Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


 
PROFESSOR LUIZ


Caros Alunos

é necessáro entender o texto Independência do Brasil,

para poder entender 1] reinado, período Regencial, 2º reinado,  República, e primeiro governo Vargas.

O primeiro aluno de cada classe que fizer uma pergunta através do blog, ganhará

1 ponto em um dos trabalhos que fez. até o dia 29/8 até as 22:00 horas.

é importante voce se identificar, caso contrário não saberei quem é...

abraço a todos



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h38
[] [envie esta mensagem] []



INDEPENDÊNCIA DO BRASIL  7º série

O Marquês de Pombal intensificou o desenvolvimento industrial de Portugal, utilizando as matérias primas extraídas do Brasil.

O aumento do consumo na colônia (Brasil)  estava diretamente ligado ao crescimento  financeiro, populacional e urbano na região de Minas Gerais. O desenvolvimento da metrópole (Portugal) foi interrompido pela invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte em 29 de novembro de 1807. Essa invasão ocorreu porque D. João VI por estar devendo muito dinheiro para a Inglaterra se recusou a aderir ao bloqueio continental contra os ingleses. Outros fatores que prejudicaram o desenvolvimento de Portugal foi a vinda da família Real para o Brasil e também a abertura dos portos brasileiros para as nações amigas, este fato contribuiu para que muitas mercadorias fosse negociadas no Brasil  as quais antes eram negociadas em Portugal, esse fato agravou a situação financeira de Portugal que estava gastando muito dinheiro para tentar expulsar os franceses da metrópole. Em 1820 ocorreu a Revolução Liberal em Portugal, começou na Cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes da metrópole.

Os revoltosos formaram uma corte com deputados portugueses, eles aprovaram uma série de medidas que demonstravam a intenção de recolonizar o Brasil. Para tanto exigiam: Restrição da liberdade administrativa e comercial do Brasil. Restabelecimentos dos monopólios e privilégios  portugueses. Retorno Imediato de D. João VI para Portugal. Uma constituição Liberal para o país.

D. João para não perder o trono de Portugal regressou em abril de 1821, mas para garantir a posse do Brasil, deixou seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente do Brasil, D. Pedro tinha 23 anos de idade.  No nordeste enriquecido com a produção de açúcar que havia começado 2 séculos antes, mas agora estava empobrecendo com a queda do preço do açúcar promoveram em 1817 A Revolução Pernambucana, nessa revolta estavam envolvidos comerciantes, senhores de engenho, padres, militares,juízes,  advogados, enfim toda a elite social pernambucana. A eles se juntaram os estados da Paraíba, Alagoas e R. G. do Norte Os revoltosos se desentenderam por haver duas correntes, os pobres queriam igualdade e os ricos queriam manter os privilégios.  Os revoltosos não reconheciam mais o governo de Portugal e proclamaram uma República para o Estado. Desejavam uma dualidade no governo, isto é D. João VI governaria Portugal e D. Pedro I governaria o Brasil e, garantir as liberdades conquistadas a partir de 1808. Os portugueses acreditavam que manter um governo lusitano no poder aqui no Brasil poderia diminuir o risco de uma luta pela independência. Por outro lado a Elite brasileira temia uma revolta escrava como tinha ocorrido no Haiti.  O governo reprimiu esse ato prendeu e executou os líderes do movimento.

PRIMEIRO REINADO (1822 A 1831)

 Os ricos brasileiros diante da pressão portuguesa de oprimir o Brasil passaram a aceitar a ideia de independência liderada pelo Príncipe  D. Pedro I. Sem a necessidade de envolver os pobres na luta. Percebendo a intenção dos brasileiros o Rei de Portugal exigiu o retorno do Príncipe Regente para Portugal, mas como D. Pedro I amava muito o Brasil se recusou a ir, ele tomou essa decisão no dia 9 de janeiro de 1822, esse dia ficou conhecido como o Dia do Fico.

Durante uma viagem a São Paulo quando regressava de Santos estando às margens do Rio Ipiranga onde havia parado para descansar D. Pedro I recebeu uma carta no dia 7 de setembro de 1822 escrita por José Bonifácio de Andrade e Silva, comunicando o príncipe que a corte havia reduzido seus poderes no Brasil e,



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h21
[] [envie esta mensagem] []



continuação 2/5

aconselhando o Príncipe a romper com Portugal.  D. Pedro irritado com as exigências portuguesas declarou que a partir desse dia o Brasil estava liberto de Portugal, estava proclamada a nossa INDEPENDÊNCIA.

Reconhecimento da independência do Brasil > O primeiro país a reconhecer nossa independência foi o EUA em maio de 1824, Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em agosto de 1825, depois disso foram a vez de Inglaterra, França e outros países. Porém há um detalhe importante que deve ser relevado. Nessa época Portugal devia muito dinheiro para a Inglaterra devido a acordos mal feitos (vinho X tecido) escolta da marinha etc.. Os ingleses perceberam que não iam mais receber o dinheiro dos lusitanos e sugeriram ao rei de Portugal que pedissem uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência do Brasil, como o Brasil não tinha esse dinheiro, para evitar uma guerra da qual não poderia sustentar, aceitou o empréstimo inglês, dessa forma o Brasil devendo tanto dinheiro para os ingleses foram obrigados a aceitar as imposições e ceder privilégios para a Inglaterra o qual durou até a 2ª guerra mundial, como a Inglaterra passou a dever muito dinheiro para os americanos devido ao apoio militar, os ingleses cederam o domínio do Brasil para os americanos.

Convém lembrar que o EUA Inglaterra e outros países só reconheceram a independência do Brasil por interesses comerciais, isto é pretendiam vender seus produtos para o Brasil e, não por benevolência. A elite (ricos) brasileira se aliou a D. Pedro I para evitar que os pobres participassem da luta(como ocorreu na revolução francesa 1789) e assim garantiram seus privilégios. Com essa atitude apesar da independência o Brasil continuava com o regime de produção escravista, o qual só teve fim com a assinatura da lei Áurea (ouro) libertando os escravos  66 anos depois em 1888.

A independência do Brasil foi o resultado de um acordo político entre D. Pedro e as elites brasileiras. Divergindo da maioria nem todas as províncias aceitaram a independência, motivados por interesses econômicos, no nordeste Pará, Maranhão, Piauí, e Ceará e parte da Bahia , no sul a província de Cisplatina (Uruguai) que pertenceu ao Brasil de 1821 a 1828, todos se aliaram aos soldados portugueses que resistiram até o dia 2 de julho de 1823. Portanto não é verídico que a independência do Brasil foi conquistada de forma pacífica através de acordos, somente no final de 1823 após violentos combates é que a unidade brasileira se consolidou.

Logo após a independência ocorreram eleições para a ASSEMBLEIA CONSTITUINTE formada por padres, militares, advogados e principalmente por proprietário de terras. Formaram duas correntes, partidários do imperador que defendiam um governo centralizado para combater as tendências separatistas, e adversários do imperador que defendiam a ideia de impor limites, como por exemplo que ele não tivesse poder para dissolver a Câmara dos deputados. Aproveitando-se dessa disputa D. Pedro I mandou suas tropas cercarem o edifício e dissolveu a assembleia em novembro de 1823 na chamada Noite da Agonia e implantou um governo autoritário.

Em 1824 foi outorgada a 1ª Constituição do Brasil que conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do Imperador. Houve a divisão dos poderes,  Executivo, Legislativo e Judiciário sendo que o Moderador era de uso exclusivo do Imperador e lhe permitia intervir nos outros 3. Manutenção dos direitos de propriedade de terras e escravos. Estabelecimento do catolicismo como religião oficial do Império. Voto indireto e censitário (só rico podia votar ou se candidatar). Os eleitores escolhiam em uma eleição primária, o colégio encarregado de eleger os deputados.

