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PROFESSOR LUIZ


para a aluna da 8ª G

se voce desejar desenhar, pode, mas creio que ficará bem melhor com uma foto colorida por valorizar o trabalho.

seu grupo foi muito feliz em escolher esse personagem

A estrada de ferro em questão é o cartão postal numero 1 entre as ferrovias brasileiras. voce pode consultar os seguintes sites

http://christianbarbosa.blogspot.com.br/p/estrada-de-ferro-curitiba-paranagua.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Pereira_Rebou%C3%A7as_Filho

http://www.projetoblog.com.br/2012/estrada-de-ferro-curitiba-paranagua/

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=602986

 

http://books.google.com.br/books?id=j_T1noNaMC4C&pg=PA169&lpg=PA169&dq=qual+foi+o+engenheiro+que+construiu+a+estra+de+ferro+curitiba+paranagua&so

mas se preferir escolher outro basta digitar no google "Estrada de Ferro Curitiba Paranaguá" 

bom trabalho

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h31
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7ª SÉRIE

IMIGRANTES   CAFEICULTURAS   FERROVIA   E   ESCRAVIDÃO

A libertação dos escravos avançou de forma progressiva, lei do sexagenário, lei do ventre livre, lei Euzébio de Queiroz, Lei Áurea em 1888. Por ocorrer de forma concomitante e cronologia esses assuntos não podem ser dissociados. Seguindo os fatos cronologicamente, iniciaremos pela Lei da Terra promulgada pelo imperador D. Pedro II em 18 de setembro de 1850. A Lei da Terra coincide com a Lei Euzébio de Queiroz promulgada no mesmo ano, essa lei determinava que estava proibido o tráfico de escravos. Para poder pagar a vinda dos imigrantes o governo brasileiro precisava de dinheiro, para isso recorreu a lei da terra, essa lei determinava que daqui para a frente a terra não seria mais doada pelo Estado, a terra seria adquirida apenas por meio de compra. Estariam a venda as terras devolutas, isto é terras que ainda não pertencessem a ninguém, e nem ao governo e nem a 10 léguas (50 km) dos limites do território.

O café entra no Brasil pelo estado do Pará, como essa agricultura não se deu bem devido ao clima e solo, foi transferida para o vale do Paraíba, praticada até então pelos denominados barões do café. Utilizando-se de mão de obra escrava e financiada pelo Banco do Brasil, não obtiveram bons resultados. Por a terra estar muito valorizada nessa região, os paulistas optaram em avançar com a cultura cafeeira para o noroeste paulista, a qual se expandiu para o norte paranaense e sul mineiro.

Através dos lucros obtidos com a agricultura açucareira, ao contrário dos barões do café, os paulistas usando os próprios recursos, iniciaram esse cultivo. Em seu início voltado apenas para o consumo interno, no entanto essa agricultura ganha o mercado internacional, tornando-se em pouco  tempo sinônimo  de lucro e progresso, o compasso cafeicultor se alinha com a ferrovia.

Tomando por base os motivos do fracasso no vale do Paraíba com os Barões do Café, os paulistas decidiram recorrer à mão de obra imigrante por serem católicos mais eficientes que o trabalho escravo e visando branquear a raça, o negro foi relegado à segundo plano devido ao Darwinismo Social e por carregarem os estereótipos de preguiçosos, desinteressados, sub-humanos e apresentar erroneamente motivado pelo eurocentrismo, dificuldade de discernimento.

A Europa estava passando por um período muito difícil de desemprego, fome e miséria, com um acordo selado entre o governo brasileiro os europeus iniciaram um grande processo de imigração, tentando fugir da penúria o imigrante saía da Europa pobre e chegava aqui miserável, a diferença que agora o escravo era branco. Para sanar o problema de falta de mão de obra escravocrata no cultivo do café e outros trabalhos formaram um tripé, entre governo, fazendeiros e estrada de ferro. O governo pagava a passagem dos que não tinham condição até o porto de Santos, à estrada de ferro transportava esses imigrantes de Santos até as fazendas, a ferrovia financiava a juros baixos, empréstimos para os fazendeiros, e esse último garantia o transporte de mercadorias e passageiros. A grosso modo estava tudo resolvido, parecia simples, mas e o problema dos negros ? Qual seria doravante seu papel na sociedade? Como proceder com sua inclusão?

Os imigrantes apresentavam vantagens sobre os negros. Ao chegarem às fazendas com as despesas pagas pelos coronéis cafeicultores o europeu trabalhava por um longo período gratuitamente até saldar sua dívida, fato esse que geralmente nunca ocorria devido ao “sistema barracão” e o infeliz operário via-se forçado a fugir da fazenda, dessa forma o coronel evitava arcar com algum pagamento para o colono fugitivo. Outro motivo era o fato de serem católicos e brancos, uma vez que se pretendia branquear” a população brasileira. Quanto ao negro expulso do campo foi obrigado a migrar para os grandes centros urbanos em busca de trabalho.

 

Prof. Luiz      = 21/10/2014



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h30
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7ª SÉRIE

EXPANSÃO CAFEEIRA NO BRASIL pg. 222

O café foi introduzido no Brasil em 1727 trazido da Guiana Francesa. Inicialmente apenas parta o consumo doméstico. Apenas no final do séc. XVIII com o crescimento do consumo a produção começa a se expandir. No começo do segundo reinado 1840 o café já era a principal fonte de renda representando cerca de 40% das exportações brasileiras. Fomentado pela abundância de terra, disponibilidade de mão de obra, condições climáticas favoráveis e aumento do consumo no EUA e Europa.

O solo e clima de Rio, São Paulo, Espírito Santo e Minas foram propícios ao desenvolvimento do café. Tem início no Vale do Paraíba região entre S. Paulo e Rio de Janeiro, devido as condições favoráveis do clima e solo, e estar perto do porto do Rio que favorecia o escoamento da produção. No vale do Paraíba por volta de 1860 a produção entrou em declínio por diversos fatores, e então se dirige para o noroeste Paulista, transformando a província em uma área rica e progressista.

