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PROFESSOR LUIZ
 


ILUMINISMO

História do Iluminismo, o pensamento no Século das Luzes, critica ao absolutismo, pensadores iluministas, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke, Diderot e D'Alembert, ideias dos principais filósofos, filosofia e política nos séculos XVII e XVIII.

A busca pelo saber e liberdade de pensamento= eram as duas premissas do Iluminismo

Introdução > Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.

Os ideais iluministas  >   Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

Século das Luzes >  O apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.

Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma, sua participação era limitada.. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.

Principais filósofos iluministas  >  Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a ideia de um estado democrático que garanta igualdade para todos;

O Barão de Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.

A História é a ciência do dia a dia. “Está intimamente ligada ao desenvolvimento social, e conhecê-la não é um ato de esnobação intelectual, mas uma necessidade para aqueles que desejam formar um espírito crítico e adquirir consciência das suas possibilidades.”

A Revolução Gloriosa marcou o fim do absolutismo na Inglaterra, criando assim, um país burguês = tudo que existe de recursos (tanto no campo material, quanto no campo humano) seria usado em favor da burguesia, gerando acumulo de capital, o que fez da Inglaterra o país mais rico da Europa.
As burguesias dos outros países perceberam que os ingleses conseguiram abater o Antigo Regime = o rei é deposto, acaba o absolutismo, acaba a sociedade estamental e acaba o Mercantilismo. Então, eles tentam fazer a mesma coisa, sobretudo na França que é "grudada" na Inglaterra. Tudo que se faz na Inglaterra, reflete na França e a burguesia percebeu que se não tomasse uma atitude quanto à destruição do Antigo Regime, eles seriam destruídos, pois os ingleses vão acumular toda a riqueza existente na Europa e os outros países vão empobrecer, as burguesias vão à falência (se não há lucro, não há como viver dentro do sistema capitalista).
Desse modo, torna-se necessário derrubar o Antigo Regime e o processo mais traumático foi na França. Os principais filósofos iluministas estarão na França, os pensadores econômicos também.
A burguesia surgiu com o Mercantilismo e tinha espaço = criava cartas de monopólio, concessões, falta de concorrência; assim a burguesia surge e vai tomando os espaços, mas vai chegar um momento em que a burguesia está tão grande que ela precisa acabar com o Mercantilismo, precisa assumir o controle da sociedade que era tripartida (Absolutismo nada mais é que um feudalismo transformado)
As 2 primeiras camadas não fazem nada e ainda acabam com a riqueza do Estado, enquanto isso todo o resto da população tem que trabalhar para sustentar as outras 2 camadas. Então se deve destruir essa sociedade e criar uma sociedade de classes.

Maquiavel, Hobbes, Bodin e Bossuet diziam que o rei devia ser absoluto, agora a burguesia tem que pagar para filósofos para que estes combatam os ideais absolutistas, criando outras filosofias (devem-se negar os princípios mercantilistas e defender a igualdade entre os homens).

O Iluminismo é o momento (corrente) filosófico que tem como base a Razão. E os dois filósofos que não são iluministas, mas serviram de fundamento para a racionalidade foram René Descartes e Isaac Newton, são eles que vão dar a base para que o movimento aconteça.

René Descartes: Descartes dizia que o homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa. Criou o método cartesiano para explicar um assunto através de um ponto racional. O sobrenatural não existe.
Isaac Newton: diz que tudo o que existe no mundo respeita as leis físicas = o sobrenatural não existe.

Prof. Luiz Bortolo

História

 

05/02/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 02h44
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atenção o texto a seguir sobre a Era Vargas está dividido em 5 páginas



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h31
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PRIMEIRO GOVERNO VARGAS    ( pg 115 a 131)

ANTES DE 1930                                                                                                                        pg. 1/5

Oligarquia é o poder nas mãos de poucas pessoas, ocorre quando um pequeno grupo econômico ou político, governam  uma cidade ou país e, os interesses políticos e econômicos prevalecem sobre os da maioria    

Enquanto na Europa o nazifascismo ganhava espaço, no Brasil o domínio das oligarquias gerava grande insatisfação. Um grupo de militares insatisfeitos com as oligarquias , liderou um movimento conhecido como tenentismo. O presidente do clube dos militares era o Marechal Hermes da Fonseca que ao ser ofendido pelo Presidente Epitácio Pessoa gerou essa revolta. No dia 5 de julho de 1922 os tenentes do Forte de Copacabana pegaram em armas contra o governo, o governo sufocou essa revolta, mas 17 militares e 1 civil não se renderam, saíram pela Av. Atlântica em direção ao palácio do Catete. Dos 18 apenas 2 sairam com vida, Eduardo Gomes e Siqueira Campos. Esse episódio ficou conhecido como os 18 do Forte.

Em 1924, portanto dois anos depois, no governo de Artur Bernardes, ocorreu um movimento em São Paulo no dia 5 de julho. Esse levante tinha objetivos bem definidos, os tenentes exigiam: 1) a moralização da república por meio do voto secreto.  2) A obrigatoriedade do ensino primário e profissional. 3) A autonomia dos três poderes (legislativo executivo e judiciário). 4) O respeito às leis e a justiça.

Comandados pelo General Isidoro Dias Lopes e o general Miguel Costa, os rebeldes tentaram em vão tomar a cidade de S. Paulo. Reprimidos pelo governo federal cerca de 1000 rebeldes deixaram S. Paulo e foram para a Foz do Iguaçu no Paraná. Ocorreram outras revoltas nessa mesma época nos estados de Mato Grosso, Sergipe, Amazonas Pará e R. G. do Sul. Os rebeldes gaúchos comandados por Luis Carlos Prestes também foram para a foz e se juntaram as tropas paulistas formando a famosa coluna Prestes.

COLUNA PRESTES= Com cerca de 1800 essa coluna saiu pelo interior do Brasil buscando apoio do povo para sua luta contra o governo, na maioria das vezes eram bem recebidos e tratavam bem o povo das cidades por onde passavam. A Coluna Prestes percorreu 25 mil km através de 12 estados brasileiros. Não conseguiram o apoio do povo porque o governo espalhou a notícia que se tratava de comunistas, embora o povo nem soubesse o que era isso. No início de 1927 os 600 homens que ainda integravam a coluna decidiram se retirar para a Bolívia. Na Bolívia Prestes recebeu alguns livros sobre a revolução russa e passou a se interessar pelo regime daquele país.

A PARTIR DE 1930 NOVOS RUMOS PARA A POLÍTICA BRASILEIRA

Em 1930, de acordo com a política do café com leite era a vez de Minas Gerais indicar o próximo presidente, mas o presidente Washington Luís que tinha sido indicado por S. Paulo, decidiu indicar outro paulista para sucedê-lo, Júlio Prestes. Os mineiros não aceitaram e junto com R. G. do Sul e Paraíba formaram a Aliança Liberal. Com Getulio Dorneles Vargas para presidente e João Pessoa como vice. Durante a campanha Getulio defendeu o voto secreto, o incentivo a indústria nacional, e a aprovação de leis trabalhistas, copiada da “carta de Lavoro do italiano Benito Mussolini”, com essas propostas Vargas ganhou popularidade. Apesar dessas propostas a oligarquia paulista elegeu em 1930 o paulista Julio Prestes.

A Aliança Liberal ficou inconformada com a derrota e, quando João Pessoa foi assassinado por um rival paraibano, espalhou-se a falsa notícia de que ele tinha sido assassinado a mando de Washington Luís. Disposto a tomar o poder Getúlio e seus aliados partiram para o Rio de janeiro, mas antes que chegassem a capital uma junta militar tomou o poder e entregou a Vargas, o líder civil do movimento. Getulio Vargas tinha aliados em todos os estados brasileiros, eram pessoas descontentes com a política feita pela oligarquia.

 

Durante o primeiro governo de Vargas (1930 a 1945) o Brasil mudou muito, a industrialização avançou e as cidades cresceram.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h30
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   continuação de A Era Vargas                                                                                                                                                      Pg.2/5

O Estado se fortaleceu, interveio na economia (mercantilismo), e estabeleceu uma nova relação com os trabalhadores urbanos. Na contra mão os sindicatos em sua maioria liderados pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro) enfraqueceram quando Getulio disse que o trabalhador não precisava mais do sindicato porque agora o povo tinha um governo que se interessava pelo operário urbano. Nesses 15 anos

Getulio foi governo provisório ( 1930 a 1934) presidente eleito pelo voto indireto (1934 a 1937) e ditador de (1937 a 1945). Entre 1945 e 1950 foi eleito o ministro da guerra de Getulio, Eurico Gaspar Dutra, foi sucedido por Getulio eleito pelo voto popular na eleição de outubro de 1950, ele governou o Brasil até 24 de agosto de 1954 quando cometeu suicídio, em sua carta de despedida endereçada ao povo, termina com a frase: “Saio da Vida para entrar para a História” .