Estando em desagrado com a Constituição de 1824, em julho os estados de Pernambuco,   Paraíba, R.G. do Norte, Ceará e Piauí Formaram a Confederação do Equador a qual propunha um República Independente de Portugal e de D. Pedro. O governo brasileiro reagiu de forma violenta se utilizando de soldados mercenários prendeu e executou os líderes do movimento. Em 1825 o principal líder do movimento o religioso  Frei Caneca foi executado por fuzilamento, mediante a recusa do carrasco de executá-lo na forca.

Crise Política> O curto reinado de D. Pedro I foi marcado por conflito com os brasileiros. O parlamento só foi convocado em 1826, sendo que D. Pedro escolheu os senadores que iam participar. D. Pedro começou a se aproximar do partido português, os adversários acreditavam que D. Pedro I desejava recolonizar o Brasil. A crise se agravou em 1831 com a má recepção Em minas Gerais. Desejando compensar o Imperador os portugueses fizeram uma festa para D. Pedro I, a qual culminou em conflito entre portugueses e brasileiros que durou 3 dias e ficou conhecido como A NOITE DAS GARRAFADAS.

No início de abril já não era possível controlar as manifestações de protestos, Na capital e nas províncias pregavam abertamente a derrubada do governo. Membros do alto escalão do exército aderiram ao movimento. Para complicar o Imperador se desentendeu com o clero. D. Pedro I ficava dividido entre o compromisso com Portugal e o Brasil para tomar as decisões. A coroa portuguesa pressionava D. Pedro I para retornar a Portugal. Isolado politicamente, abandonado pelos militares, pela elite e pelo clero, em 7 de abril de 1831 D. Pedro I abdicou do trono no Brasil e partiu para a Europa. Para assegurar o trono,  a coroa ficou com seu filho de apenas 5 anos de idade o brasileiro D. Pedro de Alcântara, amparado por um tutor (José Bonifácio de Andrade e Silva). A renúncia do imperador  D. Pedro I significou a vitória da elite brasileira e a ruptura definitiva com Portugal.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

O segundo filho de D. Maria I (a louca) era D. João VI (1767 + 1826= 59 anos) casado com a espanhola Carlota Joaquina (*1775 +1830 = 55 anos), D. João foi assassinado por envenenamento, provavelmente pela esposa e seu filho caçula D. Miguel. 

PRIMEIRO REINADO > 1822 A 1831 

D. Pedro I (*1798 +1834=36 anos) era casado com a Imperatriz Leopoldina (Austríaca *1797 +1826= 29 anos). D. Pedro I morreu de tuberculose, ele  tinha dentre várias amantes D. Domitila de Castro do Canto Melo (* 1797 + 1867 =70 anos Marquesa de Santos) que posteriormente casou-se com o militar Cel. Tobias de Aguiar o qual deu origem ao batalhão da ROTA.

A segunda esposa de D. Pedro I foi A imperatriz Amélia (alemã *1812 + 1876=64 anos) de apenas 16 anos ele 30 anos.

PERÍODO REGENCIAL (1831 a 1840) o Brasil era governado por pessoas indicadas para esse ato.

O SEGUNDO REINADO começa em 1840 com a declaração da maioridade de D. Pedro II e termina em 1889 com a proclamação da república.

D. Pedro II (*1825 + 1891= 66 anos) filho de D. Pedro I e a imperatriz Leopoldina. A esposa de D. Pedro II foi D. Tereza Cristina (*1822 + 1889= 67 anos) quando eles casaram ele 17 ela 20, foi a terceira e ultima imperatriz do Brasil.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h20
[] [envie esta mensagem] []



continuação 4/5

PERÍODO REGENCIAL= D. Pedro I ao regrassar para Portugal assume o trono português como D. Pedro IV, essa atitude agradou a portugueses e a brasileiros, por cada lado defender seus interesses, pouco tempo antes desse ato houve conflitos militares, pois o país não estava politicamente unificado.

Após uma crise no setor agrícola o café começa a ser plantado no sudeste, principalmente no vale do Paraíba entre S. Paulo e Rio, começava a era dos Barões do café. Os preços do açúcar, algodão e cacau caiam e o do café ainda não havia se firmado como receita positiva. Essa situação agravou as finanças do Brasil, por ter gasto muito dinheiro para reprimir as rebeliões depois da independência e com a queda na receita de exportação precisou pedir dinheiro emprestado principalmente para a Inglaterra.

Um sério problema político devia ser resolvido,  o príncipe herdeiro tinha apenas 5 anos de idade em 1831, a solução foi eleger através da Assembleia Geral uma Regência provisória, como previa a constituição de 1824. Foi eleita uma Regência Trina Provisória formada pelo Senador Nicolau de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, essa regência governou o país por apenas 2 meses quando foram realizadas eleições para uma regência permanente com um mandato de 4 anos. A regência Permanente era formada por Francisco de Lima e Silva, um deputado do norte João Bráulio Muniz e um deputado do sul José da Costa Carvalho. Os poderes deles era limitados não podiam dissolver a Câmara dos Deputados e nem fazer acordos internacionais.

A política do Brasil ficou dividida em 3 partidos distintos:  OS RESTAURADORES, formado por José Bonifácio de Andrade e Silva, comerciantes portugueses e funcionários públicos, queria a volta da monarquia com D. Pedro I ocupando o trono. Eram contrários as reformas sociais e econômicas. OS LIBERAIS MODERADOS,  liderados pelo Padre Diogo Antonio Feijó e pelo senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, esse partido era formado pela aristocracia rural, queriam uma monarquia constitucional.  OS LIBERAIS EXALTADOS formado pela camada média urbana e grandes proprietários rurais, queriam uma monarquia federativa, isto é com autonomia das províncias, alguns defendiam a instauração da república, a qual só ocorreu em 1889.

Com a morte de D. Pedro I em 1834 os restauradores se dissolveram e entraram para o grupo dos moderados, mesmo dominando a política do país tiveram muitas crises por divergências internas e revoltas das províncias.

Durante o período regencial ( 1831 a 1840) a insatisfação era comum em muitas províncias (estados) divergências partidárias, conflito de interesses entre pobres e ricos, cada setor da sociedade se sentia prejudicada, esse período foi marcado por muitas revoltas, as 2 mais significativas foram a dos Malês e Balaiada. No estado da Bahia os escravos tinham diversas procedências,  as que mais se destacavam era a dos hauçás e os nagôs. Em 1835 os escravos liderados pelos nagôs fizeram a revolta do Malês palavra de origem muçulmana mesclada com africana. Na noite de 25 de janeiro de 1835 600 escravos junto com alguns alforriados se armaram e pretendiam matar os brancos e mulatos, acabar com a escravidão, mas foram delatados antes do ataque começar, quando atacaram o quartel militar já estavam sendo esperados, morreram 70 revoltosos e 10 militares, alem de dezenas de feridos dos dois lados. Sufocada a revolta os lideres foram presos, a pena variou de açoitamento no troco ao fuzilamento, dezenas de negros alforriados foram expatriados para a África.

A Balaiada foi uma revolta ocorrida no Maranhão e Piauí entre 1838 e 1841. Havia dois grupos distintos. De um lado no sul do Maranhão os Liberais conhecidos como Bem te vis formada por alguns senhores rurais, comerciantes, classe média e pobres, do lado oposto estavam os grandes latifundiários proprietários de fazendas de algodão e gado e ricos comerciantes portugueses. No leste do Maranhão próximo ao litoral estavam os vaqueiros, artesãos, pequenos proprietários e pobres (os balaios) a luta era contra o monopólio dos ricos comerciantes portugueses , o recrutamento forçado e a libertação dos escravos.  Os balaios se uniram aos Bem te vis e tomaram a cidade de Caxias. Para lá foi enviado Luis Alves de Lima e Silva, para governar a região e sufocar a rebelião. Por ter tido êxito foi nomeado Duque de Caxias. A repressão foi mais severa contra os pobres, escravos e alforriados, os Bem te vis e lideres dos balaios que colaboraram com o governo foram anistiados.

A ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DE D. PEDRO II, diante de tantas revoltas e ausência de um governo forte que pudesse dominar as insatisfações alguma providência devia ser tomada. Os conservadores estavam no poder, como os liberais eram contra eles, lançaram uma campanha propondo a antecipação da maioridade do herdeiro da coroa  D. Pedro II. Assim D. Pedro de Alcântara aos 14 anos de idade, assumiu o trono do Brasil. Teve início o 2º reinado que durou até 1889 com a proclamação da república.

2º REINADO GOVERNO DE D. PEDRO II> Para garantir seus privilégios a elite brasileira representada pelos conservadores aprovaram leis que limitava o poder das províncias e aumentava o poder da coroa. Por sua vez os liberais ficaram muito descontentes com esse processo.

O sistema eleitoral continuou baseado no voto censitário e masculino, os pobres analfabetos e mulheres não podiam votar. Essa lei era defendida tanto pelos liberais como pelos conservadores. Os dois partidos não divergiam muito na ação política ambos usavam de violência e favores para os apadrinhados, isso explica a alternação dos dois partidos durante o 2º reinado. Dissidente dos dois partidos fundaram o partido progressista que apresentou o primeiro plano de governo em 1864.

A GUERRA DO PARAGUAI>  de 1864 a 1870 > formaram a tríplice aliança de Brasil, Uruguai Argentina, contra o Paraguai. O motivo alegam alguns historiadores foi a disputa pelos rios da Bacia do Prata, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Os conflitos existiam desde o início da colonização, mas se intensificaram depois da independências desses países. Para o Paraguai o domínio da bacia representava a saída para o mar para exportar seus produtos, para o Brasil era a única via de acesso para Mato Grosso.

Início do conflito> o Paraguai aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda, pediu permissão para atravessar a Argentina e chegar ao Uruguai, como foi negado essa autorização  invadiu o Mato Grosso e Corrientes na Argentina. Em maio de 1865 Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o tratado da tríplice aliança, visando derrotar o ditador paraguaio Solano Lopes e liberar a navegação pelos 3 rios. No início o Paraguai estava levando vantagem, mas após a vitória na batalha naval do Riachuelo em 1866 a guerra se equilibrou, invadiram o sul do Paraguai, agora o esforço paraguaio se limitava apenas a impedir o avanço dos aliados. A guerra terminou em 1870 com a morte de Solano Lopes e a derrota do Paraguai.

REFLEXOS DA GUERRA PARA O PARAGUAI> essa nação vinha sofrendo um processo de industrialização e modernização, com estradas de ferro, comércio de importação e exportação, após a guerra o país ficou totalmente destruído, endividado e sem recursos e perdeu boa parcela de seu território. A população foi reduzida a 20% e apenas de velhos, mulheres crianças feridos e inválidos.  alguns historiadores defendem a ideia de que todo esse enriquecimento era alavancado por dinheiro emprestado da Inglaterra, mas depois quando os ingleses perceberam que o Paraguai seria um forte concorrente aqui na América do sul, fomentaram a guerra para barrar seu crescimento. O Brasil não obteve vantagens, morreram 40 mil soldados, o país ficou endividado e precisou emprestar dinheiro da Inglaterra. Quanto aos soldados a maioria eram escravos, ao retornarem continuaram cativos. Politicamente o exército se fortaleceu como corporação. Vitorioso no conflito, voltou para o Brasil disposto a sumir um papel de destaque na vida política nacional

PROF. LUZ = HISTÓRIA = 10/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h18
[] [envie esta mensagem] []



QUESTIONARIO PRIMEIRO GOVERNO VARGAS

 8ª série 

1= O que é oligarquia ?

 

2= O que foi o movimento brasileiro conhecido como tenentismo?

 

3= Em que data ocorreu e o que foi o episódio conhecido como os 18 do forte?

 

4= Quem foi para a foz do Iguaçu e por que?

 

5= Faça um pequeno resumo do que foi a coluna Prestes?

 

6= Quem Washington Luís indicou para presidente?

 

7= Quais estados compunham a Aliança Liberal?

 

8= Qual era a plataforma política de Getulio e de quem ele copiou?

 

9= Qual foi o fato que provocou a revolta armada da Aliança Liberal e em que ano ocorreu?

 

10= Os mandatos de Getulio foram divididos em três etapas até 1945 cite as datas e condição?

 

11= Por que Getulio renunciou em 1945?

 

12=Quem governou o Brasil entre 1945 a 1950?

 

13= Quando e por que Vargas cometeu suicídio?

 

14= O que você sabe sobre a sigla MMDC?

 

15= Qual a data da Revolução Constitucionalista feita por S. Paulo? Quando terminou?

 

16= Por que os paulistas se revoltaram contra o Governo getulista?

 

17= Quais as cinco principais conquistas obtidas na Constituição de 1934?

 

18= Quem compunha as fileiras dos integralistas e o que eles defendiam? Quem era seu rival?

 

19= Qual era a palavra usada na saudação integralista e qual era o lema da (AIB)?

 

20= O que foi a revoada dos “Galinhas Verdes”?

 

Prof. Luiz = História

 

 

15/08/2013  



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 09h48
[] [envie esta mensagem] []



CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA

TEXTO MAIAS 7º série  (primeira parte)

Os Maias viviam na península de Yucatán, essa região corresponde hoje a Guatemala, Honduras, Belize e sul do México. Copan é considerada a mais bela cidade Maia, por sua beleza e arquitetura foi chamada pelos historiadores de Alexandria Maia. Os Maias foram os inventores de um tipo de cimento eficiente, que permitiam colar as grossas pedras de seus edifícios e estradas. Em relação a política e sociedade os Maias nunca foram um grande império, mas construíram grandes cidades como Chichen-Itzá, Maiapán, Palenque e Tikal. Eram pequenas cidades Estado, isto é cada qual tinha seu governo leis e costumes próprios. Nessas cidades haviam palácios, largas estradas, e templos em forma de pirâmide.

No Egito as pirâmides serviam de túmulos para os faraós, enquanto que as pirâmides Maias serviam de base para seus templos religiosos construídos no topo. Algumas dessas pirâmides chegavam a ter setenta metros de altura (equivalente a um prédio de 25 andares) e seus sacerdotes se consideravam nessa altura mais próximo dos deuses. Quanto a sociedade era hierarquizada, a elite era formada por nobres e sacerdotes, abaixo deles vinham os artesãos e trabalhadores livres, agricultores em sua maioria. Os nobres e sacerdotes ajudavam o rei a governar cada cidade. O rei era visto pelo povo como representante dos deuses. Os agricultores acreditavam que para conseguir boa colheita tinham de pagar impostos para o governante. Os impostos eram pagos com parte da colheita e com trabalhos gratuitos para o governante. A agricultura era muito importante para os Maias, eles produziam feijão, abóbora, algodão, abacate, cacau e milho. O milho era a principal base de sua alimentação.

No campo das ciências os Maias eram bons astrônomos, conseguiam prever com grande precisão os eclipses do sol, descrever as fases de Vênus e elaborar calendários que facilitava seu dia a dia e conseguiam calcular a duração do ano com a mesma precisão de hoje. A partir do ano 900 os Maias abandonaram suas cidades e se espalharam pela região, o motivo ao certo ninguém sabe, mas dentro de todas as teorias o mais provável que foi o esgotamento da terra.