Os fazendeiros chamados de Barões do Café não eram apenas produtores rurais, mas sim empresários capitalistas. Com o lucro obtido passaram a investir em novas técnicas de produção, em industrias, bancos, ferrovias, melhorias urbanas como iluminação, transporte público saneamento e calçamento das ruas. A expansão do café não seria possível sem o suporte da ferrovia, a primeira a ser construída foi a Estrada de Ferro Mauá em abril de 1854, tinha 14 Km e ligava Petrópolis ao Porto da Guanabara no Rio de Janeiro. A primeira ferrovia em S. Paulo foi construída com dinheiro inglês, A São Paulo Raylway, inaugurada em 1867 ligava Jundiaí ao Porto de Santos, tinha pouco mais de 100 km. Depois com o dinheiro dos próprios cafeicultores vieram outras como a Paulista, Mogiana e Sorocabana. Com as ferrovias e enriquecimento as industrias paulistas entre 1875 a 1885 saltaram de 175 para 600 fábricas, a maior parte em S. Paulo, Rio, Minas, R. G. do Sul.

Os filhos dos fazendeiros iam estudar na Europa e, quando retornavam traziam ideias abolicionistas para o Brasil. As campanhas contra a escravidão vão ganhando força, apoiada por vários seguimentos da sociedade, a fuga de escravos para os quilombos, a recusa da polícia e exército em auxiliar na captura dos fugitivos, o desempenho dos imigrantes nas plantações, tudo isso contribuiu para o fim da escravidão.

A Inglaterra por questões econômicas aboliram a escravidão em seu território e em suas colônias em 1833 e, passaram a pressionar os outros países a fazerem o mesmo, mas aqui no Brasil encontrou forte resistência. No Brasil a abolição foi muito lenta e gradativa, Lei Euzébio de Queiróz em 1850, proibia o tráfico de escravos.  Em 1871 A lei do ventre livre, isto é, toda criança filho de escravos que nascesses a partir dessa data se tornavam livres, em seguida a lei do sexagenário, isto é todo escravo com mais de 60 anos passava a ser livre culminando com a Lei Áurea que deu liberdade a todos os escravos em  13 de maio de1888.

OS IMIGRANTES NO BRASIL  pag. 231

 

 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 14h28
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7ª SÉRIE

ESCRAVIDÃO E RESISTÊNCIA       

Até o século XV (1401 a 1500) A África era habitada por vários povos de diferentes grupos, alguns estavam organizados em aldeias, constituída por várias famílias, comandadas por um ancião (chefe), outros mais desenvolvidos estavam organizados em reinos e Estados.

A escravidão era praticada em muitos reinos africanos, uns eram prisioneiros de guerra, outros eram pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas. O modo de vida dos africanos mudou muito com a chegada dos europeus no século XV, os primeiros a chegar foram os portugueses, que construíram feitorias (posto de troca e comércio) ao longo do litoral e, procuraram monopolizar o comércio com os africanos. Os portugueses recebiam dos africanos ouro, marfim e escravos e, davam para eles tecido, tabaco, aguardente, ferramentas, cavalos e armas. No início eram os próprios portugueses que aprisionavam os escravos, mas depois esse trabalho era feito pelas tribos. Os africanos liderados por um chefe e contando com as armas recebidas dos portugueses, entravam pelo interior do continente e aprisionavam homens mulheres e crianças, as quais eram levadas até as feitorias e embarcadas nos navios lusitanos. A viagem para o Brasil demorava de 35 a 60 dias, por ser muito longa e as condições muito ruim uma grande parte dos escravos morriam no navio e eram lançados ao mar. É por esse motivo que os navios destinados a transportar os escravos eram chamados de Tumbeiros.

Chegando no Brasil eles eram vendidos, o preço variava de acordo com o sexo e porte físico do escravo. Eles eram levados para os engenhos, Minas, e outros locais de trabalho. Os escravos sofriam muitas violências, na captura, viagem e castigos que eram aplicados para controlar qualquer tipo de rebeldia, tais como chicote, tronco, gargalheiras, algemas, correntes, palmatórias. Os escravos que fugiam quando eram recapturados pelo (capitão do Mato) eram severamente castigados e marcados com a letra F com ferro em brasa. Os escravos usando meios pacíficos ou violentos resistiam ao cativeiro. Muitos escravos evitavam ter filhos, outros ficavam em estado de tristeza profunda (chamado Banzo) alguns até morriam.

Outra forma de resistência era quando eles se organizavam, roubavam tudo das fazendas e matavam o feitor e a família dos fazendeiros. Outros apelavam para a fuga, era uma forma de se livrar dos sofrimentos do cativeiro. Alguns eram recapturados e levados de volta para seu dono, os que conseguiam fugir formavam quilombos, isto é aldeia de escravos fugidos.

A CONVIVÊNCIA ENTRE SENHORES E ESCRAVOS> Em 1930 um sociólogo pernambucano Gilberto Freyre fez uma pesquisa e escreveu um livro “Casa Grande e Senzala” ele relata que apesar da violência, muitos escravos se davam bem com seu senhor. Vivendo juntos os filhos dos escravos brincavam com os filhos dos fazendeiros, as crianças mamavam na ama de leite, os brancos tinham filhos com suas escravas. Desse modo Gilberto Freyre afirma que houve uma integração racial na América Portuguesa e se verificou poucos conflitos, ao passo que com os espanhóis não havia essa intimidade.

UMA OUTRA INTERPRETAÇÃO> O historiador Jacob Gorender discorda de Freyre, ele afirma que apesar de haver uma integração das culturas, essa era uma forma de mascarar a exploração e dominação. Mesmo sendo contra a lei um escravo ser morto ou muito torturado isso ocorria e o fazendeiro não era punido. Outra forma de violência era o grande numero de mestiços, pois comprovava a violência contra a escrava, essas crianças não eram reconhecidas como filhos, eram mantidos como escravos. Devido aos maus tratos os escravos morriam em pouco tempo, sendo necessário manter o tráfico para suprir a mão de obra.  Outra forma de integração foi o sincretismo religioso, em que houve uma mescla do catolicismo com as religiões e costumes africanos do Candomblé. Era uma forma de manter as tradições. 

