiça e na administração. Era a aristocracia.

PLEBEUS: maioria da população. Imigrantes que vieram das primeiras conquistas de Roma. Eram livres, dedicados ao comércio, artesanato e a agricultura. Não eram considerados cidadãos de Roma, então não poderiam participar de cargos públicos e nem da Assembléia Curial. Suas famílias não eram legalmente reconhecidas.

CLIENTES: alguns eram estrangeiros e alguns plebeus que para sobreviver se associavam aos patrícios. Eles lhe prestavam diversos serviços pessoais em troca de ajuda econômica e proteção social.

ESCRAVOS: eram os derrotados de guerras. Trabalham em serviços domésticos , agricultura, eram capatazes, artesãos, professores , etc. Eram como propriedade, seu Senhor tinha autonomia para castigá-lo, vendê-lo, alugar seus serviços e decidir sobre sua vida ou sua morte.

Roma estava progredindo, mas no Reinado de Tarquínio, os patrícios se rebelaram contra o rei, porque não apoiavam suas decisões em favor dos plebeus. Expulsaram o rei e estabeleceram a República.

São conhecidos sete reis romanos: Rômulo,Numa Pompílio,Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio Prisco( o antigo), Sérvio Túlio e Tarquínio(o soberbo).

A REPÚBLICA ( 509 a.C.-27 a.C.)

Foi por água a baixo a realeza romana, no seu lugar o Senado se tornou o órgão máximo da República.

Em vez de governar um novo rei, os patrícios elegiam dois lideres que agiriam com plena autoridade sobre os assuntos civis, militares e religiosos por um ano. Esses magistrados eram :

 CÔNSUL: propunham leis, presidiam o Senado e as Assembléias. = presidente da república

 PRETOR: administrava a justiça.

O Senado continuava a ser ocupado pelos patrícios e a Assembléia era formada pelos cidadãos pobres, os plebeus. Era sempre feito um plebiscito entre os cônsules e a Assembléia para tomar decisões. As divergências entre patrícios e plebeus não pararam. O início da República contribuiu para o aumento da plebe. Ela era fundamental para a formação dos exército. Mas não faziam parte da elite econômica e política de Roma. Resultado:cansaram de tanta exploração... recusaram a servir o exército, um desfalque no poder militar de Roma. Essa luta durou mais de um século até eles conseguirem privilégios. entre eles:

  • os plebeus tinham agora representação através de dois TRIBUNOS DA PLEBE, poderiam cancelar quaisquer decisões do governo que de uma forma ou de outra prejudicassem a plebe.
  • LEIS DAS DOZE TÁBUAS : eram para patrícios e plebeus. Dava clareza e evitavam o violamento das leis.
  • LEI CANULÉIA: permitia o casamento entre patrícios e plebeus.
  • ERA PROIBIDA A ESCRAVIDÃO POR DÍVIDA: alguns plebeus passavam a vida toda pagando dívida. Agora isso era proibido.

COMEÇA A EXPANSÃO ROMANA

A república romana se expandiu rápido, eles tinham domínio de toda a Península Itálica. Houve as guerras contra Cartago( cidade ao norte da África), chamadas de ‘guerras púnicas’, e houve uma grande expansão do mundo antigo. Vamos entender:

*guerras púnicas: os romanos disputavam com Cartago o controle comercial do Mediterrâneo. Cartago possuía muitas colônias na Córsega, Sardenha, Sicília e Península Ibérica. Após batalhas violentas, os romanos derrotaram Cartago.

 *expansão pelo mundo antigo: os romanos prosseguiram com suas conquistas pelo território do Mediterrâneo Ocidental, que era a Península Ibérica e Gália, e pelo Mediterrâneo Oriental, que compreendia a Macedônia, Grécia e a Ásia Menor, a conquista foi total. Os romanos chamavam o Mediterrâneo de “nosso mar”.

Após isto o estilo de vida em Roma passou a ser luxuoso, requintado e exótico para alguns patrícios. Muitos plebeus empobreceram, venderam seus bens e foram para a cidade, aumentando o número de mendigos. A partir daí , a vida social ficou tensa e Roma ansiava por mudanças e aí iniciou-se uma crise no sistema republicano.

OS IRMÃOS GRACO  Tibério e Caio Graco, vendo a situação em que Roma se encontrava propuseram reformas. Queria distribuir as terras entre os camponeses plebeus e limitar o crescimento dos latifúndios, queriam também que o trigo fosse vendido bem baratinho aos pobres.  Com tais ideais, Tibério foi assassinado e Caio suicidou-se para fugir da perseguição.

DE REPÚBLICA À IMPÉRIO  Esse período foi marcado por lutas entre o povo que não mais se submetia aos seus superiores, e lutas entre os próprios generais. Dessas guerras de generais, uniu-se Pompeu, Crasso e Júlio César, que formaram o primeiro triunvirato( governo de três pessoas), mas acabou com a disputa pelo poder de César e Pompeu. Júlio César, tornou-se o único governante de Roma com excelente exército. Governou até sua morte em 44 a.C. Logo estabeleceu-se o segundo triunvirato, composto por Marco Antônio, que cuidava do Oriente, Otávio, Ocidente e Lépido que cuidava dos domínios africanos. Sila e Pompeu eram aristocratas.