OS INCAS

Um mito diz que os Incas tinham origem divina por isso eram chamados de filhos do sol. Diz também que seu império foi fundado por dois personagens lendários Manco Capác e sua Irma esposa Mama Ocilla. Os Incas por volta do ano de 1400 viviam da agricultura e pastoreio nas terras altas e frias na cidade peruana de Cuzco, a qual conquistaram em 1438, esse grupo falava a língua quíchua. Nas decadas seguintes expandiram seus domínios, construindo assim o maior império indígena da América do Sul. O primeiro imperador chamava-se Pachakuti. Em seu apogeu o império possuía milhares de quilômetros de estrada percorridas por mensageiros e comerciantes, eram tão eficientes que apenas em duas semanas uma ordem do imperador era transmitida para todo o império. As principais cidades eram Cuzco que era a capital, possuía construções planejadas templos decorados e ruas movimentadas. A outra cidade era  Machu Picchu. Em seu apogeu o império Inca estendia-se por 5200 km, abrangia o Peru, Equador, Bolívia, Chile e Argentina, tendo uma população de 12 milhões de habitantes.

O que deixa os historiadores intrigados é a construção de Machu Picchu numa montanha de 2400 m. Os incas não possuíam animais de carga e nem de instrumentos modernos para transportar as grandes pedras usadas em sua construção. Escadarias foram cavadas na montanha ligando palácios, templos e outras construções. A cidade de Machu Picchu foi abandonada logo depois da chegada dos espanhóis 1532 e redescoberta somente em 1911. A cidade estava encoberta pela vegetação, o que ajudou em sua preservação. Hoje a cidade é visitada por milhares de turistas do mundo inteiro. Os incas tinham uma agricultura desenvolvida geralmente em terraços, boa irrigação. Os camponeses constituíam a maioria da população. Cada aldeia era formada por um conjunto de famílias unidas por laços de parentesco que recebia o nome de “Ayllu”. O chefe do ayllu era o Kuraqa.

As terras do Ayllu eram divididas em três partes, uma para o imperador, outra para os sacerdotes e outra para as famílias camponesas. Alem de trabalhar nas três terras os camponeses eram obrigados a trabalhar para o Estado, na construção de estradas e pontes. Essa obrigação era chamada de Mita. As sobras da produção de alimentos eram estocadas e distribuídas entre a população quando por algum motivo tais como secas prolongadas, muita chuva ou outro problema qualquer ocorria a falta de alimento.

O imperador conhecido como “INCA” ou Filho do Sol, era visto como semidivino e possuía enormes poderes e privilégios. Abaixo dele estavam os sacerdotes e os chefes militares, todos originários da nobreza. Depois vinham os artesãos, os soldados, os contabilistas, os projetistas e os funcionários públicos. Esses profissionais viviam em cidades e eram sustentados pelo governo. Por ultimo vinham os camponeses.

Onde esses povos como Maias Incas e Astecas chegariam se não fossem derrotados pelos espanhóis nunca saberemos, mas de sua enorme capacidade de erguer cidades, viver e progredir em um meio hostil, ninguém pode duvidar. Temos de levar em conta também de sua grande evolução no campo das ciências, principalmente da astronomia.

O povo Inca não desenvolveu a escrita, mas possuía um interessante sistema de registro chamado de QUIPU Era um cordão ao qual estavam amarrados vários cordões menores e de cores e tamanhos variados, onde se faziam diferentes tipos de nós. As cores dos cordõezinhos permitiam identificar os tipos de objetos, os nós indicavam quantidade e datas. Pelo quipu o imperador tinha informações sobre populações, produção e economia. No Quipu eram registrados quantos armazéns havia no império, quantidade de alimento armazenado, numero de pessoas, animais e datas. Durante a conquista os espanhóis queimaram milhares de quipu que certamente poderia ter nos revelado muito sobre os Incas e sua história.

Na América Latina além do português e espanhol ainda hoje existe uma grande quantidade de línguas faladas pelos descendentes desses povos indígenas, uma delas é o quéchua e Aimara no Peru. No Paraguai além do espanhol se fala o guarani. Essa língua deriva dos índios Tupis-guaranis que viviam no Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. A língua indígena é usada no cotidiano, ao passo que o espanhol é usado apenas na comunicação formal.  Cada localidade usa o dialeto de sua região, dessa forma o Quíchua é a língua mais falada na América espanhola.

CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA

 

Logo que os espanhóis chegaram na América com Colombo em 1492, viram que os nativos da ilha Hispanhola (atual Haiti) usavam enfeites de ouro. Nas viagens seguintes fazendo uso de armas de fogo, obrigaram os nativos chamados de Aruaques a extrair todo o ouro ali existente. Esgotado o ouro da ilha os espanhóis partiram para conquistar o continente. Sob as ordens do rei espanhol o oficial HERNÁN CORTEZ desembarcou onde hoje é o México com 508 soldados, cavalos e canhões. Cortez ficou sabendo que vários povos menores eram inimigos dos Astecas se aliou a eles e chegou a capital Asteca em 1519. O imperador Asteca Montezuma confundiu Cortez com um deus asteca e o recebeu com muitos presentes de ouro. Cortez aprisionou Montezuma e começou tomar os objetos de ouro dos astecas, assim teve início a violência entre eles. Um dos episódios mais violentos foi quanto um oficial espanhol ordenou um massacre dos astecas enquanto eles estavam festejando uma colheita cantando e dançando totalmente desarmados. Os astecas chamaram esse episódio de “Noite Triste”. As táticas de guerra que Cortes teve a seu favor foram o apoio de outras tribos indígenas, armas de fogo, cavalo, armas de aço,  doenças as quais os nativos não tinham imunidade. A tática de combate entre eles era diferente, enquanto os astecas lutavam para fazer prisioneiros, os espanhóis lutavam para matar e destruir, seu único interesse era se apoderar das riquezas dos Astecas. No contra ataque os Astecas obrigaram Cortez a se refugiar em uma cidade dos aliados chamada de Tlaxcala. Depois Cortez com um exército de 150 mil índios e 900 espanhóis, bombardeou e invadiu a capital asteca.    Em 1521 dois anos apenas de sua chegada Hernán Cortez pôs fim ao império Asteca. 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h18
[] [envie esta mensagem] []



A CONQUISTA DOS INCAS    ( segunda parte)

Desejando matar sua sede de cobiça por ficar sabendo que na América espanhola havia muito ouro, o espanhol FRANCISCO PIZARRO, com apenas 180 homens, cavalos e armas de fogo, entrou no território Inca em 1532 e conquistou a cidade de Cajamarca. Convidou o chefe Inca Atahualpa para um encontro amigável, ao chegar o chefe foi preso e seus guerreiros  foram mortos pelos soldados de Pizarro. Em seguida partiram para conquista da mais importante cidade Inca que era a cidade de Cuzco. Para isso contaram com a ajuda do povo Wanka que era inimigo dos Incas. O povo inca estava dividido entre as disputa pelo poder entre dois irmãos, Atahualpa e Huáscar, esse fato facilitou sua derrota para os espanhóis. Após tomar Cuzco Francisco Pizarro fundou a cidade de Los Reyes atual cidade de Lima em 1535, e fez dela a capital do domínio espanhol. Quando Pizarro sequestrou Atahualpa exigiu como resgate uma grande quantidade de ouro, após receber mandou decapitar o chefe inca Atahualpa. Liderados pelo novo chefe inca Manco Inca. Teve início uma ferrenha guerra no sul do Peru. As lutas entre incas e espanhóis se prolongaram até 1572 quando os espanhóis aprisionaram e decapitaram Tupac Amaru o último líder da resistência Inca. Concluímos que entre sua chegada em 1532 a 1572 foram 50 anos de luta para os Incas serem derrotados.