É perfeitamente correto afirmar que apesar de haver uma distancia social muito grande entre o Senhor e seu escravo, a duas culturas se integraram. Na musica principalmente as que tem como base instrumentos de percussão (tambores) , na religião temos o candomblé e outras do gênero, na culinária, no vocabulário onde incorporamos várias palavras.

Após muitos anos de escravidão a liberdade foi conquistada, não de uma vez, mas de forma gradativa, foi uma luta que demorou muitos anos, as vezes avançava, outras retrocedia.

O Brasil começou a sofrer pressões da Inglaterra para por fim a escravidão, os ingleses desejavam que no Brasil não houvesse mais escravidão, eles queriam vender seus produtos, a Inglaterra estava em plena expansão industrial, e escravo não tem dinheiro para comprar e eram a maioria entre a população brasileira, esse é o motivo pelo qual os ingleses queria acabar com a escravidão no Brasil.

Lei Euzébio de Queiroz foi assinada em 4 de setembro de 1850, proibia que o Brasil fosse buscar escravos na África. A partir dessa data estava proibido o tráfico negreiro, porém na realidade essa lei era burlada constantemente. No porto do Recife em Pernambuco o navio que estivesse trazendo negros não atracava, mas seguia viagem e ancorava em um local deserto para desembarcar os escravos. Quando um navio chegava com esse carregamento os fazendeiros diziam chegou um navio carregado com galinhas, é por esse motivo que esse local ficou conhecido como Porto de Galinhas, logal turístico muito visitado.

Lei do Ventre Livre (Lei Rio Branco), de 28 de setembro de 1871. Elaborada e aprovada pelo gabinete conservador do Visconde do Rio Branco. De acordo com essa lei, os filhos de escravos nascidos a partir da data de sua aprovação eram considerados livres. No entanto, ela mantinha o direito dos senhores ao trabalho dessas crianças até os 21 anos.

Lei dos Sexagenários (Lei Barão de Cotegipe), de 28 de setembro de 1885. Foi elaborada pelo gabinete liberal de José Saraiva e promulgada pelo gabinete conservador do Barão de Cotegipe. Essa lei tornava livres os escravos com mais de 60 anos, depois de três anos de trabalho, e libertava imediatamente os que tivessem mais de 65. Na verdade, a lei favorecia os fazendeiros, pois eles se livravam dos poucos escravos que chegavam a essa idade e já não tinham mais condições de trabalhar.

Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. Foi elaborada pelo gabinete conservador de João Alfredo e sancionada pela princesa Isabel, durante a ausência do imperador Pedro II, que se encontrava em viagem pela Europa. A lei determinou a libertação imediata dos escravos, que na época calculava-se em torno de 700 mil. No texto original da Lei Áurea determinava que o escravo liberto recebesse de seu senhor uma indenização em dinheiro para poder começar sua vida, mas essa parte foi retirada do texto original.

A libertação dos escravos apesar de ter sido gradativa trouxe um erro gravíssimo que tem reflexos até os dias atuais. Os escravos não foram preparados para serem libertos, portanto a grande maioria vivia perambulando pelas fazendas e se sujeitavam a trabalhar em troca de algumas migalhas. Foram largados a margem da sociedade sofrendo todos os tipos de agressão, em que a pior delas era o preconceito e humilhação. O historiador Gilberto Freyre em suas pesquisas que culminou com o livro Casa Grande e Senzala tenta atenuar os sofrimentos impostos sobre os negros, mascarando ou dissimulando um preconceito velado. O simples fato de a criança negra poder brincar com a branca, necessariamente não implica que as duas eram iguais. Outro fator nos tempos atuais e termos de dizer “Afro descendente” dessa forma é negado ao cidadão negro de sentir orgulho de sua gente, da mesma forma que os demais.

Prof. Luiz = História

 

22/10/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 11h51
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7ª SÉRIE

CAFÉ E FERROVIA

 

Pode parecer estranho, mas quando estudamos a respeito do café plantado no Brasil, notaremos que esse assunto se funde com a ferrovia e com a escravidão, por estarem intimamente ligados e terem ocorrido na mesma época.

O café é originário da África, mais precisamente na Etiópia, país localizado ao norte do continente africano. Por estar muito próximo da Arábia, o café foi levado pelos comerciantes árabes, em seguida para a Europa, desceu para as Antilhas (república Dominicana e Haiti). Do Haiti chegou em nosso continente na Guiana Francesa e entrou em território brasileiro pelo Para no séc. XVII mais precisamente em 1727, no séc. XIX desceu para a região sudeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. No início o café se alastrou pelo vale do rio Paraíba, na divisa de Rio e São Paulo. O café era plantado pelos chamados Barões do Café, eram ricos fazendeiros que havia ganho dinheiro com a cana de açúcar e decidiram investir no café, mas esses fazendeiros utilizaram empréstimos do Banco do Brasil, quando ocorria de o café não produzir esses fazendeiros ficavam endividados e as vezes perdiam suas terras para pagar as dívidas, outro erro cometido foi que desejando ter um lucro maior, os barões do café utilizavam mão de obra escrava, tinham de gastar dinheiro na compra do escravo e no plantio, como a mão de obra escrava apresentava baixa produtividade o prejuízo era quase certo.

Com a plantação do café o custo da terra ficou muito cara, motivo esse que forçou os paulistas a comprarem terras em direção ao noroeste paulista, mais precisamente na direção de Jundiaí e Campinas. Dessa forma o café foi se espalhando por todo o estado de São Paulo até atingir o norte do Paraná. Os cafeicultores paulistas tiveram sorte,  o café se adaptou muito bem nessa região. Outro fator que ajudou os paulistas nessa empreitada foi o fato de cada qual custear seu plantio, isto é, sem tomar dinheiro emprestado, investindo o dinheiro ganho com a cana de açúcar, alavancado por se utilizarem de mão de obra assalariada dos imigrantes italianos, japoneses, portugueses, espanhóis e outros, a libertação dos escravos havia ocorrida há pouco tempo em 1888, como os imigrantes eram brancos e católicos tiveram a preferência dos fazendeiros, por uma questão de racismo, até então o negro agora livre não era visto com bons olhos, sendo que havia o pensamento errado, se antes o escravo trabalhava de graça por que agora tenho de pagar.