Surgiu uma rivalidade entre Otávio e Marco Antônio , que queria formar um império no Oriente. Otávio com o apoio dos romanos, o derrotou e tornou-se o Grande Senhor Roma.

IMPÉRIO ( 27 a.C.- 476 d.C)

 

Otávio acumulou poder, títulos, entre eles passou a se chamar Otávio Augusto. Isso porque Augusto significa divino, majestoso. Seu governo ficou conhecido como o período da Pax( paz) romana.  Augusto acabou com os conflitos internos, mantinha a paz com senadores, manteve o Senado funcionando mas os senadores não mais tinham a ultima palavra, colocou exércitos nas colônias e proibia o abuso nos impostos, utilizou a política do “ pão e do circo”.Ele por meio dessa política alimentava os pobres que vagavam por Roma e os dava uma ocupação nos grandes espetáculos que ocupavam o tempo deles.  Durante o governo de Otávio nasceu Jesus Cristo , que fundou o cristianismo, que ganhou seguidores no império. Otávio Augusto morreu em 14 d. C. Após sua morte, Roma passou pelas dinastias: Júlio-Claudiana, a dos Flávios, dos Antoninos e por último a dos Severos. Todos desestruturam o governo, houve crises, imoralidade pessoal e também administrativa. Tudo piorou com Tibério que desmoralizou o governo e morreu assassinado e com Nero que perseguiu os cristãos que não o cultuavam como deus, ele chegou ao ponto de incendiar Roma. 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h54
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continuação

O imperador Teodósio em 395 d.C. tentou reverter a situação e dividiu o império em dois: império romano do Oriente- cuja a capital era em Constantinopla; e império romano do Ocidente – com capital em Roma. O resultado não foi o esperado e em 476 d.C.,Rômulo Augusto, último imperador do Ocidente foi derrotado pelo líder germânico Odoacro. Era o fim do império romano.

Roma > 107 a 100AC. Vitória do partido democrático = Consulado de Mario. De 90 a 88 AC. Revolta dos povos itálicos (guerra social) devido ao direito de cidadania aos aliados. Roma é a capital de uma federação itálica. Guerra civil, Mario X Sila. De 82 a 79AC Ditadura de Sila. De 73 a 71 revolta dos escravos (Espartacus). Consulado de Pompeu e Crasso guerras púnicas.

De 264 a 241 > 1ª. Guerra púnica = Cartago cidade fenícia na África (Líbia) faziam sacrifício a Baal.   Mito da rainha fundadora Dido. Era uma potência marítima e dominava o Mediterrâneo.

De 218 a 201 2ª. Guerra púnica, comandada pelo general cartaginês Aníbal Barca, parte para a conquista da Itália, atravessando o estreito de Gibra Al Tar, passa pelos Alpes para pegar Roma pela retaguarda. O historiador Tito Lívio legou um retrato do inimigo romano. Aníbal com um exército de 90 mil infantes, 12 mil cavaleiros e 10 elefantes, consegui chegar apenas com 20 mil homens, 6 mil cavaleiros e 3 elefantes. Teve apoio de seu irmão rei de Cartago Asdrúbal Barca e também dos hálicos submetidos por Roma

Flamínio 217AC= batalha no lago Trasinero. Emilio e Varrão em 216 AC Batalha de Ganas.

Em 211 Roma se recupera e ataca Cartago em 205 AC. Em 202 AC derrota de Aníbal em Zama. Em 149 a 146 3ª. Guerra púnica, destruição de Cartago e expansão de Roma pelo mediterrâneo.

SILA  X  MARIO

O desacerto final entre os dois generais deu-se quando Mário ficou sabendo que numa festividade, foram distribuídas estátuas da vitória em que uma delas representava o rei Jugurta sendo levado em cativeiro à presença de Sila. Os partidários de Mário, acusando os adversários de tentar "roubar a vitória" do seu chefe, impugnaram a comandância militar que Sila exercia sobre as legiões da Ásia. Por meio de um plebiscito (aliás, inconstitucional) fizeram com que lhe retirassem o generalato e o entregassem a Mário. Sila inconformado marchou para Roma em 88 a.C. e, depois de pôr em fuga Mário, recompôs sua autoridade. Em seguida, entretanto, ao voltar para reiniciar a luta contra o rei Mitríades, do Ponto, na Ásia Menor, o cônsul Cornélio Cina, um seguidor de Mário, proclamou-o fora da lei, depois de ter feito um severo e sangrento expurgo no meio senatorial e entre os partidários dos optimates (os defensores da oligarquia).                     Sila enquanto isso decide-se ficar na Ásia até que Mitríades seja vencido.