Hernán Cortez chegou ao México com 508 soldados, Francisco Pizarro no Pero com 180 homens, pergunta-se quais os motivos que levaram tão poucos a derrotar tantos indígenas: 1= Os espanhóis além de espadas de ferro e armaduras tinham armas de fogo com poder destrutivo muito maior que as armas indígenas. Os indígenas lutavam para fazer prisioneiros, enquanto os espanhóis para matar, os espanhóis possuíam cavalos, táticas de guerra diferente. Os indígenas foram pegos de surpresa e inicialmente acreditavam que os espanhóis eram deuses. 2= As doenças trazidas pelos espanhóis mataram mais que as armas de fogo, tais como gripe, varíola, sarampo entre outras. 3= Contaram com o auxilio das tribos subjulgadas. 4= Os espanhóis sabiam muito mais sobre os indígenas através dos intérpretes do que os Astecas e Incas sabiam sobre os espanhóis, e eles se aproveitaram e muito dessa vantagem por conhecer os pontos fracos do inimigo

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

Inicialmente o governo da Espanha transferiu para particulares como Hernán Cortez e Francisco Pizarro o direito de explorar e conquistar as terras da América. Posteriormente o rei espanhol foi centralizando a administração e aumentando seu controle sobre a população e riqueza da nova colônia espanhola. Para tal o monarca espanhol criou dois importantes órgãos: A CASA DE CONTRATAÇÃO em 1503 com sede em Sevilha, cidade portuária da Espanha, com a finalidade de controlar o comércio e a navegação entre a Espanha e suas colônias na América. O controle era feito pelo sistema de porto único. Os navios que iam para a colônia só podiam sair de Sevilha, Os que iam para a Espanha só podiam sair de Havana em Cuba, Vera Cruz no México e Cartagena na Colômbia. Dessa forma o rei mantinha rígido monopólio do comércio com suas colônias. Esse processo acabou gerando o contrabando, muito praticado em toda colônia espanhola

O CONSELHO DAS ÍNDIAS= Criada em 1524 fazia as leis, cuidava da justiça e nomeava funcionários para as colônias. Posteriormente o governo decidiu aumentar seu controle criando entre os séculos XVI e XVIII quatro vice reinos: Nova Espanha, Peru, Nova Granada e Rio da Prata. E as capitanias de Cuba, Guatemala, Venezuela, Chile, todas situadas em pontos estratégicos. Essas capitanias deviam defender  as colônias de possíveis ataques piratas, principalmente dos ingleses. Outro sistema foi o de frotas protegidas pelos galeões que eram navios de guerra.

As sociedades hispano - americanas foram formadas por cinco grupos :  Chapetones = Eram os colonos nascidos na Espanha, ocupavam os principais cargos políticos, militares e religiosos e tinham enormes privilégios. Os Criollos eram filhos de espanhóis nascidos na América, eram ricos fazendeiros, donos de minas e comerciantes, eram impedidos de ocupar altos cargos, mas podiam ser vereadores nas câmaras municipais, eram chamados de Cabildos.

Mestiços = eram filhos de espanhóis ou Criollos com índias ou africanas, há de se considerar que o numero de africanos na América espanhola era bem reduzido, ao contrário do Brasil que era em elevada porcentagem, portanto mulheres negras eram em quantidade bastante reduzida em relação a população , os mestiços ocupavam funções de pouco prestígio, tais como pedreiros, ferreiros, carpinteiros ou capataz de fazenda. Indígenas = constituíam a maior parte da população eram duramente explorados nas fazendas, tecelagens e minas. Africanos escravizados = Trabalhavam nas grandes plantações de cacau na Colômbia, Equador e Venezuela.

A sociedade hispano americana era formada pela minoria branca europeia com muita riqueza e poder, e a grande maioria de mestiços e índios que realizavam trabalho pesado sujo e mal remunerado ou escravo. Alem disso mestiços índios e escravos sofriam forte descriminação racial. Os mestiços eram proibidos de usar joias de ouro, armas e roupas de seda.

Nos primeiros 250 anos de colonização a principal atividade econômica na America espanhola foi a mineração. Foi com a descoberta das ricas minas de prata de Potosi (Bolívia) em 1545 e Zacatecfas (México ). Considerando como de sua propriedade o rei espanhol mandou distribuir lotes auríferos aos que tivessem dinheiro para  iniciar sua exploração. O penoso trabalho de arrancar o precioso metal das minas ficou destinado aos indígenas. As duas formas de trabalho forçado nas minas foram a mita e encomienda. A mita era o trabalho obrigatório que os membros das aldeias tinham de prestar para os espanhóis quatro meses ao ano. Esses trabalhadores os Mitayos recebiam um terço do trabalho assalariado de um trabalhador livre. A encomienda era o direito concedido ao colono espanhol  de explorar o trabalho indígena nas minas, plantações e fazendas. Em troca o colono devia dar aos índios assistência material e religiosa, ou seja alimenta-los e vestir e ensinar-lhes a religião católica. Os índios cumpriam a sua parte mas os colonos raramente cumpriam a sua, milhares de índios morriam devido aos maus tratos e sem ter aprendido uma única oração. Um dos mais cruéis exemplos de exploração humana foram os trabalhos nas minas de São Luís de Potosi. Alem de prejudicial a saúde e perigoso o trabalhador subia e descia por escadas feitas de madeira amarradas com couro, os acidentes eram constantes. Cada trabalhador portava uma candeia (tocha ) que pouco iluminava, devia descer e subir carregando cerca de 30 quilos de parta por dia em uma sacola amarrada ao pescoço. Muitos morriam por fome ou doenças como a pneumonia, quedas de grandes alturas, ou pelo vício do consumo de álcool. Frei Domingo de São Tomás, padre que viveu nessa época escreveu:     “Não é prata que se envia para a Espanha, é suor e sangue dos índios.”

Na América espanhola se praticava também a agricultura, a pecuária e fabricação de panos grosseiros. Eles cultivavam a batata, milho, cacau, tabaco e cana de açúcar, gado e animais de transporte. A maior parte dos produtos eram exportados para a Europa. Com o declínio da mineração no séc. XVIII (1701 a 1800) a agricultura e pecuária começaram a se desenvolver mais rapidamente. Os trabalhadores nas fazendas eram geralmente africanos trazidos após a segunda metade do séc. XVII, as grandes fazendas destinadas a produzir produtos de exportação como cacau, açúcar, anil e carne eram chamadas de plantation.

Podemos concluir com esse texto que da mesma forma portugueses no Brasil e espanhóis na América espanhola exploraram a terra e o povo, dizimaram várias tribos, anularam suas culturas e impuseram o seu modo de vida e pensar. Deixaram para trás rastros de suor e sangue de nossa gente, levaram nossas riquezas, os indígenas do nosso continente nada receberam além de maus tratos exploração e doenças. No caso específico do Brasil qual foi a herança deixada por Portugal legada aos brasileiros, apenas desalento, uma língua ruim, divida e sífilis ( doença sexual) trazidas por D. João XVI e sua comitiva quando vieram para o Brasil fugindo de Napoleão em 1808. O pouco que D. João VI fez aqui no Brasil não foi visando o bem dos brasileiros, mas sim proporcionar bem estar para a corte portuguesa.

 

Prof. Luiz = História =     17/10/2013 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h17
[] [envie esta mensagem] []



7ª série

exercício sobre a conquista da América Espanhola

A CONQUISTA ESPANHOLA   = ASTECAS  X HERNÁN CORTEZ (MÉXICO) 1519 -1521  

1= Qual o nome de um dos principais conquistadores da América espanhola?

2=Qual foi o aparato bélico que Hernán Cortez dispunha para combater os milhares de guerreiros Astecas

3=Por que Hernán  Cortez conseguiu vencer a batalha  contra os Astecas?                                                

4= Qual a diferença nas batalhas entre Cortez e os Astecas?

5=Cortez lutou sozinho ou teve ajuda de outros povos? Quais?

6= Quais as doenças que ajudaram Hernán Cortez a dizimar os nativos?

7=No Campo religioso os astecas pensaram que os espanhóis eram o que? Por que?

8=Qual o nome da cidade que era a capital dos Astecas?

9=Qual era o nome do principal Deus Asteca?

10= Qual foi a data da conquista de Hernán Cortez?

11=Os Astecas viviam em que país da América do Norte?