No discurso de posse em 1930 Getulio disse que seu governo seria provisório (em breve seria realizado eleição), mas ao assumir nomeou interventores para governar os estados. Em S. Paulo a elite paulista reagiu contra a nomeação de um interventor o tenente pernambucano João Alberto, em represália foi fundada a Frente Única Paulista (FUP). A FUP exigia uma nova constituição para o Brasil e a nomeação de um paulista civil para o governo de S. Paulo. Pressionado Vargas nomeou como interventor Pedro Manoel de Toledo na época com 72 anos de idade, mas Pedro de Toledo era aliado de Getulio e o povo paulista ficou descontente da mesma forma.

A imprensa estava sob censura, havia jornais pró e contra Vargas. Estudantes da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco frequentada por filhos da elite paulista, saíram em passeata da faculdade, ao chegarem à Rua Barão de Itapetininga próximo da Praça da República havia um jornal que era a favor de Vargas. Dentro do jornal estava um tenente com alguns soldados para proteger o jornal, os militares atiraram contra os estudantes ferindo alguns e matando 4 deles (  Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo) as iniciais de seus nomes MMDC se tornaram símbolo do movimento paulista. Por fim, no dia 9 de julho de 1932 os paulistas liderados pelo general Isidoro Dias Lopes e Pedro de Toledo, pegaram em armas contra o governo federal, no episódio conhecido como Revolução Constitucionalista. S. Paulo lutou praticamente sozinho, as tropas de Vargas tinham mais homens e armas, a luta terminou em outubro durando apenas 3 meses. Vargas para evitar que outros estados se unissem com os paulistas proclamou que S. Paulo estava fazendo uma revolução separatista. Embora derrotados militarmente os paulistas consideram-se moralmente vitoriosos, pois em 16 de julho de 1934 uma Assembleia Constituinte votou e aprovou a terceira constituição do Brasil.

As principais conquistas na Constituição de 1934 foram: 1) Voto secreto,  dificultava a corrupção eleitoral. 2) Justiça eleitoral tinha por objetivo cuidar das eleições. 3)  Ensino primário gratuito e  obrigatório.           4) Nacionalização de minas, jazidas e quedas d’água. 5) Direitos trabalhistas como: jornada de 8 horas, descanso remunerado, indenização por dispensa, férias anuais, estabilidade à gestante, e outras mais.

Vargas assumiu quando o Brasil ainda sentia os efeitos da Grande Depressão (1929 a 1933) o desemprego, inflação alta, miséria do povo, alto índice de analfabetismo elevavam a tensão social. Esse  quadro sombrio facilitou o surgimento e o crescimento de dois agrupamentos políticos rivais, os integralistas formada pela classe média e ricos e os aliancistas formado principalmente pelos mais humildes.

OS INTEGRALISTAS = liderados pelo escritor Plínio Salgado seguiam os princípios do fascista italiano Benito Mussolini. A (AIB) Ação Integralista Brasileira defendia: 1) Um governo autoritário dirigido por um chefe e partido único. 2) O predomínio dos interesses da nação sobre os indivíduos. 3) A censura aos meios de comunicação. Assim como os fascistas, os integralistas faziam uso da violência contra adversários políticos, especialmente aos comunistas, seu adversário mais ferrenho. Apelando para um nacionalismo exagerado adotando o lema : Deus, Pátria e Família. Eles conseguiram o apoio da classe média, alto clero, empresários, forças armadas. A (AIB) chegou a possuir mais de 1000 núcleos, com mais de 100 mil filiados.

A saudação integralista era a palavra indígena Anauê  (você é meu irmão) gritado com o braço direito estendido imitando a saudação nazista. O sigma décima oitava letra do alfabeto grego, era o símbolo usado no braço esquerdo da camisa, que em razão da cor de suas camisas eram chamados de “camisas Verdes”.

 

                                                                                                                                                         Pg. 3/5

Revoada dos Galinhas Verdes, foi um confronto armado ocorrido na Praça da Sé em  outubro de 1934, quando os anarquistas atiraram contra os comunistas, dois morreram. Comunistas e sindicalistas organizados na Frente Única Antifascista, foram contra a marcha dos 5 mil articulada pela  organização que congregava nacionalistas e fascistas. Praticamente se desintegraram em 1937 com a extinção de todos os partidos quando Getulio impôs uma ditadura até 1945, ano em que precisou renunciar pressionado pelo exército.

 

Os Aliancistas = Se opondo aos integralistas fundou-se no Brasil em 1935 a Aliança Nacional Libertadora ANL chefiada pelos comunistas tendo na liderança Luís Carlos Prestes ( O Velho). Principais pontos: 1= Não pagamento da dívida externa brasileira, 2= nacionalização das empresas estrangeiras, 3= reforma agrária, 4= formação de um governo popular.

 

O Levante Comunista = Em 5 de julho de 1935 o líder comunista Luis Carlos Prestes lançou um manifesto que propunha derrubar o governo Vargas e a formação de um governo popular revolucionário. O governo reagiu fechando todas as sedes da ANL. Diante disso sem esperar as ordens de Prestes, um grupo de soldados comunistas de Natal no R. G. do Norte, deu início a Revolta Vermelha ou Intentona Comunista. Seguiram-se levantes no Rio, Recife, com rapidez o governo federal Vargas reagiu e acabou com o movimento, passou a prender e torturar esses presos políticos simpatizantes da ANL comunistas ou não.

 

O Estado Novo = As eleições estavam marcadas para o início de 1938, mas Getúlio não estava disposto a largar o poder. Pelo rádio ele anunciou que havia descoberto o Plano Cohen, segundo o qual os comunistas planejavam promover greves, incendiar igrejas e o assassinato do presidente Vargas. Na realidade o plano era falso, foi apenas um golpe de Vargas, mas serviu de pretexto para que Vargas desse um golpe e em 10 de novembro de 1937 implantasse uma ditadura, O Estado Novo. Fechou o congresso, promulgou uma nova constituição que permitia ao presidente governar por decretos-lei. As eleições foram suspensas, as greves proibidas e os sindicatos passaram a ser controlados pelo governo. O Estado Novo só termina com a renúncia de Vargas em 1945. Violência e Propaganda =  Vargas iniciou seu novo governo decretando a extinção de todos os partidos políticos. Inconformados os camisas verdes atacaram o palácio do governo em maio de 1938, mas foram recebidos a bala onde muitos morreram e foram derrotados. Aproveitando-se do episódio mandou prender todos os seus adversários. Vargas não se manteve no governo apenas com o emprego da violência, utilizou-se também de outros instrumentos de dominação, como a propaganda. Inspirado nas propagandas nazifascistas em 1939 criou o Departamento de Imprensa e Propaganda  DIP além de manter a censura em todos os meios de comunicação, também era encarregado de fazer propaganda do governo.

 

 

Na era Vargas a industrialização assumiu a ponta que antes era da agricultura, isso se deve aos efeitos da Grande Depressão e a Guerra, quando o Brasil foi forçado a produzir o que antes importava. Esse progresso foi alavancado por diversas medidas tomadas pelo governo, tais como: empréstimos à industria, redução dos impostos, fixação do salário mínimo (1940) que amenizou o conflito entre empresários e trabalhadores. Enfatizou esse progresso com o Conselho Nacional do Petróleo (1938), construção da Companhia Siderúrgica Nacional CSN em 1941, Companhia Hidroelétrica do S. Francisco (1945). Getulio também defendeu o interesse dos fazendeiros cafeicultores quando mandou queimar 30 milhões (180 milhões de kgr) de café entre 1931 e 1939 afim de melhorar o preço do produto. Criou impostos para inibir novos plantios. Regulando a oferta e protegendo os preços do café o governo garantiu recursos para a importação de máquinas e equipamentos. Favoreceu a policultura de algodão, açúcar, borracha e cacau e criou o instituto de Açúcar e Álcool e o Instituto do Cacau na Bahia. Obs: Censura é quando o governo controla o que pode ou não ser divulgado na imprensa, escrita ou falada.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h28
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continuação de A era Vargas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Pag. 4/5

O Populismo = Durante seu governo Getulio praticou o Populismo, isto é:. Populismo é uma política onde se estabelece uma relação direta e emocional entre um líder e o povo desorganizado e carente, que vê no líder e no Estado uma maneira de conseguir rápido as suas necessidades. Em 1943 as leis trabalhistas conquistadas pelos operários após décadas de luta, foram reunidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “A CLT foi uma cópia da Carta de Lavoro instituída pelo líder italiano Benito Mussolini”. E apresentadas como uma doação do governo aos trabalhadores exaltando a figura do presidente, o que na realidade foi conquistado através de lutas do operariado. O populismo de Vargas foi construído também através de discursos comoventes feitos através do rádio ou em reuniões especiais como o Dia do Trabalho em estádios de futebol, dessa forma transfigurava o que um dia dedicado aos protestos em festa popular. Seus discursos sempre começava com a frase “trabalhadores do Brasil”.