A Europa estava totalmente empobrecida, o povo estava na miséria passando fome, esse foi o motivo que fez com que os imigrantes viessem para o Brasil. O Brasil precisava de mão de obra e na Europa estava sobrando, portanto houve um acordo entre o governo brasileiro e os governos europeus, o governo de cada país pagava a passagem de navio da Europa até o porto de Santos, para os que quisessem vir para cá.

Embora os imigrantes tenham se espalhado por todo o território brasileiro, vamos nos prender aos italianos e japoneses que preferiram ficar no estado de São Paulo,

Um capítulo especial destinado aos imigrantes deve ser mencionado. O pobre imigrante saía da Europa pobre e chagava aqui miserável. Sem conhecer os costumes, a cultura, o clima a língua e na maioria das vezes sem dinheiro. A ferrovia por ter interesse na expansão do café para poder transportar auxiliava o fazendeiro financiando a passagem dos imigrantes e a plantação do café cobrando juros baixos. O pobre imigrante chegava na fazenda sem dinheiro e devendo a passagem do trem e, para piorar sua situação de penúria o fazendeiro se utilizava do “Sistema Barracão”, isto é, fornecia para a família que chegava roupa e alimentação durante um ano, a ser pago na colheita que é quando o colono receberia seu pagamento, mas descontava o que o pobre havia pego no barracão, na maioria das vezes na conta do fazendeiro, o colono não tinha nada a receber, o colono ficava desesperado por ter trabalhado alguns anos apenas em troca de casa e comida, exatamente igual o que ocorria com o escravo, com a vantagem de o fazendeiro não precisar gastar dinheiro na compra do escravo e nem ter prejuízo quando ele morria. Era comum muitos colonos fugirem da fazenda onde trabalhavam por acreditarem que estavam devendo para o fazendeiro, sendo que em muitas ocasiões essa fuga era até facilitada pelo dono do cafezal, o colono havia trabalhado, não recebeu salário, era só colocar outra família no lugar da que havia fugido, e assim o caso se repetia muitas vezes.

 

Todo governo se mantém no poder com o apoio dos ricos, e nessa época o dinheiro estava nas mãos dos cafeicultores, os grandes proprietários de terras apoiavam o governo, em contrapartida o governo favorecia os que o apoiavam. Foi celebrado um acordo em que o governo brasileiro compraria dos fazendeiros todo o café produzido que não fosse exportado, sendo assim em pouco tempo os armazéns que estocavam o café estavam abarrotados com o produto. Com a quebra da bolsa de New York em 1929 e com a segunda guerra mundial que durou de 1939 a 1945 os compradores deixaram de comprar nosso café e, o preço do café ficou muito baixo, mal cobria os gastos com a produção, para elevar o preço no mercado o Governo de Getulio Vargas mandou queimar milhões de sacas de café para forçar os preços a subir. Essa era uma política ruim para o país e para a população, uma vez que todos pagavam impostos, o governo arrecadava e entregava para os fazendeiros que enriqueciam cada vez mais, portanto não sobrava dinheiro para aplicar em favor da população pobre.

Na plantação do café os ingleses tiveram uma influência muito forte, por construírem para os brasileiros as estradas de ferro e  também ganhar com  o transporte do produto. Durante a construção da ferrovia os ingleses trouxeram em sua bagagem para o Brasil um esporte que até então não era praticado por aqui. Quem trouxe o futebol para o Brasil foi um engenheiro da estrada de ferro chamado Charles Muller, o primeiro clube formado foi o Paulista Futebol Clube que depois mudou de nome para São Paulo, mas esse esporte era praticado somente pelas pessoas ricas. Posteriormente surgiram em 1910 dois clubes representando a classe pobre, o Corinthians e o Palestra Itália, que para poder vencer o São Paulo esses clubes se uniam cada um emprestando seus melhores jogadores e formando um único time.

 

ESTRADA DE FERRO

Em 1665 ocorreu na Inglaterra a primeira revolução industrial, chamamos de revolução todo processo que provoca uma grande mudança. Nessa época a Inglaterra precisava aumentar sua produção de alimentos, a única solução encontrada foi a de mecanizar a agricultura, por esse motivo é que as primeiras máquinas que vieram a substituir a mão de obra eram voltadas para a agricultura. Nessa época foram produzidas as primeiras máquinas a vapor, isto é,  máquinas que usavam a força do vapor para realizar um trabalho.

As máquinas a vapor foram sendo aperfeiçoadas e culminou com a montagem das primeiras locomotivas, destinadas a transportar um volume maior de carga com pouco esforço.

D. Pedro II era um homem de muita visão e reconheceu a importância de se construir uma estrada de ferro no Brasil com a finalidade de transportar o café para o porto de Santos, antes disso as sacas de café eram transportadas usando a força animal. D. Pedro II foi auxiliado por um homem empreendedor chamado Irineu Evangelista de Souza,  conhecido como Barão de Mauá, juntos trouxeram a ferrovia para o Brasil, comprando todo material dos ingleses, em 1867 entrava em funcionamento a estrada de ferro São Paulo Railway  quem em 1949 passou a se chamar Santos Jundiaí, a qual corta todo ABC paulista até Santos.

Muitas foram as estradas de ferro construídas no Brasil, mas vamos estudar em particular o ramal da Estrada de Ferro Sorocabana que construiu um ramal (desvio) ligando a cidade de Mairinque a Itanhaém.

 

ESTRADA DE FERRO SOROCABANA

PESQUISA

A estrada ligando Mairinque no interior paulista a Itanhaém, foi projetada em 1889. O objetivo era quebrar o monopólio da São Paulo Railway, antigo nome da Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Atualmente a MRS é responsável pelo transporte de carga e o de passageiros pela Empresa de Trens Metropolitanos. Mairinque está localizada apenas a  65 km de São Paulo pela SP 270 Raposo Tavares, próximo a São Roque.

O ramal da estrada de ferro foi iniciada em 1929 e concluída em1937. Conta com inúmeras pontes e 27 túneis, o numero 1 foi aberto em 1931 e o ultimo de numero 27 no km 62 em 1935. Sua construção foi realizada em duas frentes uma vinda de Itanhaém e a outra vinda de Mairinque, a união se deu onde hoje está a estação Evangelista de Souza, foi batizada com esse nome em homenagem ao Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza). É uma das obras ferroviárias mais reportadas por livros no Brasil devido a sua complexidade. Em alguns trechos já havia trafego desde 1930. Em 1957 passou a ser o ponto de encontro do ramal de Jurubatuba. O transporte de passageiros de Mairinque a Santos foi realizado  até 1975.