12=Qual o motivo da conquista espanhola

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

FRANCISCO PIZZARRO x  INCAS   PERU 1532 =  1572

13=Qual foi o motivo que lançou o império Inca em uma guerra civil?

14= Qual o nome do conquistador espanhol?

15=Por que Pizarro com 180 homens venceu os 80 mil guerreiros Incas?

16= Como se chamava o imperador Inca?

17=Qual o nome da primeira cidade que Pizarro atacou? 

18=Qual o nome da capital do império Inca?

19= O que Pizarro recebeu como resgate do imperador Atahualpa?

20=Qual foi a primeira cidade que Francisco Pizarro fundou no Peru?

21=De 1520 a 1570 dos 34 milhões de nativos quantos foram dizimados pelos espanhóis?

22=Para qual religião que os espanhóis queriam converter os nativos?

23=Por que os espanhóis dividiram a região em vice reinos em 1535 e 1543

24=Quem era a autoridade máxima na colônia? E qual era sua função?

25=Como era dividida a sociedade colonial europeia na colônia espanhola?

 

Prof. Luiz = Historia  = 05/10/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h13
[] [envie esta mensagem] []



SOLICITO AOS ALUNOS DA 7ª G TRAZEREM NO DIA 19/08 TERÇA FEIRA UM BILHETE COM DATA,  ASSINADO PELO RESPONSÁVEL PARA IRMOS AO TEATRO DE SANTO ANDRÉ MAS É MUITO IMPORTANTE MENCIONAR A QUANTIDADE DE CONVITES.

É UM PREMIO POR A MAIORIA TER IDO BEM NA PROVA

ABRAÇO FRATERNAL

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h28
[] [envie esta mensagem] []



8ª série

PRIMEIRO GOVERNO VARGAS  

ANTES DE 1930                                                                                                                        pg. 1/5

Oligarquia é o poder nas mãos de poucas pessoas, ocorre quando um pequeno grupo econômico ou político, governam  uma cidade ou país e, os interesses políticos e econômicos prevalecem sobre os da maioria    

Enquanto na Europa o nazifascismo ganhava espaço, no Brasil o domínio das oligarquias gerava grande insatisfação. Um grupo de militares insatisfeitos com as oligarquias , liderou um movimento conhecido como tenentismo. O presidente do clube dos militares era o Marechal Hermes da Fonseca que ao ser ofendido pelo Presidente Epitácio Pessoa gerou essa revolta. No dia 5 de julho de 1922 os tenentes do Forte de Copacabana pegaram em armas contra o governo, o governo sufocou essa revolta, mas 17 militares e 1 civil não se renderam, saíram pela Av. Atlântica em direção ao palácio do Catete. Dos 18 apenas 2 sairam com vida, Eduardo Gomes e Siqueira Campos. Esse episódio ficou conhecido como os 18 do Forte.

Em 1924, portanto dois anos depois, no governo de Artur Bernardes, ocorreu um movimento em São Paulo no dia 5 de julho. Esse levante tinha objetivos bem definidos, os tenentes exigiam: 1) a moralização da república por meio do voto secreto.  2) A obrigatoriedade do ensino primário e profissional. 3) A autonomia dos três poderes (legislativo executivo e judiciário). 4) O respeito às leis e a justiça.

Comandados pelo General Isidoro Dias Lopes e o general Miguel Costa, os rebeldes tentaram em vão tomar a cidade de S. Paulo. Reprimidos pelo governo federal cerca de 1000 rebeldes deixaram S. Paulo e foram para a Foz do Iguaçu no Paraná. Ocorreram outras revoltas nessa mesma época nos estados de Mato Grosso, Sergipe, Amazonas Pará e R. G. do Sul. Os rebeldes gaúchos comandados por Luis Carlos Prestes também foram para a foz e se juntaram as tropas paulistas formando a famosa coluna Prestes.

COLUNA PRESTES= Com cerca de 1800 essa coluna saiu pelo interior do Brasil buscando apoio do povo para sua luta contra o governo, na maioria das vezes eram bem recebidos e tratavam bem o povo das cidades por onde passavam. A Coluna Prestes percorreu 25 mil km através de 12 estados brasileiros. Não conseguiram o apoio do povo porque o governo espalhou a notícia que se tratava de comunistas, embora o povo nem soubesse o que era isso. No início de 1927 os 600 homens que ainda integravam a coluna decidiram se retirar para a Bolívia. Na Bolívia Prestes recebeu alguns livros sobre a revolução russa e passou a se interessar pelo regime daquele país.

A PARTIR DE 1930 NOVOS RUMOS PARA A POLÍTICA BRASILEIRA

Em 1930, de acordo com a política do café com leite era a vez de Minas Gerais indicar o próximo presidente, mas o presidente Washington Luís que tinha sido indicado por S. Paulo, decidiu indicar outro paulista para sucedê-lo, Júlio Prestes. Os mineiros não aceitaram e junto com R. G. do Sul e Paraíba formaram a Aliança Liberal. Com Getulio Dorneles Vargas para presidente e João Pessoa como vice. Durante a campanha Getulio defendeu o voto secreto, o incentivo a indústria nacional, e a aprovação de leis trabalhistas, copiada da “carta de Lavoro do italiano Benito Mussolini”, com essas propostas Vargas ganhou popularidade. Apesar dessas propostas a oligarquia paulista elegeu em 1930 o paulista Julio Prestes.

A Aliança Liberal ficou inconformada com a derrota e, quando João Pessoa foi assassinado por um rival paraibano, espalhou-se a falsa notícia de que ele tinha sido assassinado a mando de Washington Luís. Disposto a tomar o poder Getúlio e seus aliados partiram para o Rio de janeiro, mas antes que chegassem a capital uma junta militar tomou o poder e entregou a Vargas, o líder civil do movimento. Getulio Vargas tinha aliados em todos os estados brasileiros, eram pessoas descontentes com a política feita pela oligarquia.

 

Durante o primeiro governo de Vargas (1930 a 1945) o Brasil mudou muito, a industrialização avançou e as cidades cresceram.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h12
[] [envie esta mensagem] []



   continuação

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Pag. 4/5

O Populismo = Durante seu governo Getulio praticou o Populismo, isto é:. Populismo é uma política onde se estabelece uma relação direta e emocional entre um líder e o povo desorganizado e carente, que vê no líder e no Estado uma maneira de conseguir rápido as suas necessidades. Em 1943 as leis trabalhistas conquistadas pelos operários após décadas de luta, foram reunidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “A CLT foi uma cópia da Carta de Lavoro instituída pelo líder italiano Benito Mussolini”. E apresentadas como uma doação do governo aos trabalhadores exaltando a figura do presidente, o que na realidade foi conquistado através de lutas do operariado. O populismo de Vargas foi construído também através de discursos comoventes feitos através do rádio ou em reuniões especiais como o Dia do Trabalho em estádios de futebol, dessa forma transfigurava o que um dia dedicado aos protestos em festa popular. Seus discursos sempre começava com a frase “trabalhadores do Brasil”.

 

A Companhia Siderúrgica Nacional  (CSN) criada em 1941,  é onde é realizada a fundição do aço e do ferro, a CSN era vista como um símbolo da industria e progresso do Brasil. O capital necessário para sua criação foi de 45 milhões de dólares, 20 milhões foram emprestados pelo EUA e 25 conseguidos no Brasil.

 

O Brasil na Guerra= No começo da guerra o Brasil manteve-se neutro, realizava operações com os alemães e norte americanos. Em setembro Getulio conseguiu que o EUA se comprometesse a financiar parte da construção da CSN na cidade de Volta Redonda no RJ. Em troca o Brasil daria permissão para que o EUA instalasse bases navais e aéreas no nordeste brasileiro. Alguns historiadores defendem a ideia de que Vargas encarou essa concessão como uma imposição. Se o Brasil se recusasse seria encarado como inimigo dos países aliados e seria invadido.