 

A Companhia Siderúrgica Nacional  (CSN) criada em 1941,  é onde é realizada a fundição do aço e do ferro, a CSN era vista como um símbolo da industria e progresso do Brasil. O capital necessário para sua criação foi de 45 milhões de dólares, 20 milhões foram emprestados pelo EUA e 25 conseguidos no Brasil.

 

O Brasil na Guerra= No começo da guerra o Brasil manteve-se neutro, realizava operações com os alemães e norte americanos. Em setembro Getulio conseguiu que o EUA se comprometesse a financiar parte da construção da CSN na cidade de Volta Redonda no RJ. Em troca o Brasil daria permissão para que o EUA instalasse bases navais e aéreas no nordeste brasileiro. Alguns historiadores defendem a ideia de que Vargas encarou essa concessão como uma imposição. Se o Brasil se recusasse seria encarado como inimigo dos países aliados e seria invadido.

 

Brasil Entra na Guerra= Em janeiro de 42 o Brasil de Vargas declarou-se a favor dos aliados, a Alemanha reagiu torpedeando seis navios mercantes brasileiros causando a morte de centenas de pessoas. Inconformados com a violência nazista, o povo saiu às ruas das principais cidades exigindo que o Brasil entrasse na guerra contra os alemães. As pressões populares e do governo americano fizeram com que o Brasil declarasse em 22 de agosto de 1942 guerra contra o Eixo. Para lutar contra os nazistas os brasileiros treinaram sob comando do exército americano instalado no nordeste. Foram conduzidos para a Itália usando uniformes de verão brasileiro, ao chegarem no norte italiano  foram surpreendidos por um inverno rigoroso, o frio intenso ao que os brasileiros não estavam acostumados, a falta de treinamento adequado com os novos equipamentos e a falta de conhecimento do que é uma guerra, contribuíram para que os soldados da FEB sofressem pesadas baixas ao enfrentar soldos alemães veteranos e experientes. A FEB  composta por 25 mil brasileiros era comandada pelo general Mascarenhas de Moraes que conquistaram importantes vitórias como a de Monte Castelo, Castelnuovo, Montese. O lema da FEB era “A Cobra vai Fumar”. Nessas missões 3000 mil soldados saíram feridos e 450 morreram. Posteriormente os soldados que retornaram da guerra em 1945 trouxeram em sua mochila o desejo de redemocratizar o Brasil.

 

 

Fim do Estado Novo e o queremismo = Muitos brasileiros aproveitaram a luta contra os ditadores no exterior para combater a ditadura interna promovida por Vargas, em 1943 os políticos de Minas lançaram o Manifesto dos Mineiros exigindo a democratização do país, em dezembro a União Nacional dos Estudantes UNE saíam em passeata contra o governo. Percebendo que as forças de oposição ganhavam força ele próprio iniciou a democratização. No início de 45 anistiou os presos políticos, liberou a pluralidade partidária e marcou eleições para dezembro. Como hábil político ele fazia jogo duplo: ao mesmo tempo em que apoiava a candidatura do General Eurico Gaspar Dutra, incentivava o “Queremismo” movimento liderados pela população que aos gritos de “queremos Getulio” pedia que ele continuasse no poder. Assustados  com a enorme popularidade do ditador as oposições militares e civis se uniram para derruba-lo em 29 de outubro de 45 tropas lideradas pelo general Góis Monteiro puseram fim ao Estado Novo.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h28
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continuação de A Era Vargas

            Pag. 5/5

Eurico Gaspar Dutra era o ministro da guerra no governo de Getulio, ele vence as eleições, governa de 1945 a 1950. Dutra faz um governo exatamente o oposto de Getulio, quando pratica uma política de entreguismo, abre as portas do Brasil ao capital estrangeiro, provocando o endividamento do país e tornando o Brasil dependente das nações ricas.

 

Retorno de Getulio Vargas = Desgostosos com o governo Dutra, Vargas é eleito pelo voto secreto e popular, retoma o governo com a frase “Retorno pelos Braços do Povo”. Tentou fazer um governo de coalizão, isto é, agradar o operariado e a elite. O Brasil estava endividado, com poucos recursos, o progresso nacionalista não sorria mais para a nação, inflação alta e desemprego, houve o descontentamento da classe trabalhadora por não ter suas reivindicações contempladas, gerando incontáveis greves e manifestações por parte dos trabalhadores incitados pelos sindicatos, a classe dominante e uma ala do exército insatisfeitos somaram-se para pressionar Vargas, apoiados pela força militar americana devido ao EUA ver seus interesses ameaçados, o gaucho Getúlio Dorneles Vargas aos 71 anos, comete suicídio com um tiro no peito. Em sua carta endereçada à nação termina com a frase: “Saio da Vida para Entrar para a História”.

 

O golpe militar de 64= Os acontecimentos estavam propícios para um golpe militar, apoiado inclusive pelo EUA, mas a morte de Getúlio provocou uma comoção nacional, o povo abalado com a morte de seu líder não aceitaria a imposição de um golpe militar. Diante desse quadro foi adiado para dez anos depois, quando o empresariado e a ala descontente do exército apoiados por um porta aviões americano navegando em águas territoriais brasileiras, através de um golpe militar depuseram o presidente João Goulart em 1964.

 

A luta dos negros nos anos 20 e 30 = Nessa época o racismo contra os negros se manifestava de todas as formas, velados ou declarados. Os negros tinham dificuldade de conseguir um bom emprego, as empresas faziam questão de funcionários para trabalhar no escritório de cor branca, a Guarda Civil de S. Paulo só aceitava brancos, em concursos para eleger bebes perfeitos, só brancos podiam se inscrever, com essa prática afirmavam que estavam “branqueando o país”. Os negros reagiram fazendo vários protestos e em 1928 o Governador paulista Julio Prestes foi obrigado a retroceder. Em 1931 foi fundado no bairro da Liberdade uma sede da Frente Negra Brasileira, a qual procurava defender o interesse de sua gente, além de promoverem recreação, lazer, educação e obras sociais para seus membros.

 

Zé Carioca Vai a Guerra = Com o objetivo de enganar e conquistar a simpatia dos brasileiros, tendo como finalidade que o povo aceitasse que o Brasil entrasse na guerra com o envio de soldados, o estúdio de cinema da Walt Disney veio ao Brasil para criar um personagem. Na época era comum as famílias terem um papagaio em casa, pronto o bicho já estava escolhido, agora só faltava personificar a ave, o eleito  foi o típico malandro carioca que usando a tradicional camisa listrada da época encaixou-se perfeitamente aos objetivos americanos. Contracenando com o Pato Donald em revistinhas e cinema, convenceu que toda criança americana era “Amiguinha” da criança brasileira. Para convencer os adultos a cantora Carmem Miranda que na época fazia muito sucesso, foi contratada juntamente com a banda “Bando da Lua” a fazer um filme em Hollywood. As fábricas de doces passaram a fabricar chocolates de baixa qualidade, mas barato em forma de cigarro. Era comum na época ver o pai fumando um cigarro e o filho de 8 anos imitando o pai com um cigarrinho de chocolate. Conclusão dentro de no máximo dez anos o garoto tornava-se um fumante, foi quando as empresas de cigarros americanos se instalaram no Brasil e ganharam muito dinheiro.

O descrito acima é pura e simplesmente a maneira mais eficaz de explicar o que é uma Ideologia Imperialista.

 

 

Prof. Luiz Bortolo = História = 01 de  agosto de 2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h27
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SUÁSTICA

http://assets.macmagazine.com.br/wp-content/uploads/2007/09/27-suastica03.jpg

A suástica, símbolo milenar onde os registros mais antigos datam de cerca de 5,000 A.c alastrou-se pelo mundo com o significado de "Boa sorte", "bom agouro", "força vital" entre outras positividades.
A Suástica Nazista, no entanto era no sentido horário enquanto a maioria das "originais" eram no sentido anti-horário, com exceção de algumas culturas como por exemplo no budismo que se tem a no sentido horário e anti-horário representando positivo e negativo

A suástica ou cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas em tempos diferentes, dos índios Hopi aos Astecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial por ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica possuem detalhes gráficos bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. A nazista tem os braços, apontando para o sentido horário, ou seja, indo para a direita e roda a figura de modo a um dos braços estar no topo. Outras chamadas suásticas não têm braços e consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos Islâmicos e Malteses parecem mais hélices do que propriamente suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma. As suásticas Budistas e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo Nazista. Na China há um símbolo de orientação quádrupla, que segue os pontos cardeais; desde o ano 700 ela assume ali o significado de número dez mil. No Japão, a suástica ( manji) é usada para representar templos e santuários em mapas, bem como em outros países do extremo oriente.