 

Com o fim de transporte de passageiros a estação e região entraram em declínio, culminando em ruínas total. Atualmente a vila mais próxima dessa estação é Engenheiro Marsilac no Bairro de Parelheiros próximo a Interlagos. Em 1991 uma reportagem da revista Veja narrava a história da vila. Nas cercanias da estação havia cerca de 50 moradias, desaparecidas no final de 2000.

 

Em março de 2010 já não existe mais nada, poucas casas ao longo da linha  em estado precário, sem condição de habitação. A uns 300 m antes da estação funcionava um posto de comando da Guarda Civil Metropolitana,  foi desativado em 2007 durante os ataques promovidos em São Paulo pelos marginais. Durante a permanência do posto que funcionava 24 horas, as pessoas que desejassem circular pela região tinha de se identificar no posto policial.

 Fato curioso ocorria nesse local, durante a passagem do trem em baixa velocidade, ficava um policial de cada lado da linha, obrigando pingentes que desejavam viajar até Santos, a saltarem do trem. Tal operação era realizada com o propósito de evitar acidentes as vezes fatais com esses pingentes. Esse procedimento nem sempre era eficaz, pois presenciei uma garotinha de 16 anos que teve sua perna amputada por uma das rodas ao cair do trem. Tomei conhecimento posteriormente que a garotinha por questões de infecções generalizadas veio a falecer.

 

Alem desse trabalho e cuidar da pequena população dos arredores, os guardas metropolitanos prestavam assistência a um grupo indígena Krukutu, residentes nas imediações. Segundo os policiais alguns da nação indígena desertaram e se instalaram em uma das casinhas ferroviária abandonada, e são os que mais causam confusão por estarem sempre embriagados.

 

Atualmente funciona na estação um bar paupérrimo e o escritório de supervisão do pátio da empresa ALL (America Latina Logística) . Alem da estação o arredor se encontra em estado de total abandono. Apesar de mal cuidado o local é utilizado para os amantes de trilha e da natureza. No km 62 antes do túnel 27 há uma ponte sobre o rio Capivari utilizada para a prática de rapel. Saindo pela direita, ha uma trilha que com 20 minutos de caminhada chega-se a uma cachoeira de águas cristalinas. A água do rio é gelada e potável. Por estar localizado na serra é local frio e úmido. Desaconselho os incautos a não tentarem chegar ao local em dias chuvosos, pois a estrada de terra é muito ruim, e se chegar corre o risco de não sair.

Aos aventureiros que desejarem se localizar por satélite.  23° 57’ 36” S     46° 39’ 02”  W

 

Obs: observe que as coordenadas 23° S  e 46° W sempre se referem a cidade de S. Paulo

 

Prof. Luiz Bortolo= História =    22/10/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 11h50
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para 7ª série

AS DOUTRINAS DO PODERIO DO EUA

         RESUMO

A história dos Estados Unidos da América reflete uma trajetória que culmina com seu poderio econômico e bélico atual. De treze colônias esquecidas no séculos XVI, XVII e XVIII, passou, já nas primeiras décadas do século XX, a potência e após a segunda guerra mundial a uma superpotência. Posição mantida até hoje.

Algumas doutrinas, posicionamentos intelectuais, filosóficos e até religiosos colaboraram para esse sucesso. Vejamos os principais.

O Iluminismo.

Esse movimento filosófico contribuiu com ideias de relevante importância para a política e a economia dos EUA. O Iluminismo prega, dentre outras coisas, a democracia, o liberalismo econômico, liberdade de culto e de pensamento.A ciência se sobrepõe sobre os dogmas religiosos. A independência dos EUA foi feita sob a égide desses pensamentos.

O Destino Manifesto. =  Após sua independência os EUA desenvolveram a ideia do Destino Manifesto, a qual os colocava como eleitos por Deus para levar o "progresso" e a "civilização"a outros povos. Em meados do século XIX, essa doutrina deu embasamento às expansões territoriais para oeste, onde milhares de índios e mexicanos foram mortos.

O Liberalismo Econômico. = Apesar de estar no contexto do Iluminismo, o Liberalismo Econômico  contribuiu por demais com a industrialização dos EUA, de modo que em meados do século XIX, o país já  despontava como a quinta nação do mundo em produção industrial o que acontecia de fato é que os EUA pregava o liberalismo mas dentro do próprio país havia grande concentração de monopólios e trustes. Uma época em que se desenvolveram grandes grupos empresariais, alguns que permanecem até os dias de hoje.

Doutrina Monroe. = Essa doutrina pregava que a América teria que ser para os americanos, para os EUA qualquer intrusão das potências europeias (Inglaterra,França, Alemanha) na América seria visto como um ato de agressão. A Doutrina Monroe colaborou para o início da hegemonia estadunidense em toda América.

 

O Protestantismo. = Em especial o Puritanismo, uma ideia defendida por Max Weber . Segundo ele, para um protestante acumular dinheiro, ter lucro e aproveitá-lo para um propósito próprio era sinal de ser eleito por Deus, ou seja, era um merecimento. Essa ideia inicialmente não fazia parte da doutrina pregada por Martinho Lutero (reforma Protestantes 1520) mas foi introduzida por João Calvino (Igreja Calvinista) que pregava a ideia da predestinação, na qual o homem seria conhecido por suas obras. Houve portanto uma completa inversão, enquanto para a igreja católica a usura era condenada e o trabalho visto como degradante, a igreja protestante pregava que: “Deus Ajuda quem cedo Madruga, O trabalho enobrece o Homem”. Segundo Calvino um homem de bem deveria deitar cedo, levantar cedo, ter uma vida regrada e poupar.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 11h35
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INDEPENDÊNCIA DO BRASIL  7º série

O Marquês de Pombal intensificou o desenvolvimento industrial de Portugal, utilizando as matérias primas extraídas do Brasil.