Alcançada a pacificação do Ponto, Sila volta para Roma com seus legionários. Depois de ter desembarcado em Brundisium em 83 a.C., os partidários dos populistas são vencidos. C. Cina, o desafeto de Sila, é assassinado num motim por seus próprios soldados, enquanto que o filho de Mário é morto na refrega (Mário, o pai, já havia falecido no ano de 86 a.C.). Um combate terrível entre os soldados de Sila e os partidários dos populistas ainda ocorre na Porta Collina, uma das entradas de Roma. Vencida esta batalha, Sila adentra na cidade como vencedor. Nenhuma outra força política organizada existia entre ele e seu desejo de concentrar o poder absoluto, ditatorial.

Os poderes de Sila

Através da Lex Valeria (Lei Valéria), apresentada aos Comícios pelo príncipe senatorial Lúcio Valério Flacco, em 82 a.C., Sila acumulou um poder inédito até então na história política de Roma. Teria direito de dispor a sua vontade da vida e dos bens dos cidadãos, bem como ter um domínio público total, extensivo às fronteiras da Itália e do Estado Romano (abarcando o império inteiro). Poderia fundar ou destruir cidades (coisa que fez, ordenando o extermínio dos etruscos, samnitas e oscos, e de outros povos itálicos), de indicar comissários com poder de imperium, de nomear cônsules e procônsules (governadores das províncias), de decretar novas leis e, inclusive, de fixar o prazo de duração dos seus poderes extraordinários (a constituição determinava que a ditadura só podia durar 6 meses), e de prover ao seu gosto as demais vagas das magistraturas. Ele mesmo fez questão de chamar-se de Dictator, expressão que caíra em desuso havia mais de um século. Realizado o formalismo jurídico que dotou-o de plenos poderes, Sila deu início ao massacre sistemático dos partidários dos populistas e dos seguidores de Mário.

TRIUNVIRATO = 73 = 71 houve a maior revolta de escravos

Forças congregadas italianas = Pompeu, Lucullo e Crasso. 6000 escravos (Espartacus) foram crucificados. No ano 70 Pompeu e Crasso (aliados de Sila) passam para o partido democrático buscando o apoio da plebe/cavaleiros. Julio Cesar sobrinho de Mário é eleito Questor. Questores (do latim quaestor, procurador) era o primeiro passo na hierarquia política da Roma Antiga (cursus honorum). O cargo, que implicava funções administrativas, era geralmente ocupado por membros da classe senatorial com menos de 32 anos. O mandato como questor dava acesso directo ao colégio do senado romano. Por serem os cobradores de impostos do Império, eram mal-vistos pela população. Pompeu o “preferido” do povo, apoiado por Cícero venceu os piratas. Rei Mitríades (Rei do Ponto Ásia Menor), Armenia, Albania, Georgia e Síria são submetidos e pagam tributo a Roma  = (amigos de Roma)

Leis Agrárias= Compra de terras com dinheiro público e distribuição aos pobres. Reformas políticas= Fortalecimento dos tribunos da plebe. Em  62 derrota do democrata Catilina.

Pompeu entra em Roma como respeitador das leis (sem seus Soldados)  pois pretende evitar uma guerra civil.

1º. TRIUNVIRATO 60 AC aliança secreta entre Cesar Pompeu e Crasso = Ditadura coletiva contra os reacionários/ aristocratas. Cesar conquista a Gália (povos germanos) . Crasso 53 AC. É derrotado e morre na guerra contra os Partos. Com a morte de Crasso se desfaz o triunvirato, Cesar retorna para Roma e atravessa o rio Rubicão com seus soldados no norte de Roma, e diz “A sorte está Lançada”. Ocorre a guerra civil (49 - 45) Cesar  X  Pompeu. Julio Cesar vence.

Na Roma antiga os amasiados  e divórcio eram freqüentes, bem como as traições, pois os casamentos se davam apenas por interesses financeiros e para a procriação . O liberto não podia deixar herança para os filhos, seu patrimônio ficava para seu senhor. Por esse fator os libertos davam grandes festas. Os romanos não tinham vida privada, os quartos não tinham portas e o servo dormia junto a entrada dos aposentos de seu senhor.

 

Prof. Luiz Bortolo

História

 

10/10/2016

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h52
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Á   F   R   I   C   A

SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA DOS ACONTECIMENTOS

1750= Revolução Industrial > Consolidação do Capitalismo > Imperialismo > 1º e 2ª Guerra Mundial > >>> Mundo Bi Polar  (EUA x URSS ) > Guerra Fria > Corrida Armamentista > Corrida Espacial > Dominação Tecnológica e Financeira a qual perdura até os dias atuais, corrente na qual o Brasil está preso.

1885 > Conferência de Berlim > os países europeus precisando de matéria prima e mão de obra barata decidiram nessa reunião invadir o continente africano. Os principais países que participaram dessa reunião foram > Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Portugal .

Iniciaram pelas nações do norte da África que são > Argélia, Marrocos, Tunísia, Líbia e Egito. Depois deram seqüência nos países subsaarianos, que são aqueles que estão abaixo do deserto do Saara.