A suástica ou cruz gamada como também é conhecida é um dos símbolos místicos mais difundidos e antigos do mundo. É encontrado do extremo Oriente à América Central, passando pela Mongólia, pela Índia e pelo norte da Europa. Foi conhecido dos celtas, dos etruscos, da Grécia antiga. Alguns quiserem remontá-lo aos atlantes, o que é uma maneira de indicar sua remota antiguidade. Qualquer que seja sua complexidade simbólica, a suástica, por seu próprio grafismo, indica manifestamente um movimento de rotação em torno do centro, imóvel, que pode ser o ego ou o polo. É, portanto, símbolo de ação, de manifestação, de ciclo e de perpétua regeneração.

Em resumo, o partido nazista comandado por Adolf Hitler, apenas se utilizou de um símbolo místico conhecido a milênios, em que foi dado um giro de 90º no desenho para causar maior impacto, portanto não havendo nada de novo. Outra mentira apregoada pelo partido é que os autênticos alemães era descendentes do povo ariano ( hoje Irã, antigamente povo Persa da mesopotâmia).

Prof. Luiz

 

História   = 21/07/2014



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h10
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1ª parte de III Reich

III REICH (IMPÉRIO ALEMÃO)

Depois do Primeiro Reich (ou Sacro Império Romano-Germânico), de 962 a 1806, e do Segundo, de 1871a 1918, e principalmente devido à humilhação que se traduziu com a queda do imperador Guilherme II no,fim da Primeira Guerra Mundial e todas as imposições que a nação alemã teve que aceitarincondicionalmente, Adolf Hitler alimentou o sonho de um Terceiro Reich, que acaba por impor em 1933,depois da subida ao poder do seu Partido NacionalSocialista, que ganhara supremacia eleitoral durante aconfusão política que se seguiu à crise económica de 19291930, criadora de instabilidade e favorável ao,,aparecimento de extremismos.

 

Fundado em 1919, na ressaca do humilhante Tratado de Versalhes desse ano  pelo qual a Alemanha é,,obrigada a pagar indemnizações de guerra aos Aliados, a reduzir os seus efetivos militares e a abandonaras colónias o partido nazi de Hitler, depois da revolta falhada de 1923, decide atingir o poder por viaslegais. Porém, a relativa prosperidade e estabilidade que a Alemanha conhece entre 1924 e 1929proporciona fracos resultados eleitorais para os nazis. Serão as promessas hitlerianas de superação dagrave crise económica da Grande Depressão, o repúdio ao Tratado de Versalhes ("uma facada nas costasda Alemanha", diziam) e a defesa do rearmamento alemão que cativarão gradualmente o eleitorado. Em1932, são já a mais representativa formação partidária com assento no Reichstag (parlamento),ganhando expressão política com a nomeação, no ano seguinte, de Hitler como chanceler, pelo marechalHindenburg.
Imediatamente, Hitler prepara a imposição da ditadura, abolindo a constituição da República de Weimar(1919,,33) e todos os partidos políticos com exceção do seu, passando igualmente a controlar ostribunais, os jornais, a polícia e a escola. Abandona também a Sociedade das Nações e as conferênciasde desarmamento, reativando o serviço militar obrigatório. Na Alemanha, assassinam-se os opositores,declarados ou suspeitos; "purga-se" mesmo o partido nazi, aprisionando-se em campos de concentraçãoos que não eram liquidados; assiste-se à fuga de muitos alemães. Os corpos militares do partido (SA,Sturmabteilung, e SS, Schutzstaffel) e a sua polícia (Gestapo) impunham torturas e um clima de terror.Com a morte de Hindenburg em 1934, Hitler autodeclara,,se der Führer (o líder), unindo a presidência e achancelaria na sua pessoa. A resistência política desaparece; muitos seguem,,no, animados pelo seuprograma de reconstrução económica do país (estradas, indústria de guerra e afins, autossuficiência...).
Os objetivos de Hitler prendiam,,se com a imposição da superioridade alemã afirmada no princípio de queos outros povos eram inferiores, principalmente os Judeus (na realidade, detinham a estrutura económicaalemã, cobiçada pelos nazis para garantirem a reconstrução económica), os Eslavos, os ciganos e outros,,povos não,,germânicos. Neste quadro de atuação, defendia a criação de um "espaço vital" (Lebensraum)para o povo alemão, fórmula achada para legitimar o expansionismo do Reich, nomeadamente a Leste. Oantissemitismo era outra faceta desta política, pela qual a Alemanha pretendia "limpar" o país: assim,Hitler, em 1933, ordena o afastamento dos Judeus dos cargos governamentais. A perseguição que lhesmove atinge contornos irreais a partir de 1935, com a abolição dos direitos de cidadania e a fuga deperto de 500 000 judeus do país (onde circulavam devidamente identificados por uma estrela de Davidamarela). Em 9 de novembro de 1938, grupos incendiarão as sinagogas e destruirão os negócios dosJudeus, numa noite que terá ficado conhecida como a Noite de Cristal (Kristallnacht), ou dos vidrospartidos.
Ao mesmo tempo, Hitler e a Alemanha nazi preparamse para a guerra. Violando claramente o Tratado deVersalhes de 1919, ocupam a Renânia em 1936, ano em que assinam um pacto com a Itália facista deMussolini e um acordo anti,,comunista com os japoneses, formando, estas três nações, o Eixo Roma-Berlim-Tóquio.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h05
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2ª parte de III Reich

 Em março de 1938, os alemães ocupam a Áustria, anexando-a ao Reich (Anschluss).Neste mesmo ano, conseguem ocupar a região checa, de maioria alemã, dos Sudetas, com a anuência deInglaterra e França (Acordos de Munique).

 O que restava da Checoslováquia fica desmembrado no anoseguinte, com o protetorado alemão imposto na Boémia,,Morávia. Em agosto de 1939, o Reich conseguemais um dos seus embustes diplomáticos, ao acordar com a URSS a sua neutralidade caso um dos paísesse envolvesse numa guerra, concordando também, mas secretamente, com a divisão da Polónia e boaparte da Europa de Leste entre ambos. No mês seguinte, todavia, os alemães forçam a fronteira polaca emarcham sobre Dantzig, cujo "corredor" pretendiam conquistar para se unirem à Prússia Oriental, o quedesencadeia a Segunda Guerra Mundial (cuja história é inseparável da do regime hitleriano).O TerceiroReich sai derrotado e completamente destruído do conflito, apesar de ter dominado fulminantemente até1941 (Blitzkrieg). Declarando guerra às várias potências europeias, sucessivamente, e depois aos EUA,sofre desaires tremendos na frente russa: a Alemanha nazi vai perdendo força militar (nomeadamentecom os bombardeamentos aliados do país a partir de 1943), sendo acossada para as suas fronteiras eacabando por se render incondicionalmente em 1945, vindo depois a perder antigos territórios e aredefinir as suas fronteiras (acordos de Yalta e Potsdam). Nesse período de 1939,,1945, o antissemitismoé elevado para além do imaginável, perpetrando,,se atos de perfeita insanidade contra cerca de seismilhões de judeus, vítimas dos campos de concentração nazis (Holocausto), a par de mais de cincomilhões de alemães mortos, não contando feridos, desaparecidos e toda a destruição brutal do país e degrande parte da Europa e do mundo.

 

República de Weimar é o nome por que é conhecida a República estabelecida na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, e que durou até ao início do regime nazi, em 1933, tendo como sistema de governo uma democracia representativa semi-presidencial. O Presidente da República nomeava um chanceler que era responsável pelo poder executivo. Quanto ao poder legislativo, era constituído por um parlamento federal (Reichstag) e por parlamentos estaduais (Landtag). O nome oficial da Alemanha continuou, sob a República, a ser Deutsches Reich (literalmente, Império Alemão). Este período tem o nome de Weimar pois foi nesta cidade Alemanha central (Turíngia) que reuniu desde 6 de Fevereiro até 11 de Agosto de 1919, data da aprovação da nova constituição, a assembleia nacional constituinte da República.