O aumento do consumo na colônia (Brasil)  estava diretamente ligado ao crescimento  financeiro, populacional e urbano na região de Minas Gerais. O desenvolvimento da metrópole (Portugal) foi interrompido pela invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte em 29 de novembro de 1807. Essa invasão ocorreu porque D. João VI por estar devendo muito dinheiro para a Inglaterra se recusou a aderir ao bloqueio continental contra os ingleses. Outros fatores que prejudicaram o desenvolvimento de Portugal foi a vinda da família Real para o Brasil e também a abertura dos portos brasileiros para as nações amigas, este fato contribuiu para que muitas mercadorias fosse negociadas no Brasil  as quais antes eram negociadas em Portugal, esse fato agravou a situação financeira de Portugal que estava gastando muito dinheiro para tentar expulsar os franceses da metrópole. Em 1820 ocorreu a Revolução Liberal em Portugal, começou na Cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes da metrópole.

Os revoltosos formaram uma corte com deputados portugueses, eles aprovaram uma série de medidas que demonstravam a intenção de recolonizar o Brasil. Para tanto exigiam: Restrição da liberdade administrativa e comercial do Brasil. Restabelecimentos dos monopólios e privilégios  portugueses. Retorno Imediato de D. João VI para Portugal. Uma constituição Liberal para o país.

D. João para não perder o trono de Portugal regressou em abril de 1821, mas para garantir a posse do Brasil, deixou seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente do Brasil, D. Pedro tinha 23 anos de idade.  No nordeste enriquecido com a produção de açúcar que havia começado 2 séculos antes, mas agora estava empobrecendo com a queda do preço do açúcar promoveram em 1817 A Revolução Pernambucana, nessa revolta estavam envolvidos comerciantes, senhores de engenho, padres, militares,juízes,  advogados, enfim toda a elite social pernambucana. A eles se juntaram os estados da Paraíba, Alagoas e R. G. do Norte Os revoltosos se desentenderam por haver duas correntes, os pobres queriam igualdade e os ricos queriam manter os privilégios.  Os revoltosos não reconheciam mais o governo de Portugal e proclamaram uma República para o Estado. Desejavam uma dualidade no governo, isto é D. João VI governaria Portugal e D. Pedro I governaria o Brasil e, garantir as liberdades conquistadas a partir de 1808. Os portugueses acreditavam que manter um governo lusitano no poder aqui no Brasil poderia diminuir o risco de uma luta pela independência. Por outro lado a Elite brasileira temia uma revolta escrava como tinha ocorrido no Haiti.  O governo reprimiu esse ato prendeu e executou os líderes do movimento.

PRIMEIRO REINADO (1822 A 1831)

 Os ricos brasileiros diante da pressão portuguesa de oprimir o Brasil passaram a aceitar a ideia de independência liderada pelo Príncipe  D. Pedro I. Sem a necessidade de envolver os pobres na luta. Percebendo a intenção dos brasileiros o Rei de Portugal exigiu o retorno do Príncipe Regente para Portugal, mas como D. Pedro I amava muito o Brasil se recusou a ir, ele tomou essa decisão no dia 9 de janeiro de 1822, esse dia ficou conhecido como o Dia do Fico.

Durante uma viagem a São Paulo quando regressava de Santos estando às margens do Rio Ipiranga onde havia parado para descansar D. Pedro I recebeu uma carta no dia 7 de setembro de 1822 escrita por José Bonifácio de Andrade e Silva, comunicando o príncipe que a corte havia reduzido seus poderes no Brasil e,



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h21
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aconselhando o Príncipe a romper com Portugal.  D. Pedro irritado com as exigências portuguesas declarou que a partir desse dia o Brasil estava liberto de Portugal, estava proclamada a nossa INDEPENDÊNCIA.

Reconhecimento da independência do Brasil > O primeiro país a reconhecer nossa independência foi o EUA em maio de 1824, Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em agosto de 1825, depois disso foram a vez de Inglaterra, França e outros países. Porém há um detalhe importante que deve ser relevado. Nessa época Portugal devia muito dinheiro para a Inglaterra devido a acordos mal feitos (vinho X tecido) escolta da marinha etc.. Os ingleses perceberam que não iam mais receber o dinheiro dos lusitanos e sugeriram ao rei de Portugal que pedissem uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência do Brasil, como o Brasil não tinha esse dinheiro, para evitar uma guerra da qual não poderia sustentar, aceitou o empréstimo inglês, dessa forma o Brasil devendo tanto dinheiro para os ingleses foram obrigados a aceitar as imposições e ceder privilégios para a Inglaterra o qual durou até a 2ª guerra mundial, como a Inglaterra passou a dever muito dinheiro para os americanos devido ao apoio militar, os ingleses cederam o domínio do Brasil para os americanos.

Convém lembrar que o EUA Inglaterra e outros países só reconheceram a independência do Brasil por interesses comerciais, isto é pretendiam vender seus produtos para o Brasil e, não por benevolência. A elite (ricos) brasileira se aliou a D. Pedro I para evitar que os pobres participassem da luta(como ocorreu na revolução francesa 1789) e assim garantiram seus privilégios. Com essa atitude apesar da independência o Brasil continuava com o regime de produção escravista, o qual só teve fim com a assinatura da lei Áurea (ouro) libertando os escravos  66 anos depois em 1888.

A independência do Brasil foi o resultado de um acordo político entre D. Pedro e as elites brasileiras. Divergindo da maioria nem todas as províncias aceitaram a independência, motivados por interesses econômicos, no nordeste Pará, Maranhão, Piauí, e Ceará e parte da Bahia , no sul a província de Cisplatina (Uruguai) que pertenceu ao Brasil de 1821 a 1828, todos se aliaram aos soldados portugueses que resistiram até o dia 2 de julho de 1823. Portanto não é verídico que a independência do Brasil foi conquistada de forma pacífica através de acordos, somente no final de 1823 após violentos combates é que a unidade brasileira se consolidou.