Usaram como égide levar para os africanos > progresso nas comunicações e estradas de rodagem e ferrovias, melhoria na saúde com a construção de hospitais,  educação com a alfabetização, e para obterem a aprovação de Roma alegaram levar também o cristianismo, por os africanos praticarem suas religiões africanas com sincretismo muçulmano. Os comerciantes árabes levavam em sua bagagem alem das mercadorias a sere comercializadas a religião muçulmana fundada por Maomé em 620 na cidade de Meca.

Do que foi prometido pouco foi levado de bom, na verdade levaram > miséria, fome, doenças, guerras, e particularmente a escravidão, tiraram dos nativos sua língua, liberdade e religião.

MOTIVOS > A África estava próximo do sul da Europa, separada apenas pelo Mar Mediterrâneo, era um continente riquíssimo em petróleo, ferro, muitos minerais diversos necessários na indústria, pedras preciosas, ouro, alumínio, cobre, carvão. A história de Cam filho de Noé narrada em gênesis na bíblia legitimou quanto a parte religiosa.

Outros fatores que contribuíram foram a baixa resistência militar, os africanos lutavam com arco e flechas contra metralhadoras e canhões. A conivência africana por parte de algumas tribos teve um peso importante, alguns chefes de tribos por se desgostarem de outras tribos ou por acreditar que seriam beneficiados pelos europeus eram treinados e armados para lutar e aprisionar os integrantes de outras tribos. Os africanos não formavam uma nação coesa, mas estavam divididos em várias tribos, com etnias diferentes. Após décadas de submissão retiraram tudo que podiam do continente, mas pouco ou nada de bom foi deixado como herança.

DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA > Após a 2ª Guerra os países europeus estavam destroçados sem muito poder para combater os africanos que se aproveitando do enfraquecimento europeu iniciaram por volta de 1950 suas guerras para expulsar os europeus. A Argélia colônia francesa desencadeou uma revolução muito sangrenta e foi um dos primeiros países a conquistar sua liberdade. Outros seguiram o exemplo dos argelinos. Convém mencionar que durante a 2ª guerra muitos africanos lutaram contra os alemães.

Outro fator que deve ser destacado é que havia o “NEPOTISMO” entre os europeus, um não interferia nos assuntos do outro dentro da África. O Congo Belga foi uma das nações que mais sofreram nas mãos do Rei Leopoldo da Bélgica, quando um escravo não trazia o suficiente, os soldados africanos a mando dos europeus mutilavam as filhas e mulheres do trabalhador, amputando a golpes de facão seus seios, nariz, orelhas, e mãos. Quando os europeus deixaram a África muitas fronteiras haviam se mesclado, dando origem a  guerras que perduram até os dias atuais, e certamente os europeus vendem armas para fomentar essas guerras e lucrar a custa do sangue dos nativos africanos.

 

Em 1955 foi realizada a conferência de Bandung na indonésia na qual os países do terceiro mundo asiático e árabes passaram a defender o Pan Arabismo, no qual a intenção era defender a cultura a liberdade e os interesses dos países que se sentiam explorados pelos americanos russos e europeus. Esse processo foi amplamente defendido por vários lideres africanos dentre eles destacou-se Gamal Abdel Nasser presidente do Egito e Anwar Al Sadat, ambos defendiam o Pan Arabismo no qual pretendiam defender os interesses árabes, por estarem descontentes com sua atuação os países europeus e americanos tramaram sua morte. Em uma parada militar Al Sadat foi assassinado pelos próprios soldados egípcios que discordavam de sua política.

Por outro lado uma união africana torna-se muito difícil devido a grande diversidade de etnias e situação econômica. Algumas nações africanas são produtoras de petróleo e dependem da venda desse bem para os europeus, portanto não desejam romper com esse comércio por dependerem muito dessa exportação. Enquanto não chegam a um acordo as guerras africanas e tribais, continuam a alimentar os gordos cofres europeus, exportadores de tecnologia armamentista e poder econômico.

 

Prof. Luiz Bortolo

História

 

 

26/09/2016 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h01
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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DE 1889 ATÉ 1930

D. Pedro II estava no poder desde 1840, portanto a 49 anos no trono, após vários desgastes com o povo, mas principalmente com o exército, teve o palácio no Rio de Janeiro cercado pelas tropas do Gaucho Marechal Deodoro  da Fonseca e, num autêntico golpe militar depôs o Imperador D. Pedro II, pondo fim ao império e instalando um governo republicano presidencialista. Durante o império cabia ao imperador nomear seus representantes, mas com o estabelecimento da república, as famílias mais poderosas de cada estado (oligarquias) estaduais passaram a ter enorme poder político.

A Proclamação da República, foi um golpe militar, conduzida por militares  apoiados por um grupo de republicanos civis, pela elite, pela igreja, liderados pelo gaucho Marechal Deodoro da Fonseca.