 

Prof. Luiz = História

 

21/07/2014



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h04
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1ª parte de breve século XX

ERA DOS EXTREMOS = ERIC HOBSBAWM=     O BREVE SÉCULO XX – 1914 - 1991

O autor questiona no final do sec. XX a inexistência de um nação ou organismo que possa servir de mediador entre dois países em caso de conflito, armado ou não. Segundo o autor as grandes potências ou órgãos integrados por elas que existiam no século XIX, agora são forças inexpressivas, sua influência não tem mais o poder de antes, quando o mundo era bi polarizado, agora por ser pluripolarizado não há nada nem ninguém no comando. O poder não reside ou se manifesta na força militar, mas sim no poderio econômico. O único país que ainda exerce seu poder de dominação é o EUA, mas após 1989 com a queda do muro de Berlim e o esfacelamento da URSS, as forças foram pulverizadas entre várias nações. Esse status quo indica que dificilmente há campo para uma terceira guerra mundial devido a distribuição de forças.

É evidente que o mundo não vive em plena paz, sempre há uma guerra na Europa Ásia ou África, mas nenhuma em grandes proporções iguais a I ou II grande guerra. Os problemas internos vividos por cada nação as fragilizaram a ponto de não desejar se envolver com questões externas, como também o poder ao se pulverizar deixou esses países em posição equivalente em matéria de forças, onde  um ataque seria respondido na mesma proporção. Ataques de pequenos grupos terroristas não são tão mal vistos como bombardeios oficiais, no qual o numero de mortos e feridos é muito elevado. Outro fator é que os custos de qualquer operação militar se tornaram muito caro devido a sofisticação das armas, inclusive nuclear.

A ascensão do Islamismo não foi apenas uma reação contra as ideologias e modernidades da ocidentalização, mas também contra o próprio ocidente. Outro fator que se alterou, a xenofobia dentro dos países ricos não é mais racial, ma sim contra as pessoas oriundas dos países de terceiro mundo em busca de emprego, que outrora eram bem vindos para executar os chamados “trabalhos sujos” e baratear seus produtos consumidos internamente. Os países tidos como primeiro mundo são sem duvida alguma muito mais poderosos que os de terceiro, embora esses sejam fracos para representar algum risco iminente, mas podem lançar mão de um ataque nuclear mesmo em pequenas proporções por seu poderio nuclear ser limitado.

 Outro fator é que os povos vencidos pelo país imperialista, não mais se deixaria dominar por um pequeno aparo militar, para isso será necessário mobilizar soldados tanto quanto para uma guerra por tempo indeterminado. Portanto excessivamente muito oneroso, é por isso que não compensa mais desejar dominar um país pela força militar, exceto em alguns casos como o do Iraque, pela grande quantidade de petróleo  contido. Invadir outro país traz outra conjuntura, para que lutar se não sabemos como resolver o problema.

             Motivos religiosos promoveram várias guerras, no curto século XX,   atualmente esse “poderio” religioso também estão pulverizados em várias seitas que se digladiam entre si na disputa por fiéis, não havendo, portanto uma religião ou líder capaz de promover uma coesão popular.

O colapso da URSS teve como uma de suas causas a ausência de competição que ocorre entre as empresas privadas, por ser de competência do Estado todo modo de produção e distribuição dos recursos. Não havendo competição não houve evolução industrial civil, tendo como agravante que mesmo se houvesse evolução, o povo não iria dispor de recursos para sustentar o consumismo, responsável pelo comércio e pelo desenvolvimento industrial. As teorias marxistas podiam ter seus efeitos na situação em que se encontrava a economia mundial no início do século, mas não teria condições de sobreviver no estado atual, ao menos não em sua formula original.

Em contrapartida onde prevalecia a livre concorrência privada o mercado apostava em um consumo sinônimo de felicidade, em uma competição ilimitada tanto em produzir como em consumir. Esse processo provocou uma saturação do mercado, onde o capitalismo alimentado pela febre do consumismo acabou por se alto asfixiar. Um dos pilares do capitalismo é o lucro obtido através da mais valia, no entanto a   supertecnologia provocou a dispensa da maior parte da mão de obra, resultando no funcionário multifuncional que muito produz com pouca mão de obra, esse processo baixou o  lucro obtido com a mais valia. Em contexto geral se o socialismo não deu certo pelos motivos que carregava em seu bojo, o capitalismo também mostrou sua fragilidade. Segundo Winston Churchill “O capitalismo não é o melhor sistema, mas é o melhor que temos por enquanto”. Eu acrescento, desde que seja mantido em sua jaula, para não devorar os próprios filhotes.

A religião, comercio, política, indústria, escola e cultura em sua maioria sempre estiveram atrelados na maioria dos casos. Por esse viés temos de ponderar o declínio de todas as religiões no lado ocidental, notoriamente nos países de primeiro mundo, igrejas construídas no início do século, estavam vazias no final dele. Da década de 60 em diante precipitou-se o declínio do catolicismo romano, o lugar ocupado pela ascensão das igrejas evangélicas não cobrem nem de longe a lacuna deixada pelo abandono e freqüência das igrejas, em tempos atuais a igreja eletrônica tem mostrado seu avanço em detrimento das igrejas militantes.

Nos países periféricos a freqüência aos ritos religiosos são mais constantes, uma vez que a Fé atua como balsamo e esperança aos que se sentem explorados pela elite dominante, neste caso há de se evidenciar um fato marcante, não significa que os mais afortunados se deixam levar pelos prazeres mundanos e se afastam da igreja, mas que quanto mais carente for uma população, maior será sua necessidade de procurar um conforto espiritual, por esse motivo é que as igrejas proliferam mais em regiões carentes

No lado oriental as religiões ainda retém uma boa parcela da população por representar estar contraria as práticas ocidentais, de onde se originam todos os males do mundo, em que um ocidente rico sobrevive da exploração dos povos pobres, o fato de os ricos locais ocidentalizados ostentando luxo e suas mulheres emancipadas, deram aos movimentos contrários a aparência de lutas de classes,  motivo pelo qual o Islã é a religião que mais cresce no mundo.

As igrejas atuais são diferentes das do passado, as crenças atuais não oferecem uma solução para os problemas atuais, motivando seu abando,  sendo que a busca pela religião é a procura de um balsamo para suas dificuldades. È justamente nesse terreno que as igrejas eletrônicas ganham adeptos por falar a língua dos seus seguidores.

 A dissociação do Estado com a igreja mostrava-se necessário, ao menos na maior parte do mundo, portanto um Estado laico não pode contar  com a força da igreja para se sustentar, mesmo porque o povo já havia demonstrado que não mais aceitaria a submissão imposta pelo Estado vinculado com a igreja, essa perda de força no controle outrora auxiliado pela fé deixou os dirigentes perdidos, sem saber o que na realidade devia ser feito, uma vez que ficou demonstrado que nem sempre a teoria de uma administração condiz com a prática.

Os resultados catastróficos do breve século XX deixarão sua marca indelével no seio da humanidade. Se por um lado as ciências e tecnologia se desenvolveram mais nesse século que nos últimos 5 mil anos, com a poluição do planeta ocorreu o mesmo, isto é,  no século XX poluímos muito mais que nos últimos 5 mil anos. Efeito estufa com derretimento da camada polar, o efeito pode não ser tão catastrófico quanto apregoam os céticos, mas deve ser encaro com seriedade, para haver uma reversão da situação será muito mais penoso, uma vez que o problema não será local, mas sim global.

Alguns apregoam que os dados atuais que demonstram  estarmos rumo ao apocalipse, nada mais é que uma tentativa norte americana de frear o desenvolvimento dos outros países. Para tanto tomaremos como exemplo o gás “Freon” utilizado nos equipamentos de refrigeração. Esse gás era fabricado pela 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h57
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2ª parte breve século xx

empresa America DU PONT, que após 10 anos foi “quebrada a patente”, isto é permissão para que todos que desejarem fabricar o referido gás. Os empresários americanos apresentaram dados duvidosos por sinal que esse gás era responsável pelo buraco na camada de ozônio.      O gás  Freon CFC foi proibido e, todos são obrigados a adquirir  outro gás similar com patente norte America, a qual lhes rende muitas divisas até a patente ser quebrada.

No campo da poluição há controvérsias. Fontes alternativas de energia são pesquisadas e usadas, essa iniciativa parte mais dos países ricos que pobres, mas se para a economia de energética for necessário a estagnação, o pobre na Suíça viverá melhor que o pobre indiano.

A economia apresenta fatores interligados, se a mão de obra for transferida para os países periféricos em nome da concorrência, a população dos países ricos não terão renda suficiente para consumir esses produtos, portanto deve haver um equilíbrio, para que o processo não se alto destrua, a corrente produção consumo não pode ser quebrada.