Logo após a independência ocorreram eleições para a ASSEMBLEIA CONSTITUINTE formada por padres, militares, advogados e principalmente por proprietário de terras. Formaram duas correntes, partidários do imperador que defendiam um governo centralizado para combater as tendências separatistas, e adversários do imperador que defendiam a ideia de impor limites, como por exemplo que ele não tivesse poder para dissolver a Câmara dos deputados. Aproveitando-se dessa disputa D. Pedro I mandou suas tropas cercarem o edifício e dissolveu a assembleia em novembro de 1823 na chamada Noite da Agonia e implantou um governo autoritário.

Em 1824 foi outorgada a 1ª Constituição do Brasil que conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do Imperador. Houve a divisão dos poderes,  Executivo, Legislativo e Judiciário sendo que o Moderador era de uso exclusivo do Imperador e lhe permitia intervir nos outros 3. Manutenção dos direitos de propriedade de terras e escravos. Estabelecimento do catolicismo como religião oficial do Império. Voto indireto e censitário (só rico podia votar ou se candidatar). Os eleitores escolhiam em uma eleição primária, o colégio encarregado de eleger os deputados.

Estando em desagrado com a Constituição de 1824, em julho os estados de Pernambuco,   Paraíba, R.G. do Norte, Ceará e Piauí Formaram a Confederação do Equador a qual propunha um República Independente de Portugal e de D. Pedro. O governo brasileiro reagiu de forma violenta se utilizando de soldados mercenários prendeu e executou os líderes do movimento. Em 1825 o principal líder do movimento o religioso  Frei Caneca foi executado por fuzilamento, mediante a recusa do carrasco de executá-lo na forca.

Crise Política> O curto reinado de D. Pedro I foi marcado por conflito com os brasileiros. O parlamento só foi convocado em 1826, sendo que D. Pedro escolheu os senadores que iam participar. D. Pedro começou a se aproximar do partido português, os adversários acreditavam que D. Pedro I desejava recolonizar o Brasil. A crise se agravou em 1831 com a má recepção Em minas Gerais. Desejando compensar o Imperador os portugueses fizeram uma festa para D. Pedro I, a qual culminou em conflito entre portugueses e brasileiros que durou 3 dias e ficou conhecido como A NOITE DAS GARRAFADAS.

No início de abril já não era possível controlar as manifestações de protestos, Na capital e nas províncias pregavam abertamente a derrubada do governo. Membros do alto escalão do exército aderiram ao movimento. Para complicar o Imperador se desentendeu com o clero. D. Pedro I ficava dividido entre o compromisso com Portugal e o Brasil para tomar as decisões. A coroa portuguesa pressionava D. Pedro I para retornar a Portugal. Isolado politicamente, abandonado pelos militares, pela elite e pelo clero, em 7 de abril de 1831 D. Pedro I abdicou do trono no Brasil e partiu para a Europa. Para assegurar o trono,  a coroa ficou com seu filho de apenas 5 anos de idade o brasileiro D. Pedro de Alcântara, amparado por um tutor (José Bonifácio de Andrade e Silva). A renúncia do imperador  D. Pedro I significou a vitória da elite brasileira e a ruptura definitiva com Portugal.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

O segundo filho de D. Maria I (a louca) era D. João VI (1767 + 1826= 59 anos) casado com a espanhola Carlota Joaquina (*1775 +1830 = 55 anos), D. João foi assassinado por envenenamento, provavelmente pela esposa e seu filho caçula D. Miguel. 

PRIMEIRO REINADO > 1822 A 1831 

D. Pedro I (*1798 +1834=36 anos) era casado com a Imperatriz Leopoldina (Austríaca *1797 +1826= 29 anos). D. Pedro I morreu de tuberculose, ele  tinha dentre várias amantes D. Domitila de Castro do Canto Melo (* 1797 + 1867 =70 anos Marquesa de Santos) que posteriormente casou-se com o militar Cel. Tobias de Aguiar o qual deu origem ao batalhão da ROTA.

A segunda esposa de D. Pedro I foi A imperatriz Amélia (alemã *1812 + 1876=64 anos) de apenas 16 anos ele 30 anos.

PERÍODO REGENCIAL (1831 a 1840) o Brasil era governado por pessoas indicadas para esse ato.

O SEGUNDO REINADO começa em 1840 com a declaração da maioridade de D. Pedro II e termina em 1889 com a proclamação da república.

D. Pedro II (*1825 + 1891= 66 anos) filho de D. Pedro I e a imperatriz Leopoldina. A esposa de D. Pedro II foi D. Tereza Cristina (*1822 + 1889= 67 anos) quando eles casaram ele 17 ela 20, foi a terceira e ultima imperatriz do Brasil.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h20
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PERÍODO REGENCIAL= D. Pedro I ao regrassar para Portugal assume o trono português como D. Pedro IV, essa atitude agradou a portugueses e a brasileiros, por cada lado defender seus interesses, pouco tempo antes desse ato houve conflitos militares, pois o país não estava politicamente unificado.

Após uma crise no setor agrícola o café começa a ser plantado no sudeste, principalmente no vale do Paraíba entre S. Paulo e Rio, começava a era dos Barões do café. Os preços do açúcar, algodão e cacau caiam e o do café ainda não havia se firmado como receita positiva. Essa situação agravou as finanças do Brasil, por ter gasto muito dinheiro para reprimir as rebeliões depois da independência e com a queda na receita de exportação precisou pedir dinheiro emprestado principalmente para a Inglaterra.

Um sério problema político devia ser resolvido,  o príncipe herdeiro tinha apenas 5 anos de idade em 1831, a solução foi eleger através da Assembleia Geral uma Regência provisória, como previa a constituição de 1824. Foi eleita uma Regência Trina Provisória formada pelo Senador Nicolau de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, essa regência governou o país por apenas 2 meses quando foram realizadas eleições para uma regência permanente com um mandato de 4 anos. A regência Permanente era formada por Francisco de Lima e Silva, um deputado do norte João Bráulio Muniz e um deputado do sul José da Costa Carvalho. Os poderes deles era limitados não podiam dissolver a Câmara dos Deputados e nem fazer acordos internacionais.