 

Brasil Entra na Guerra= Em janeiro de 42 o Brasil de Vargas declarou-se a favor dos aliados, a Alemanha reagiu torpedeando seis navios mercantes brasileiros causando a morte de centenas de pessoas. Inconformados com a violência nazista, o povo saiu às ruas das principais cidades exigindo que o Brasil entrasse na guerra contra os alemães. As pressões populares e do governo americano fizeram com que o Brasil declarasse em 22 de agosto de 1942 guerra contra o Eixo. Para lutar contra os nazistas os brasileiros treinaram sob comando do exército americano instalado no nordeste. Foram conduzidos para a Itália usando uniformes de verão brasileiro, ao chegarem no norte italiano  foram surpreendidos por um inverno rigoroso, o frio intenso ao que os brasileiros não estavam acostumados, a falta de treinamento adequado com os novos equipamentos e a falta de conhecimento do que é uma guerra, contribuíram para que os soldados da FEB sofressem pesadas baixas ao enfrentar soldos alemães veteranos e experientes. A FEB  composta por 25 mil brasileiros era comandada pelo general Mascarenhas de Moraes que conquistaram importantes vitórias como a de Monte Castelo, Castelnuovo, Montese. O lema da FEB era “A Cobra vai Fumar”. Nessas missões 3000 mil soldados saíram feridos e 450 morreram. Posteriormente os soldados que retornaram da guerra em 1945 trouxeram em sua mochila o desejo de redemocratizar o Brasil.

 

 

Fim do Estado Novo e o queremismo = Muitos brasileiros aproveitaram a luta contra os ditadores no exterior para combater a ditadura interna promovida por Vargas, em 1943 os políticos de Minas lançaram o Manifesto dos Mineiros exigindo a democratização do país, em dezembro a União Nacional dos Estudantes UNE saíam em passeata contra o governo. Percebendo que as forças de oposição ganhavam força ele próprio iniciou a democratização. No início de 45 anistiou os presos políticos, liberou a pluralidade partidária e marcou eleições para dezembro. Como hábil político ele fazia jogo duplo: ao mesmo tempo em que apoiava a candidatura do General Eurico Gaspar Dutra, incentivava o “Queremismo” movimento liderados pela população que aos gritos de “queremos Getulio” pedia que ele continuasse no poder. Assustados  com a enorme popularidade do ditador as oposições militares e civis se uniram para derruba-lo em 29 de outubro de 45 tropas lideradas pelo general Góis Monteiro puseram fim ao Estado Novo.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h10
[] [envie esta mensagem] []



continuação

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Pag. 5/5

Eurico Gaspar Dutra era o ministro da guerra no governo de Getulio, ele vence as eleições, governa de 1945 a 1950. Dutra faz um governo exatamente o oposto de Getulio, quando pratica uma política de entreguismo, abre as portas do Brasil ao capital estrangeiro, provocando o endividamento do país e tornando o Brasil dependente das nações ricas.

 

Retorno de Getulio Vargas = Desgostosos com o governo Dutra, Vargas é eleito pelo voto secreto e popular, retoma o governo com a frase “Retorno pelos Braços do Povo”. Tentou fazer um governo de coalizão, isto é, agradar o operariado e a elite. O Brasil estava endividado, com poucos recursos, o progresso nacionalista não sorria mais para a nação, inflação alta e desemprego, houve o descontentamento da classe trabalhadora por não ter suas reivindicações contempladas, gerando incontáveis greves e manifestações por parte dos trabalhadores incitados pelos sindicatos, a classe dominante e uma ala do exército insatisfeitos somaram-se para pressionar Vargas, apoiados pela força militar americana devido ao EUA ver seus interesses ameaçados, o gaucho Getúlio Dorneles Vargas aos 71 anos, comete suicídio com um tiro no peito. Em sua carta endereçada à nação termina com a frase: “Saio da Vida para Entrar para a História”.

 

O golpe militar de 64= Os acontecimentos estavam propícios para um golpe militar, apoiado inclusive pelo EUA, mas a morte de Getúlio provocou uma comoção nacional, o povo abalado com a morte de seu líder não aceitaria a imposição de um golpe militar. Diante desse quadro foi adiado para dez anos depois, quando o empresariado e a ala descontente do exército apoiados por um porta aviões americano navegando em águas territoriais brasileiras, através de um golpe militar depuseram o presidente João Goulart em 1964.

 

A luta dos negros nos anos 20 e 30 = Nessa época o racismo contra os negros se manifestava de todas as formas, velados ou declarados. Os negros tinham dificuldade de conseguir um bom emprego, as empresas faziam questão de funcionários para trabalhar no escritório de cor branca, a Guarda Civil de S. Paulo só aceitava brancos, em concursos para eleger bebes perfeitos, só brancos podiam se inscrever, com essa prática afirmavam que estavam “branqueando o país”. Os negros reagiram fazendo vários protestos e em 1928 o Governador paulista Julio Prestes foi obrigado a retroceder. Em 1931 foi fundado no bairro da Liberdade uma sede da Frente Negra Brasileira, a qual procurava defender o interesse de sua gente, além de promoverem recreação, lazer, educação e obras sociais para seus membros.

 

Zé Carioca Vai a Guerra = Com o objetivo de enganar e conquistar a simpatia dos brasileiros, tendo como finalidade que o povo aceitasse que o Brasil entrasse na guerra com o envio de soldados, o estúdio de cinema da Walt Disney veio ao Brasil para criar um personagem. Na época era comum as famílias terem um papagaio em casa, pronto o bicho já estava escolhido, agora só faltava personificar a ave, o eleito  foi o típico malandro carioca que usando a tradicional camisa listrada da época encaixou-se perfeitamente aos objetivos americanos. Contracenando com o Pato Donald em revistinhas e cinema, convenceu que toda criança americana era “Amiguinha” da criança brasileira. Para convencer os adultos a cantora Carmem Miranda que na época fazia muito sucesso, foi contratada juntamente com a banda “Bando da Lua” a fazer um filme em Hollywood. As fábricas de doces passaram a fabricar chocolates de baixa qualidade, mas barato em forma de cigarro. Era comum na época ver o pai fumando um cigarro e o filho de 8 anos imitando o pai com um cigarrinho de chocolate. Conclusão dentro de no máximo dez anos o garoto tornava-se um fumante, foi quando as empresas de cigarros americanos se instalaram no Brasil e ganharam muito dinheiro.

O descrito acima é pura e simplesmente a maneira mais eficaz de explicar o que é uma Ideologia Imperialista.

 

 

Prof. Luiz Bortolo = História = 01 de  agosto de 2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h08
[] [envie esta mensagem] []



PARA OS PAIS DE TODOS OS  ALUNOS

Na data de hoje, dedicamos uma homenagem a todos os pais. Eu por minha vez comprimento a todos os pais, não apenas nessa data, mas durante o ano todo.

Ao Sr. Pai de aluno que todos os dias tem a preocupação de não permitir que nada falte a seu filho, você é meu herói. Ao Sr. Que no dia a dia luta para que seu filho seja seu orgulho, da mesma forma que seu pai se orgulha de você, você é meu Herói.

Ao Sr. Pai que tem de matar um leão todos os dias, para assegurar a sua família o mínimo necessário para uma vida condizente, você é meu herói. Ao Sr. Pai que sempre vem na escola saber notícias sobre seu filho, você é meu herói.

Ao Sr. Pai que sabe a importância do estudo para seu filho, seja meu herói, transmita ensinamentos a seu filho, para que eu na condição de professor possa ensina-lo o suficiente para tornar-se um homem livre, honrado e ciente de suas obrigações e direitos.