Quanto a distribuição da população mundial podemos notar que a partir da década de 90 nos países ricos a taxa de natalidade tem apresentado um declínio significativo, ao passo que nos países pobres, embora tenha também diminuído, seria o fornecedor de mão de obra para os países ricos, abarrotados de velhos precisando desses serviços. Mas incorreria em problemas sociais, ao menos que esses imigrantes aceitassem estar em solo estrangeiro sem desejar os mesmos privilégios que os nativos, apenas permanecerem por pouco tempo como no caso dos (seikasan) brasileiros que foram trabalhar no Japão. Em suma pelo visto a história está se repetindo, quando os hebreus ao enfrentarem dificuldades por uma seca prolongada se dirigiram ao Egito em busca de melhor condição de vida, e lá serviram como escravos por 700 anos até que Moisés os libertasse.

Segundo o autor Eric Hobsbawn o que está escrito pode não trazer as soluções para os problemas, mas pode auxiliar na identificação dos mesmos, homens e mulheres que estiveram a frente das decisões, podem rever suas atuações frente ao problema identificado, o qual é o primeiro passo, pode surgir uma ação mais adequada para suas soluções, uma vez que os problemas foram criados pelo próprio homem que agora se julga incapaz de controlar a fera que criou.

Fazendo referência aos anos 80 e 90 vamos conferir para ver o que de  ocorreu. Na década de 80 foi marcada pela interrupção de fluxo de capital para o Brasil, conseqüentemente pela crise do Estado desenvolvimentista. O fluxo de caixa foi negativo marcado pela saída de capital maior que a de entrada. O país foi induzido a gerar saldo comercial para pagar os juros e parte do capital. Quem não conseguisse gerar tal recurso tinha de pedir moratória para não perder as poucas reservas que tinha. O lucro na balança comercial era conseguido em detrimento dos baixos salários. (como a china esta fazendo atualmente). Essa moratória ocorreu em 82,87,88.

O dinheiro dos bancos dos países de centro deixou de ser destinados aos países periféricos como ocorreu nos anos 60 e 70. A partir dos anos 80 os bancos perderam a preleção para os fundos de pensão e fundos mutuo de investimentos, os quais destinavam esse dinheiro para o governo ou empresas de países do centro. Esse quadro só mudou a partir dos anos 90, quando voltaram a emprestar para os países da periferia. Nos anos 80 os investimentos cresceram mais nos países do centro e nos anos 90 foram mais dirigidas aos países da periferia com ênfase para os mais promissores.

Prof. Luiz = História

 

20/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h57
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O MEDO PROVOCA A GUERRA

AUTORITÁRIO OU FASCISTA?  A QUEDA DO LIBERALISMO

 

Alguns estudiosos afirmam que a crise econômica foi a grande responsável pela ascensão destes regimes totalitários. Argumenta-se que nos momentos de crise econômica, o surgimento de idéias autoritárias ganham força, ainda mais num colapso das proporções da ocorrida em 1929. No entanto, como bem mostra o historiador Eric Hobsbawn, a origem da ideologia fascista remonta a outro quadro. Seguindo a linha de raciocínio estabelecida por esse pesquisador, a ascensão do fascismo após a Primeira Guerra Mundial foi uma resposta ao perigo real da eclosão das massas trabalhadoras, e à Revolução Russa (a de Outubro de 1917, onde se levantou uma opção ao sistema liberal capitalista vigente). Por fim, existe uma outra vertente para o surgimento dos regimes fascistas. Este seria um modelo político erguido num momento específico de "vazio hegemônico". Ou seja, na década de 1920 e 1930, não havia um segmento da sociedade com condições de estabelecer a hegemonia de seu projeto político. Neste momento, então, surge à figura de um líder que "toma para si" a responsabilidade política de desenvolver a nação.

Portanto, toda mudança política ocorre e tem maior poder de penetração quando a população está descontente com o modelo vigente, a proporção de aceitação estará ligada diretamente à parcela da população que anseia por mudanças. Na ideologia de um povo toda mudança trás a idéia de melhoria, se o líder proponente usando a dialética convencer que o proposto será melhor, a idéia será aceita e defendida com maior facilidade, sendo mentira ou verdade, o papel do líder será apenas em convencer através da retórica os adeptos, de que serão possíveis atingir as metas.

Como por exemplo: Adolf Hitler convenceu o povo alemão, a apoiar o nazismo, prometendo para os pobres que não tinham se quer o que comer que cada trabalhador teria um Volkswagen  (carro do povo).

APOIO DAS MASSAS = As camadas da classe média e média baixa foram o alicerce de partidos de extrema direita conservadora, por toda a era de ascensão do nazi- fascismo, (feixe).

Na Áustria do entre guerras dos nacional-socialistas eleitos como conselheiros distritais em Viena em 1932, 18% eram autônomos, 56% de trabalhadores em escritório e funcionário público e apenas 14% de operários. Dos nazistas eleitos no mesmo ano 16% eram autônomos e fazendeiros, 51% de trabalhadores em escritórios e apenas 10% de operários. Isso não implica que o fascismo não conseguisse apoio da massa entre os trabalhadores pobres. Alem disso assim que o governo se estabeleceu, muitos ex socialistas e comunistas aderiram ao governo, tendo certa restrição pelos elementos tradicionais da sociedade rural. O nazi fascismo encontrou apoio entre 10% e 13% dos estudantes com ideologias radicais em 1930. Dos oficiais de classe média uma considerável parcela tinha dificuldade de se adaptar a vida civil, viam na guerra uma oportunidade de se alto valorizar. A crise econômica na Alemanha radicalizou até mesmo camadas da classe média como funcionários públicos médios e altos, cuja posição parecia segura, e que em circunstâncias menos traumáticas pareciam satisfeitos em continuar como patriotas do velho estilo nostálgico do Kaiser Guilherme.

 

HOMEM FASCISTA ;   1ª GUERRA E CRISE;   NAZISMO E ELITE

 

A direita radical surgiu no intuito de se precaver quanto a revolução social e conquistas da classe operária. O sucesso da revolução russa em outubro de 1917 e o apoio as ideologias leninistas e  sindicatos organizados puseram a elite européia em estado de terror. Como toda ação reflete numa reação, a classe conservadora européia em sua maioria, se uniram em torno de uma direita radical. No entanto não se pode afirmar que foi apenas um enfrentamento à esquerda revolucionária.

A 1ª Guerra mundial foi muito violenta para com os soldados, foi a denominada guerra de trincheiras, onde os soldados padeciam com vários tipos de sofrimento, frio, fome, mau cheiro, insetos, doenças. Foi denominada de guerra de extrema violência, os soldados nas guerras atuais matam sem ver o inimigo, ao contrário da 1ª guerra onde o combate corpo a corpo era freqüente, o soldado quando matava olhava nos olhos de sua vítima. Outro fator de disparidade é que nas guerras modernas o alvo a ser destruído é o equipamento, como navios, aviões e blindados, na 1ª guerra embora se procurasse destruir o equipamento inimigo, o soldado não era poupado. Eram batalhas de muitos mortos e feridos e poucos prisioneiros. Diante de tanto sofrimento brutalizou o soldado, que ao retornar da guerra se tornou uma presa fácil de ser arregimentada.

Embora com todo esse sofrimento os soldados especialmente os de classe média e baixa estavam envolvidos por um elevado espírito de nacionalismo, alavancados por uma brutalidade latente adquirida durante a guerra. O fascismo em seu início era composto em sua maioria por ex combatente.

A primeira guerra foi tão violenta que fizeram muitos acreditar que seria a última, por ela ter vindo para acabar com todas as guerras. Por essa ótica  não se aperceberam de uma minoria, porém numerosa que mantinham como essência de vida o uniforme, disciplina, sangue, sofrimento e armas. As armas haviam silenciado, mas os canhões continuavam a rugir dentro dessas pessoas. Esses sentimentos de patriotismo honra, lealdade, dignidade e heroísmo tornaram essas pessoas presas fácil para uma direita radical.

Por sua vez a ascensão da classe trabalhadora vista como bolchevique causava grande apreensão nos conservadores, especialmente em uma época de revolta social. A direita tradicional via nos comunistas como sendo responsáveis por tudo de mal no mundo. Uma visão centralizada sobre Lênin e Stalin serviu de pretexto para o instauração do fascismo.

O fascismo estava lastreado como um partido de massa, composto em sua maioria por trabalhadores e uma parcela da classe média. Os sentimentos fascistas estiveram presentes antes da grande guerra, porém nunca haviam conquistado nada de concreto, mas um dos principais fatores para sua concretização foi a ausência de uma hegemonia forte, a falência das velhas classes dominantes e, a crise de 1929.