Estando os cafeicultores ( grandes fazendeiros) paulistas eles defendiam uma nova organização política para o Brasil, e maior poder para as províncias. No interior o PRP Partido Republicano Paulista era formado pelos representantes dos fazendeiros e na cidade pelos profissionais liberais e grandes comerciantes. Quintino Bocaiuva era um jornalista e político brasileiro ele defendia a ideia de que o golpe deveria ser dado mas sem a participação popular, antagônico a essa posição Silva Jardim era um jornalista e advogado e político acreditava que o povo deveria tomar parte na ação.

Nessa época a condição dos soldados brasileiros era muito ruim, em matéria de armamento, farda, promoções e salários atrasados e minguados e sem prestígio algum, com a vitória na Guerra do Paraguai (1864 a 1870)  o exército saiu fortalecido e desejando participar do governo. Em 1880 Houve um desgaste entre os oficiais e D. Pedro II por eles terem se envolvido em questões do governo, e a cada dia ficava mais clara a intenção dos militares assumirem um papel na política brasileira. Durante o tempo de permanência dos militares após o golpe ficou conhecida como a República da Espada que foi de 1889 até 1894 governada por militares, o primeiro presidente do Brasil sendo não um militar mas sim um civil, foi Prudente de Moraes que governou de 1894 a 1898, sendo seguido por Campos Sales..

Uma das mais importantes ações do Barão do Rio Branco como Ministro do Exterior foi que em  1903 o Brasil comprou da Bolívia o território do Acre, por 2 milhões de libras. Outra medida importante dessa época foi a convocação de uma assembléia Constituinte, para redigir as novas leis do país. Essa Assembléia constituinte era em sua maioria representantes dos senhores de terras e dos militares de alta patente. A primeira constituição da republica dividiu o governo nos três poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Segundo a constituição quem podia e quem não podia votar, Podiam votar cidadãos com mais de 21 anos e alfabetizados. O voto não era secreto, não podiam votar mulheres, pobres, praças e analfabetos. Com a nova constituição, as províncias transformadas em Estados podiam, estabelecer leis próprias, contrair empréstimos no exterior, criar impostos, organizar uma força militar, mas nenhuma lei estadual podia ir contra a qualquer lei federal. Outra novidade é de que foi declarado o estado laico, é quando o Estado não interfere na religião, eles são separados,  cada qual pode abraçar a religião que desejar. Com a nova constituição os casamentos deixaram de ser sacramentados apenas na igreja, foi criado os cartórios civis, onde eram registrados os casamentos e nascimentos. Com a nova constituição foi extinta a pena de morte em todo o território nacional. Com a nova constituição o Brasil passou a ser chamado de República dos Estados Unidos do Brasil

 

A política dos governadores idealizada por Campos Sales, tinha por objetivo evitar o choque entre governos estaduais e governo central e garantir o poder para o s mais fortes no interior de cada estado. Eles apoiavam o governo central e em troca o governo não apoiava os candidatos da oposição.  Para garantir a posição no poder fraudava as eleições.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h08
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continuação

Os grandes proprietários de terras chamados de coronéis detinham o poder nas cidades rurais, exerciam poder sobre os camponeses pobres, eles dominavam a política desde os tempos coloniais, mas se fortaleceram com a república, dominavam a política através do controle do voto. O Numero de eleitores era muito reduzido devido ao voto censitário, masculino e não era secreto. Assim dominavam o poder local.

O voto de cabresto era o voto obtido através de pressões ou pela compra do voto. Miguel Arraes governador de Pernambuco costumava dizer que o voto se conseguia com pancada ou com dinheiro, se não funcionasse bastava aumentar a dose.

A república passou a eleger os presidentes preferivelmente de S. Paulo e Minas por serem os dois estados mais ricos. Essa hegemonia ficou conhecida como a política do café com leite por eleger o presidente com os dois estados se alternando.

Vez por outra ocorria divergência entre os estados e presidente de outro estrado como o gaucho Hermes da Fonseca foi eleito em 1910. E em 1918 foi eleito o paraibano Epitácio Pessoa, tio de João Pessoa.

O café passa a liderar as exportações durante o segundo império e a primeira república ou república velha (1989 a 1930) . Foi uma política visando proteger os produtores de café.

A principal medida foi adotada em 1906 durante o convênio de Taubaté, o governo tomava dinheiro emprestado no exterior e comprava o café dos fazendeiros.

 

A constituição de 1891 aboliu o voto censitário (só os ricos podiam votar ou ser eleitos) e permitiu o voto a todo homem alfabetizado, exceto o clero e soldados. As famílias poderosas se sentiram ameaçadas em perder o poder e passaram a intimidar o eleitor a votar nas pessoas por eles indicadas. Geralmente esses políticos eram ricos fazendeiros e membros da guarda nacional e, passaram a ser chamados de coronéis. Os votos eram conseguidos através de violência ou troca de favores (fidelidade igual no feudalismo) porém se o candidato indicado pelo coronel perdesse a eleição, eles recorriam a fraude, falsificação da eleição.