 

Aceite meu carinhoso abraço meu herói ( Prof. Luiz = História)



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h57
[] [envie esta mensagem] []



atenção a todos os alunos

nessa semana faremos uma prova com o conteúdo da matéria dada

não falte o aluno que faltar ficará sem a nota da prova, não será dada outra oportunidade.

avise os colegas que faltaram quanto ao dia e matéria da prova.

grande abraço fraternal a todos



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h45
[] [envie esta mensagem] []



8ª série

RESUMO DOS BASTIDORES DA POLÍTICA ANTES E APÓS VARGAS  

D. Pedro II após vários desgastes com o povo, mas principalmente com o exército, teve o palácio no Rio de Janeiro cercado pelas tropas do Gaucho Marechal Deodoro  da Fonseca e, num autêntico golpe militar depôs o Imperador D. Pedro II, pondo fim ao império e instalando um governo republicano presidencialista. Durante o império cabia ao imperador nomear seus representantes, mas com o estabelecimento da república, as famílias mais poderosas de cada estado (oligarquias) estaduais passaram a ter enorme poder político.

A constituição de 1891 aboliu o voto censitário (só os ricos podiam votar ou ser eleitos) e permitiu o voto a todo homem alfabetizado, exceto o clero e soldados. As famílias poderosas se sentiram ameaçadas em perder o poder e passaram a intimidar o eleitor a votar nas pessoas por eles indicadas. Geralmente esses políticos eram ricos fazendeiros e membros da guarda nacional e, passaram a ser chamados de coronéis. Os votos eram conseguidos através de violência ou troca de favores (fidelidade igual no feudalismo) porém se o candidato indicado pelo coronel perdesse a eleição, eles recorriam a fraude, falsificação da eleição.

Os coronéis se agrupavam em torno de um candidato e elegiam o governador do estado e, os governadores faziam o mesmo com o presidente, de forma tal que depois todos recebiam favores políticos e econômicos.

A política do café com leite = São Paulo e Minas eram os dois estados mais ricos e populosos no Brasil, A oligarquia paulista estava reunida no PRP (partido republicano paulista) e a mineira no PRM (partido republicano mineiro) os dois se união e elegiam presidentes que iria defender seus interesses alternando entre um paulista e um mineiro. Durante a República Velha o café liderava as exportações brasileiras para o EUA e Europa, os cafeicultores investiam em novas plantações, com isso o Brasil passou a produzir mais café do que os países importadores queriam comprar, o resultado foi um gigantesco estoque de café nos armazéns que fez os preços despencar. É justamente nesse processo que vamos entender os interesses das oligarquias. Os fazendeiros ajudavam a eleger o presidente, o estado por sua vez comprava do fazendeiro todo café excedente com empréstimos conseguidos no exterior e o Brasil apesar de grande exportador de café ficava cada vez mais endividado, e o povo continuava na miséria cercados por ricos fazendeiros.

O café foi introduzido no Brasil inicialmente no Pará, posteriormente no Rio de Janeiro e  Vale do Paraíba, onde os “Barões do Café”plantavam com dinheiro emprestado do Banco do Brasil e mão de obra escrava, ao passo que os cafeicultores paulistas tinha sua plantação financiada com recursos próprios obtidos com a cana de açúcar e, utilizavam mão de obra assalariada dos imigrantes, obtendo dessa forma melhor resultado que o obtido no Rio de Janeiro, como as terras no Vale do Paraíba estavam muito cara, o café começou sua subida para o noroeste paulista. Com os enormes lucros obtidos com o café alguns fazendeiros passaram a investir na indústria que estava despontando no Brasil. Além do café o Brasil também exportava cacau produzido na Bahia e Borracha no Acre Amazonas e Para. Com a indústria automobilística sempre crescente a borracha proporcionou muito lucro com essa exportação que durou de 1898 a 1910. Percebemos aqui um imperialismo bem definido, o Brasil exportava Matéria prima e importava produtos industrializados vindos do EUA e da Europa bem mais caros. O ciclo da borracha durou pouco, ingleses e holandeses levaram mudas de borracha para suas colônias na Ásia e em 1915 já produziam mais que o Brasil. No sul da Bahia o cacau utilizado na fabricação de chocolate enriqueceu muitas famílias que passaram a dominar a política da região. No Rio Grande do Sul, plantavam arroz, mate, fumo e uva para o vinho, mas sua produção era mais destinada ao consumo interno, pouco exportava.

Entre 1900 e 1920 a industrialização do Brasil cresceu muito, impulsionado pela 1ª Guerra (1914 a 1918) porque muitos produtos tiveram de ser fabricados aqui. Outro fator muito importante que gerou o crescimento das indústrias foi o lucro obtido com a agricultura de exportação, facilidade na matéria prima, mão de obra barata e portos para escoar a produção.

São Paulo tornou-se o estado mais industrializado do país, a maior parte com o dinheiro dos fazendeiros do café Como Antonio Álvares Penteado e do imigrante italiano Francisco Matarazzo, as maiores indústrias eram têxteis, alimentação, bebidas e vestuário. Após a 1ª Guerra os americanos começaram a investir no Brasil. Com o crescimento das indústrias houve a urbanização da população e,  começaram a surgir os problemas com abastecimento de água e tratamento dos esgotos os quais cresceram mas não no mesmo compasso. O crescimento de São Paulo atraiu populações do interior e também de imigrantes de várias partes do mundo. Por serem brancos e católicos os portugueses italianos e espanhóis foram os preferidos pelas autoridades e fazendeiros. Os imigrantes se dedicavam a todos os tipos de trabalho na cidade e no campo, porém uma curiosidade deve ser ressaltada, entre as décadas de 60 a 90 a grande força de trabalho nas industriais metalúrgicas era constituída por italianos e seus descendentes. Por volta de 1908 o Brasil passou a receber imigrantes asiáticos principalmente os japoneses que se dirigiram para as fazendas de café no norte e noroeste paulista. Sírios, libaneses e judeus também aportaram no Brasil e se dedicaram ao comercio.

Com a construção da estrada de ferro um engenheiro inglês chamado Charles Miller em 1894 trouxe o futebol para o Brasil, um novo esporte que era praticado somente pelas pessoas de alto padrão financeiro devido ao custo da bola e dos uniformes. Aos poucos o esporte foi se popularizando. Um dos primeiros clubes a ser fundado foi o Clube Paulistano que posteriormente deu origem ao São Paulo Futebol Clube, era constituído apenas pelas pessoas ricas, tinha os melhores jogadores e ganhava todas as competições, com a difusão desse esporte foram fundados 2 clubes que representavam a classe pobre, o atual Corinthians e o Palmeiras, para poder vencer o Paulistano eles se uniam e formavam uma equipe com jogadores dos 2 clubes. Com a popularização do futebol os clubes ganharam uma força extra que até então não existia em seu início, foi a torcida que hoje representa uma grande força para os clubes

 

Nesse cenário em 1893 Surge Antonio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antonio conselheiro ou simplesmente Beato, explorando a fé e a miséria em que o povo se encontrava formara no sul da Bahia o Arraial de Canudos, os fazendeiros e poderosos da região temerosos com o crescimento de Canudos e por estarem perdendo mão de obra, disseram que Canudos era um reduto de monarquistas fanáticos e perigosos. Foi o que bastou para o governo federal enviar 3 expedições de soldados que foram derrotados, foi preciso uma 4ª expedição com 7 mil soldados dinamite e canhão para em 5 de outubro de 1897 massacrar o Arraial de Canudos, houve poucos sobreviventes. Na divisa de Santa Catarina com o Paraná nessa mesma época liderados por um monge chamado José Maria houve a guerra do Contestado, gerada pelos mesmos motivos que Canudos. A construção de uma estrada de ferro na região expulsou os pobres moradores que se viram sem terra para plantar e morar, se revoltaram e resolveram travar uma luta que durou de 1910 a 1916 quando foram derrotados e massacrados. No nordeste Virgulino Ferreira da Silva o Lampião forma um grupo de cangaceiros e por volta de 1920 a 1938 luta a sua maneira contra a força dos poderosos. Foi derrotado por ter sido traído por um comerciante da região.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h35
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]