A política do Brasil ficou dividida em 3 partidos distintos:  OS RESTAURADORES, formado por José Bonifácio de Andrade e Silva, comerciantes portugueses e funcionários públicos, queria a volta da monarquia com D. Pedro I ocupando o trono. Eram contrários as reformas sociais e econômicas. OS LIBERAIS MODERADOS,  liderados pelo Padre Diogo Antonio Feijó e pelo senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, esse partido era formado pela aristocracia rural, queriam uma monarquia constitucional.  OS LIBERAIS EXALTADOS formado pela camada média urbana e grandes proprietários rurais, queriam uma monarquia federativa, isto é com autonomia das províncias, alguns defendiam a instauração da república, a qual só ocorreu em 1889.

Com a morte de D. Pedro I em 1834 os restauradores se dissolveram e entraram para o grupo dos moderados, mesmo dominando a política do país tiveram muitas crises por divergências internas e revoltas das províncias.

Durante o período regencial ( 1831 a 1840) a insatisfação era comum em muitas províncias (estados) divergências partidárias, conflito de interesses entre pobres e ricos, cada setor da sociedade se sentia prejudicada, esse período foi marcado por muitas revoltas, as 2 mais significativas foram a dos Malês e Balaiada. No estado da Bahia os escravos tinham diversas procedências,  as que mais se destacavam era a dos hauçás e os nagôs. Em 1835 os escravos liderados pelos nagôs fizeram a revolta do Malês palavra de origem muçulmana mesclada com africana. Na noite de 25 de janeiro de 1835 600 escravos junto com alguns alforriados se armaram e pretendiam matar os brancos e mulatos, acabar com a escravidão, mas foram delatados antes do ataque começar, quando atacaram o quartel militar já estavam sendo esperados, morreram 70 revoltosos e 10 militares, alem de dezenas de feridos dos dois lados. Sufocada a revolta os lideres foram presos, a pena variou de açoitamento no troco ao fuzilamento, dezenas de negros alforriados foram expatriados para a África.

A Balaiada foi uma revolta ocorrida no Maranhão e Piauí entre 1838 e 1841. Havia dois grupos distintos. De um lado no sul do Maranhão os Liberais conhecidos como Bem te vis formada por alguns senhores rurais, comerciantes, classe média e pobres, do lado oposto estavam os grandes latifundiários proprietários de fazendas de algodão e gado e ricos comerciantes portugueses. No leste do Maranhão próximo ao litoral estavam os vaqueiros, artesãos, pequenos proprietários e pobres (os balaios) a luta era contra o monopólio dos ricos comerciantes portugueses , o recrutamento forçado e a libertação dos escravos.  Os balaios se uniram aos Bem te vis e tomaram a cidade de Caxias. Para lá foi enviado Luis Alves de Lima e Silva, para governar a região e sufocar a rebelião. Por ter tido êxito foi nomeado Duque de Caxias. A repressão foi mais severa contra os pobres, escravos e alforriados, os Bem te vis e lideres dos balaios que colaboraram com o governo foram anistiados.

A ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DE D. PEDRO II, diante de tantas revoltas e ausência de um governo forte que pudesse dominar as insatisfações alguma providência devia ser tomada. Os conservadores estavam no poder, como os liberais eram contra eles, lançaram uma campanha propondo a antecipação da maioridade do herdeiro da coroa  D. Pedro II. Assim D. Pedro de Alcântara aos 14 anos de idade, assumiu o trono do Brasil. Teve início o 2º reinado que durou até 1889 com a proclamação da república.

2º REINADO GOVERNO DE D. PEDRO II> Para garantir seus privilégios a elite brasileira representada pelos conservadores aprovaram leis que limitava o poder das províncias e aumentava o poder da coroa. Por sua vez os liberais ficaram muito descontentes com esse processo.

O sistema eleitoral continuou baseado no voto censitário e masculino, os pobres analfabetos e mulheres não podiam votar. Essa lei era defendida tanto pelos liberais como pelos conservadores. Os dois partidos não divergiam muito na ação política ambos usavam de violência e favores para os apadrinhados, isso explica a alternação dos dois partidos durante o 2º reinado. Dissidente dos dois partidos fundaram o partido progressista que apresentou o primeiro plano de governo em 1864.

A GUERRA DO PARAGUAI>  de 1864 a 1870 > formaram a tríplice aliança de Brasil, Uruguai Argentina, contra o Paraguai. O motivo alegam alguns historiadores foi a disputa pelos rios da Bacia do Prata, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Os conflitos existiam desde o início da colonização, mas se intensificaram depois da independências desses países. Para o Paraguai o domínio da bacia representava a saída para o mar para exportar seus produtos, para o Brasil era a única via de acesso para Mato Grosso.

Início do conflito> o Paraguai aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda, pediu permissão para atravessar a Argentina e chegar ao Uruguai, como foi negado essa autorização  invadiu o Mato Grosso e Corrientes na Argentina. Em maio de 1865 Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o tratado da tríplice aliança, visando derrotar o ditador paraguaio Solano Lopes e liberar a navegação pelos 3 rios. No início o Paraguai estava levando vantagem, mas após a vitória na batalha naval do Riachuelo em 1866 a guerra se equilibrou, invadiram o sul do Paraguai, agora o esforço paraguaio se limitava apenas a impedir o avanço dos aliados. A guerra terminou em 1870 com a morte de Solano Lopes e a derrota do Paraguai.

REFLEXOS DA GUERRA PARA O PARAGUAI> essa nação vinha sofrendo um processo de industrialização e modernização, com estradas de ferro, comércio de importação e exportação, após a guerra o país ficou totalmente destruído, endividado e sem recursos e perdeu boa parcela de seu território. A população foi reduzida a 20% e apenas de velhos, mulheres crianças feridos e inválidos.  alguns historiadores defendem a ideia de que todo esse enriquecimento era alavancado por dinheiro emprestado da Inglaterra, mas depois quando os ingleses perceberam que o Paraguai seria um forte concorrente aqui na América do sul, fomentaram a guerra para barrar seu crescimento. O Brasil não obteve vantagens, morreram 40 mil soldados, o país ficou endividado e precisou emprestar dinheiro da Inglaterra. Quanto aos soldados a maioria eram escravos, ao retornarem continuaram cativos. Politicamente o exército se fortaleceu como corporação. Vitorioso no conflito, voltou para o Brasil disposto a sumir um papel de destaque na vida política nacional

PROF. LUZ = HISTÓRIA = 10/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h18
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