Os coronéis se agrupavam em torno de um candidato e elegiam o governador do estado e, os governadores faziam o mesmo com o presidente, de forma tal que depois todos recebiam favores políticos e econômicos.

A política do café com leite = São Paulo e Minas eram os dois estados mais ricos e populosos no Brasil, A oligarquia paulista estava reunida no PRP (partido republicano paulista) e a mineira no PRM (partido republicano mineiro) os dois se união e elegiam presidentes que iria defender seus interesses alternando entre um paulista e um mineiro. Durante a República Velha o café liderava as exportações brasileiras para o EUA e Europa, os cafeicultores investiam em novas plantações, com isso o Brasil passou a produzir mais café do que os países importadores queriam comprar, o resultado foi um gigantesco estoque de café nos armazéns que fez os preços despencar. É justamente nesse processo que vamos entender os interesses das oligarquias. Os fazendeiros ajudavam a eleger o presidente, o estado por sua vez comprava do fazendeiro todo café excedente com empréstimos conseguidos no exterior e o Brasil apesar de grande exportador de café ficava cada vez mais endividado, e o povo continuava na miséria cercados por ricos fazendeiros.

O café foi introduzido no Brasil inicialmente no Pará, posteriormente no Rio de Janeiro e  Vale do Paraíba, onde os “Barões do Café”plantavam com dinheiro emprestado do Banco do Brasil e mão de obra escrava, ao passo que os cafeicultores paulistas tinham sua plantação financiada com recursos próprios obtidos com a cana de açúcar e, utilizavam mão de obra assalariada dos imigrantes, obtendo dessa forma melhor resultado que o obtido no Rio de Janeiro, com mão de obra escrava.  Como as terras no Vale do Paraíba estavam muito cara, o café começou sua subida para o noroeste paulista. Com os enormes lucros obtidos com o café alguns fazendeiros passaram a investir na indústria que estava despontando no Brasil. Além do café o Brasil também exportava cacau produzido na Bahia e Borracha no Acre Amazonas e Para. Com a indústria automobilística sempre crescente a borracha proporcionou muito lucro com essa exportação que durou de 1898 a 1910. Percebemos aqui um imperialismo bem definido, o Brasil exportava Matéria prima e importava produtos industrializados vindos do EUA e da Europa bem mais caros. O ciclo da borracha durou pouco, ingleses e holandeses levaram mudas de borracha para suas colônias na Ásia e em 1915 já produziam mais que o Brasil. No sul da Bahia o cacau utilizado na fabricação de chocolate enriqueceu muitas famílias que passaram a dominar a política da região. No Rio Grande do Sul, plantavam arroz, mate, fumo e uva para o vinho, mas sua produção era mais destinada ao consumo interno, pouco exportava.

Entre 1900 e 1920 a industrialização do Brasil cresceu muito, impulsionado pela 1ª Guerra (1914 a 1918) porque muitos produtos tiveram de ser fabricados aqui. Outro fator muito importante que gerou o crescimento das indústrias foi o lucro obtido com a agricultura de exportação, facilidade na matéria prima, mão de obra barata e portos para escoar a produção.

São Paulo tornou-se o estado mais industrializado do país, a maior parte com o dinheiro dos fazendeiros do café Como Antonio Álvares Penteado e do imigrante italiano Francisco Matarazzo, as maiores indústrias eram têxteis, alimentação, bebidas e vestuário. Após a 1ª Guerra a Inglaterra não podendo saldar suas dívidas com os americanos  fizeram um acordo e a Inglaterra “deu” o Brasil para os americanos ( a Inglaterra dominava o Brasil por estarmos muito endividado com os ingleses) Os americanos começaram a investir no Brasil. Com o crescimento das indústrias houve a urbanização das cidades e aumento  população hurbana e,  começaram a surgir os problemas com abastecimento de água e tratamento dos esgotos os quais cresceram mas não no mesmo compasso. O crescimento de São Paulo atraiu populações do interior e também de imigrantes de várias partes do mundo. Por serem brancos e católicos os portugueses italianos e espanhóis foram os preferidos pelas autoridades e fazendeiros. Os imigrantes se dedicavam a todos os tipos de trabalho na cidade e no campo, porém uma curiosidade deve ser ressaltada, entre as décadas de 60 a 90 a grande força de trabalho nas industriais metalúrgicas era constituída por italianos e seus descendentes. Por volta de 1908 o Brasil passou a receber imigrantes asiáticos principalmente os japoneses que se dirigiram para as fazendas de café no norte e noroeste paulista. Sírios, libaneses e judeus também aportaram no Brasil e se dedicaram ao comercio.