Onde a classe dominante permaneceu atuante como na Inglaterra e na França o fascismo não conseguiu se impor. Mesmo nos países de governo militarista e autoritário como na Polônia, Tchecoslováquia, nem na Espanha de Franco embora direitista ele não era fascista. O fascismo também não encontrou guarida em países recém independentes, onde uma nova classe nacionalista  assumiu o poder mesmo sendo reacionários e autoritários. Mas só a retórica identificava cada virada antidemocrática para a direita na Europa entre as guerras com o fascismo. Alguns países até simpatizavam com o fascismo esperando apoio financeiro e político da Itália de Mussolini.

Outro fator que empurrou o povo a abraçar o fascismo foi uma população desorientada, sem rumo, não tendo um líder forte a seguir, uma população desacreditada em um mecanismo falido e deficiente, sendo o fascismo a ultima esperança de um povo alucinado com idéias de extrema direita e conservadores, não mais sabendo a quem ser leais. Esses sentimentos foram responsáveis por favorecer tanto o fascismo como o nazismo. Ambos tiveram êxito pela conivência do velho regime. Nos dois casos o poder foi se configurando aos poucos, mas uma vez consolidado não havia mais como ser refreado, o aparelhamento foi total e, tanto na Itália quanto na Alemanha, os que discordavam eram punidos de forma exemplar. No Nazismo e Fascismo > antiliberal, anticomunista, nacionalista, militarista, racismo e usava símbolos. Os fascistas e nazistas usavam muito a propaganda, Mussolini e Hitler tinham aulas de teatro , oratória e dialética. Para impressionar o povo usavam uniformes, simbolos, marchar, musicas, sempre dando a idéia de unidade. Tudo era válido para arregimentar a população. Fascistas e nazistas viam a guerra como benéfico, como um mal necessário e, para tanto estavam empenhados no caminho da  modernização e avanço tecnológico.

O velho exército prussiano aristocrático foi o único que se posicionou contra Hitler (Operação Valquiria) e logicamente foi esmagado em julho de 1944. O que o nacional socialismo sem duvida realizou, foi um expurgo radical das velhas elites e e estruturas institucionais imperiais. O nazismo em contraparida ao apoio recebido realizou algumas reformas sociais em benefício da massa trabalhadora, tais como férias, esportes, o planejado “carro do povo fusca”,  mas a principal e mais importante foi a de acabar com a grande depressão, melhor que qualquer outro governo, eles eram antiliberais e decidiram não se comprometer a priori com o livre mercado.

 O Japão por sua vez militarista e imperial era  uma economia capitalista não liberal que conseguiu uma impressionante dinamização industrial, muito acima que a Italia fascista. O fascismo  resumia mais em retórica que em ação.  Sem pretenções anti-semita até se alinhar com Hitler em 38, o fascismo foi um regime calcado nos interesses das classes dominantes, para fazer enfrentamento a ascensão da classe operária, que de concreto realizou a unificação da Itália iniciada no fim do século anterior, ao passo que na Alemanha foi uma reação contra a Grande Depressão. O  fascismo colaborou com o grande capital quando eliminou a revolução esquerdista, ao passo que o nazismo se beneficiou ao expropriar os judeus.

Prof. Luiz = História

 

25/05/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h54
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primeira parte de 2ª guerra mundial

RESUMO DA 2ª GUERRA MUNDIAL

Hitler sonhava em criar um vasto império alemão, para isso era necessário dominar a Rússia através da guerra, porém antes era preciso dominar a Europa. Após conseguir poder e dominar a opinião do povo alemão, Hitler iniciou sua ofensiva contra os países vizinhos para a dominação e exploração das raças inferiores.

A máquina de propaganda nazista que conquistou a Alemanha também foi eficiente em conquistar outros estados. Com propagandas anti-semitas e convencendo que o nazismo seria a melhor defesa contra a expansão do comunismo russo.

França e Inglaterra cederam aos avanços de Hitler com  pretensões de evitar uma guerra, por trazerem trágicas recordações da 1ª guerra.

Entre 33/38 os ingleses e franceses fizeram concessões a Hitler acreditando que a Alemanha estivesse despreparada para a guerra.

A França tinha um bom exército mas com força estática, preparado apenas para defender suas fronteiras foi construída a linha Marginot, mas não tinha um exército com mobilidade para a ofensiva.

O EUA preocupado com a depressão não voltou seus olhos para a Europa, todos temiam mais a União Soviética e não a Alemanha. Desejando apaziguar Hitler com concessões França e Inglaterra foram cedendo ao tratado de Versalhes. Por outro lado Hitler convencia a Europa que ele era o maior e melhor defesa contra a Rússia. Mas essa estratégia falhou.

Em março de 35 a Alemanha declarou não ser mais obrigada a cumprir o tratado de Versalhes, o qual proibia a Alemanha de se armar, mas secretamente ela já estava muito bem armada.

Em 31 o Japão invadiu a Manchúria, rica em minerais para suas industrias, em 35 a Itália invadiu a Etiópia, mas para evitar uma guerra os países europeus não interferiram, mesmo quando Hitler enviou tropas para a Renânia.

Itália e Alemanha ajudaram Franco na revolução espanhola, 36/39, foi uma forma de Hitler testar seu poderio e constatar o encolhimento da Inglaterra.

Em 39 Hitler anexa a Áustria com a anuência do povo austríaco. Com a Tchecoslováquia ocorreu processo semelhante, Boa parcela da população era de origem alemã e, se diziam perseguidos pelo governo local. Em março de 39 os alemães entram em Praga. Logo em seguida em abril a Itália invade a Albânia.

Em 23 de agosto de 39 Alemanha e Rússia firmam acordo de não agressão, prometendo a metade do território polonês Stalin se deixou enganar por Hitler. Foi um excelente golpe diplomático, dessa forma impedia a Rússia de se aliar a França e Inglaterra como na 1ª guerra.

A Rússia desejando proteger a Polônia e a fronteira russa, tentou instalar bases na Polônia, temendo uma reação violenta por parte da Alemanha, Polônia, França, Inglaterra recusaram o pedido russo, posto que os poloneses temessem por soldados russos em seu território. Recusaram o pedido russo. Essa episódio gerou mais tarde o massacre de Katin.

Esses fatores foram decisivos para que a Alemanha invadisse a Polônia do dia 1 de setembro. Mediante tal ato França e Inglaterra declaram guerra contra a Alemanha, mas agora já era tarde, os alemães estavam muito bem armados. A luftwaffe  e as divisões panzer em uma semana derrotaram a polônia devido ao poderio e velocidade dos ataques. No dia 17 a Rússia invade a Polônia pelo leste e o país fica dividido entre as duas potências, quando ocorre o massacre de Katin.

 

 

Após a polônia a Itália invade Romênia e Bulgária. Os alemães tomam posição na fronteira com a França na denominada linha Marginot.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h52
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segunda parte de 2ª guerra mundial

Agora é a vez de Dinamarca e Noruega, mesmo contando com apoio de soldados ingleses em poucos dias esses países são dominados em abril de 1940.

Enquanto os franceses esperavam por um ataque frontal da Alemanha, eles deram a volta pela Bélgica em maio de 1940 e pegaram os franceses pela retaguarda totalmente desprevenida. Como num pesadelo no dia 22 de junho os Alemães derrotaram os franceses e dividiram o país ao meio. A Alemanha dominou o norte da terra gaulesa, enquanto que o sul decidiu colaborar com os alemães. Os Alemães só não tomaram o porto de Dunquerque após feroz batalha por que Hitler num erro de estratégia decidiu deixar esse trabalho para a Luftwaffe, mas o mal tempo impediu. Com a queda da França a Inglaterra ficou sozinha na luta.

A partir do norte da França em agosto e setembro de 40 o Marechal Hermann Goering prometeu a Hitler destruir a RAF (Real Air Force). , mas não conseguiu.. O mau tempo,  habilidade e coragem dos pilotos ingleses e a descoberta do radar pelos cientistas britânicos, somados a incapacidade alemã de recompor as perdas de seus aviões salvaram a Inglaterra de uma derrota fatal. Segundo palavras de Churchill se referindo aos pilotos da RAF.              “Nos conflitos humanos nunca tantos deveram tanto, para tão poucos”

Na Inglaterra Chamberlain caiu e em seu lugar assumiu Winston Churchill corajoso e mais capaz para unir o povo inglês que se encontrava desmotivado. Disse Churchill “A batalha da Inglaterra vai começar”.