Com a construção da estrada de ferro um engenheiro inglês chamado Charles Miller em 1894 trouxe o futebol para o Brasil, um novo esporte que era praticado somente pelas pessoas de alto padrão financeiro devido ao custo da bola e dos uniformes. Aos poucos o esporte foi se popularizando. Com a popularização do futebol os clubes ganharam uma força extra que até então não existia em seu início, foi a torcida que hoje representa uma grande força para os clubes

Nesse cenário em 1893 Surge Antonio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antonio conselheiro ou simplesmente Beato, explorando a fé e a miséria em que o povo se encontrava formara no sul da Bahia o Arraial de Canudos, os fazendeiros e poderosos da região temerosos com o crescimento de Canudos e por estarem perdendo mão de obra, disseram que Canudos era um reduto de monarquistas fanáticos e perigosos. Foi o que bastou para o governo federal enviar 3 expedições de soldados que foram derrotados, foi preciso uma 4ª expedição com 7 mil soldados dinamite e canhão para em 5 de outubro de 1897 massacrar o Arraial de Canudos, houve poucos sobreviventes. Na divisa de Santa Catarina com o Paraná nessa mesma época liderados por um monge chamado José Maria houve a guerra do Contestado, gerada



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h05
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continuação

pelos mesmos motivos que Canudos. A construção de uma estrada de ferro na região expulsou os pobres moradores que se viram sem terra para plantar e morar, se revoltaram e resolveram travar uma luta que durou de 1910 a 1916 quando foram derrotados e massacrados. No nordeste Virgulino Ferreira da Silva o Lampião forma um grupo de cangaceiros e por volta de 1920 a 1938 luta a sua maneira contra a força dos poderosos. Foi derrotado por ter sido traído por um comerciante da região.

 No Rio de Janeiro em 1904 ocorre a Revolta da Vacina, o povo se recusa a ser vacinada a força por ordem de Oswaldo Cruz. Em novembro de 1910 João Cândido lidera a Revolta da Chibata, contra os maus tratos infringidos contra os marinheiros.  Em 1917 operários paulistas liderados pelo Partido Comunista do Brasil promovem uma grande greve em que muitas pessoas foram mortas pela polícia. Na década de 20 um português chamado Roquete Pinto traz uma grande novidade para o Brasil, o rádio, a 1ª emissora começa a funcionar no Rio de Janeiro e até os dias de hoje seu crescimento foi gigantesco, alavancado pelos políticos que viam no rádio uma forma de dominar uma população em que a maioria era analfabeta. Vamos notar que após a proclamação da república em 1889 até o golpe militar de 1964 o Brasil foi marcado por diversas revoltas populares.

O Partido Comunista Brasileiro  (PCB) liderado por Luís Carlos Prestes, conhecido posteriormente como “O Velho” foi o marido de Olga Benário, uma alemã judia que depois de presa foi encaminhada para a Alemanha e após o nascimento de sua filha, foi  morta na câmara de gás. O PCB era o maior partido da época, a divergência entre o PC do B e o PCB é que o PC do B defendia a idéia de tomar o poder através de uma luta armada, ao passo que o PCB com raízes na Rússia defendia a idéia de tomar o poder pelas meios legais. Os anarquistas, partido político defendido pela extrema direita formada pela elite, isto é defendiam a inexistência do Estado É preciso destacar que nessa época não havia nenhum partido político com influência nacional, apenas estadual. No início do sec. XX 1906 os trabalhadores se reuniram exigindo uma jornada de trabalho por 8 horas semanais. Esse fato é muito importante destacar e esclarecer. Quando o trabalhador exige 8 horas semanais não significa apenas que ele deseja trabalhar menos, mas sim que o patrão terá de contratar mais funcionários para realizar o mesmo serviço, diminuindo dessa forma a taxa de desemprego, conseqüentemente há a tendência dos salários subirem. Em 1907 numa tentativa de enfraquecer o movimento operário o governo aprovou uma lei que permitia expulsar do Brasil todo imigrante que participasse de greve. Apesar da opressão o movimento não perdeu força. Em 1917 uma greve que teve início no Cotonifício Crespi (esse prédio abriga hoje o supermercado Extra no bairro da Mooca, onde foi preservada sua fachada) essa greve se espalhou por vários estados como Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraíba e outros estados. Em São Paulo a polícia matou a tiros o operário Francisco Martinez na porta da fábrica de tecidos Francisco Matarazzo, essa atitude por parte do governo apenas serviu de fermento para os grevistas.

Os operários no começo do século XX trabalhavam de 14 a 16 horas diárias, com poucas possibilidades de descanso e lazer. Moravam em habitações precárias como os cortiços geralmente instalados na periferia, padecendo com transportes precários e infra-instrutora, não havia luz elétrica, não recebiam água tratada e nem havia a coleta e afastamento dos esgotos e de lixo, as doenças se multiplicavam, eram acusados pelas classes mais abastadas de promover a disseminação de doenças tais como gripe, sarampo, rubéola, varíola, tuberculose e principalmente a peste negra. No caso de doença, invalidez ou desemprego o trabalhador ficava totalmente desamparado, e tinha sua sobrevivência ameaçada.

Em março de 1922 um grupo composto por líderes operários e intelectuais fundou o Partido Comunista do Brasil (PCB). Os comunistas ao contrário dos anarquistas e socialistas tinham uma organização centralizada e nacional, que defendia  um governo composto pelo proletariado e a coletivização das terras e fábricas. Os anarquistas se recusavam a participar do processo eleitoral, o PCB participava, pois julgava que esse era um meio legítimo de atuação para a transformação social. Pouco tempo depois o PCB foi colocado na ilegalidade por Epitácio Pessoa (1919-1922), mas o partido continuou agindo de forma clandestina, o jornal que defendia a classe patronal passou a rotular todas as greves como comandadas por Moscou capital da URSS.

As autoridades brasileiras viam nas greves um caso de polícia e não social invadiam associações operárias e prendiam seus lideres. O presidente Artur Bernardes em 1925 mudou de estratégia, tornando o dia 1º de maio feriado nacional, com isso pretendia que os trabalhadores deixassem de ver essa data como dia de resistência e luta e a transformasse em dia de festa. No Teatro Municipal de São Paulo entre 13 e 17 de fevereiro de 1922 houve a semana da Arte Moderna, esse evento causou profundas influências nos paulistas e restante do Brasil, estavam presentes compositores, pintores como Di Cavalcanti e Anita Malfatti e Tarsila do Amaral,  principalmente escritores como Mario de Andrade e Osvaldo de Andrade, o inventor Santos Dumont dentre outras figuras de renome nacional. Esse movimento cultural denominado de Modernismo pretendia buscar respostas para perguntas como: “Quem somos nós”? O que é ser brasileiro? Reelaborar as culturas vindas do exterior, mas principalmente valorizar a cultura brasileira. Nesse contexto Gilberto Freyre publicou “Casa Grande e Senzala” e o historiador Sergio Buarque de Holanda (pai do compositor Chico Buarque de Holanda) produziu em 1936 “Raízes do Brasil” um livro que conta toda trajetória e miscigenação da cultura do povo brasileiro, suas conquistas e derrotas.

Muitas cidades principalmente São Paulo crescia em ritmo acelerado, a industrialização e comércio prosperavam bastante, o crescimento da cidade de São Paulo e sua população, vindas de outros estados e do interior paulista se dirigiam para a periferia devido aos altos preços cobrados pelos imóveis nas áreas mais centralizadas. A formação profissional tornou-se uma necessidade, bem como a implantação de escolas, com a finalidade de preparar a classe trabalhadora para servir a classe dominante. Mas nesse processo os trabalhadores foram ganhando consciência de sua condição e passaram a se organizar em sindicatos, os sindicatos tinham por finalidade defender o interesse do trabalhador e promover lazer e trabalhos sociais.

A denominada Velha República dominada pela oligarquia brasileira perdura até o final do ano de 1930, quando descontentes com a atuação do governo federal Washington Luís, liderados pelo gaucho Getúlio Dorneles Vargas, dão um golpe militar e derrubam do cargo o presidente. Getúlio governa o país até 24 de agosto de 1954 quando comete suicídio no Palácio do Catete no Rio de Janeiro que era na época a capital do Brasil, com interrupção em seu mandato apenas entre 1945 a 1950 que foi governado pelo General Eurico Gaspar Dutra. A era Vargas será estuda a seguir...

 

Prof. Luiz Bortolo

História

 

07/09/2016



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h04
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QUESTIONARIO PRIMEIRO GOVERNO VARGAS

 

1= O que é oligarquia?

 

2= O que foi o movimento brasileiro conhecido como tenentismo?

 

3= Em que data ocorreu e o que foi o episódio conhecido como os 18 do forte?

 

4= Quem foi para a foz do Iguaçu e por que?

 

5= Faça um pequeno resumo do que foi a coluna Prestes?

 

6= Quem Washington Luís indicou para presidente?

 

7= Quais estados compunham a Aliança Liberal?

 

 8= Qual era a plataforma política de Getulio e de quem ele copiou?

 

9= Qual foi o fato que provocou a revolta armada da Aliança Liberal e em que ano ocorreu?

 

10= Os mandatos de Getulio foram divididos em três etapas até 1945 cite as datas e condição?

 

11= Por que Getulio renunciou em 1945?

 

12=Quem governou o Brasil entre 1945 a 1950?

 

13= Quando e por que Vargas cometeu suicídio?

 

14= O que você sabe sobre a sigla MMDC?

 

15= Qual a data da Revolução Constitucionalista feita por S. Paulo? Quando terminou?

 

16= Por que os paulistas se revoltaram contra o Governo Getulista?

 

17= Quais as cinco principais conquistas obtidas na Constituição de 1934?

 

18= Quem compunha as fileiras dos integralistas e o que eles defendiam? Quem era seu rival?

 

19= Qual era a palavra usada na saudação integralista e qual era o lema da (AIB)?

 

20= O que foi a revoada dos “Galinhas Verdes”?

 

 

Prof. Luiz = História

 

24/08/2016

 

 

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 23h43
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