Em abril Yugoslávia e Grécia já estavam dominadas, o próximo alvo seria o maior erro de Hitler, na madrugada do dia 22 de junho de 41 (junho mês fatídico para os alemães) os alemães invadem a Rússia com 4 milhões de soldados, 3300 tanques e 5 mil aviões. Os russos fugiam e queimavam tudo que não podiam levar, quando os soldados alemães entravam em uma cidade encontravam apenas gelo e cinzas. Nessa invasão morreram mais de 20 milhões de russos.

Um inverno rigoroso e antecipado transformaram as precárias estradas em lama dificultando o avanço e recebimento de suprimentos, a batalha de Stalingrado que era um centro industrial, foi uma pesada derrota para a wermarch. Os alemães chegaram a 30 km de Moscou, mas a 6 de Dezembro de 41 os soviéticos deram início a um contra ataque empurrando de volta os alemães, os quais morriam mais de fome e frio que pelo combate em si.

Na manha de 7 de dezembro de 41 o Japão ataca Pearl Harbor, o almirante japonês comentou “ferimos, mas não matamos o gigante” o EUA entram na guerra.

A derrota do III Reich começa a se delinear com a batalha de Mydway uma ilha a leste do Japão no Pacífico em 4 de junho de 42 ( Filme Tora Tora Tora), Stalingrado na Rússia e El Alamein na fronteira com o Egito essa ultima foi decisiva, se os alemães vencessem  controlariam o Canal de Suez e teriam o petróleo necessário. Mais um erro cometido pelo alto comando nazista ao negar ao comandante no norte da África Erwin Rommel o apoio que ele precisava.

Da Inglaterra era lançado ataques para tomar o norte da África por ser um ponto estratégico, esse território estava a cargo das divisões panzer comandada pelo Marechal de Campo Erwin Rommel conhecido pela alcunha de “A raposa do Deserto”, Foi acusado de participar da operação Valquíria e obrigado a cometer suicídio... Alguns afirmam que Hitler tomou essa atitude por ciúmes a Rommel por ele ser muito querido e respeitado até pelos inimigos.

 

Após a libertação da África os aliados invadiram a Sicilia no sul da Itália. Em setembro de 43 a Itália se rende aos aliados. Começam os bombardeios contra a Alemanha, ao mesmo tempo em que o exército soviético empurra os alemães para o interior do continente.

Desembarque na Normandia 6/6/44. Denominado de dia “D” dia da decisão, em que as forças aliadas entraram pelo norte da França e derrotaram as forças nazistas.

A FEB após 3 meses de batalha no dia 21 de fevereiro de 45  tomou o Monte Castelo ponto estratégico na Bolonha norte da Itália.

Após 3 meses de batalha no dia 21 de fevereiro de 1945 a força expedicionária brasileira tomou o Monte Castelo na Itália , porém amargando pesadas baixas. Era uma posição estratégica fortemente defendida pelos alemães. O inverno rigoroso dificultou a ação dos brasileiros.

A França é libertada, ao mesmo tempo o avanço russo prospera. Até a queda de Berlin em 7             de maio de 1945    

Dia da destruição, 6 e 9 de agosto Hiroshima e Nagazaki são destruídas pela bomba atômica .

O Japão se rende poucos dias após a explosão. Há quem diga que as bombas foram desnecessárias, o Japão já estava sem reservas de alimento e material bélico, bastaria cercar os portos para assegurar a rendição, mas o presidente americano Thuman decidiu por usar a força. Segundo a opinião de alguns historiadores, a utilização de arma nuclear foi com o objetivo de advertir Joseph Stalin para não tentar invadir a Europa Ocidental, uma vez que por estar totalmente arrasada, não teria condições de se defender contra um ataque soviético.

 Para se prevenir do ataque soviético há um boato de que o General americano  Patton, pouco antes do fim da Segunda Grande Guerra Mundial, disse que era preciso atacar os bolcheviques, pois esses iriam "armar" algo (filme "Patton: Rebelde ou Herói?"). Esse "algo" acabou se transformando na Guerra Fria. Patton pagou por ter uma personalidade que não lhe permitia ficar calado sob quaisquer circunstâncias. Certa vez disse,[carece de fontes] referindo-se à guerra, "Deus que me perdoe, mas eu amo isso" enquanto observava juntamente com seus subordinados um recente campo de batalha. Destacava-se dos demais generais, da época e da atualidade, pois frequentemente era visto nos fronts das batalhas. Morreu em dezembro de 45.

 

 

Prof. Luiz = História

 

20/06/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h51
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ÁFRICA ATUAL

É comum generalizarmos a origem dos escravos negros por terem vindos da África, assim, sua proveniência continental africana muito contribuiu para essa visão equivocada. Os grupos escravizados eram identificados pelo porto que embarcavam em direção ao seu flagelo além-mar, ao invés de ser identificado por sua etnia, promovendo dessa forma a generalização. Outro ponto que precisa ser esclarecido que a prática de escravização entre as tribos rivais já eram praticadas antes da chegada dos europeus ao continente, porém em menor escala. Para o europeu (portugueses) era arriscado adentrar ao continente com a finalidade de capturar escravos, era muito mais vantajoso comprar através do escambo (troca de mercadorias) os escravos capturados por outras tribos, os quais eram trocados por tabaco, tecidos, armas e ferramentas.

Os escravos provinham principalmente da África Sub Saariana (abaixo do deserto do Saara)  principalmente do Congo, Angola e Moçambique. Dois grandes grupos predominavam entre as tribos os Bantos ( Norte ) e Sudaneses  (Sul ), em que a língua, costumes, tradições, religião eram diferentes, diferenciavam-se também na parte física. Convém esclarecer que Banto não é uma raça e sim um tronco linguístico que se subdivide em mais de 400 dialetos. Para precaver a união entre os negros e dificultar uma rebelião eles eram mesclados com escravos de diversos idiomas e cultura diferentes.

Em países como Ruanda, Uganda e outros eles se dividiam em dois principais grupos, Tutsi e Hutus. Desde o séc.  XV os Tutsi eram a minoria mas dominavam os Hutus. Em 1885 foi realizada na Alemanha a conferência de Berlin, nessa conferência ficou acordado entre os países europeus a invasão e divisão do continente africano, por esse acordo cada nação europeia poderia invadir e dominar com a finalidade de exploração (neo colonialismo), a parte da África que conseguisse dominar, independente do grupo que habitasse essa região. Tal processo contou com o apoio da Igreja, a qual visava cristianizar os povos africanos a ajuda-los a ter uma condição de vida melhor levando a civilização, no entanto isso nunca ocorreu

Utilizando-se da mesma tática de outros colonizadores durante a história da humanidade, quem invadisse uma região se aliava ao grupo menor, o qual já nutria ódio e rivalidade contra o grupo maior, ou se aliavam aos detentores do poder. Os europeus forneciam armas e os treinavam a combater as tribos rivais que eram escravizadas e obrigadas a trabalhar para os europeus.

Apenas para ilustração os Belgas sob o comando do rei Leopoldo ocuparam o Congo, apoiado pelos Tutsi cometeram muitas atrocidades contra o povo Hutu. Ruanda era uma colônia Belga  dominada pela minoria rica Tutsi até 1959 quando os Hutus ganharam maior poder político. Em 1962 por ocasião de sua independência os Tutsi foram perseguidos e fugiram para Uganda. Em 1990 a Frente Patriótica Ruandesa, composta pelos exilados Tutsi, invadem Ruanda com o apoio do exército de Uganda. Em 1993 os dois países assinam um acordo de paz. Denominado Acordo de Arusha. Cria-se em Ruanda um governo de transição, composto por Hutus e Tutsi. Em 1994 derrubaram o avião que transportava o presidente Juvenal Habyarimana. Responsabilizaram os Tutsi pelo atentado, com a morte do presidente, teve início um verdadeiro massacre dos Hutus contra os Tutsi no qual foram mortas mais de 800 mil Tutsi e Hutus moderados, homens, mulheres, velhos e crianças. Usaram todo tipo de armas de fuzil AK 47 de fabricação russa, granadas, pistolas,  mas predominantemente facões, porretes e outras armas.

O fim do genocídio só foi interrompido com a invasão de tropas da ONU. Atualmente com o fim das hostilidades Ruanda começou a apresentar significativos sinais de desenvolvimento sobremaneira no campo social.  Outro detalhe que necessita ser destacado é que o continente africano é uma região muito rica em minérios, pedras preciosas (diamantes) e petróleo, no entanto na maioria das nações africanas o povo é muito carente, em alguns casos motivados por conflitos tribais.

 

Prof. Luiz  =  HISTÓRIA = 14/07/2014



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 10h57
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