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PROFESSOR LUIZ


A voce aluno que me perguntou por que a rainha de Portugal D. Maria I era chamada de louca.

O nome dela era Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita de Bragança. Ela nasceu em Lisboa 17 de dezembro de 1734, morreu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1816, ( 82 anos)  fazia 8 anos que ela estava no Brasil. Lá em Portugal ela era conhecida por   “A Piedosa” porque era muito religiosa e boa. Aqui no Brasil ela ficou conhecida como “A Louca” porque estava com doença mental, mas o filho dela D. João VI, como era um molenga,  não quis afastar a mãe do poder. Mas ela só adoeceu uns 20 anos antes de morrer. Note o último sobrenome dela era Bragança, família muito tradicional e rica de Portugal. Ainda hoje aqui no Brasil vive pessoas que são descendentes dela com esse mesmo sobrenome, mas não significa que todos que se chamam Bragança, são seus descendentes.

Espero ter respondido sua pergunta, meus parabéns muito bem, é assim que se faz. 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 22h27
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INDEPENDÊNCIA DO BRASIL  7º série

O Marquês de Pombal intensificou o desenvolvimento industrial de Portugal, utilizando as matérias primas extraídas do Brasil.

O aumento do consumo na colônia (Brasil)  estava diretamente ligado ao crescimento  financeiro, populacional e urbano na região de Minas Gerais. O desenvolvimento da metrópole (Portugal) foi interrompido pela invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte em 29 de novembro de 1807. Essa invasão ocorreu porque D. João VI por estar devendo muito dinheiro para a Inglaterra se recusou a aderir ao bloqueio continental contra os ingleses. Outros fatores que prejudicaram o desenvolvimento de Portugal foi a vinda da família Real para o Brasil e também a abertura dos portos brasileiros para as nações amigas, este fato contribuiu para que muitas mercadorias fosse negociadas no Brasil  as quais antes eram negociadas em Portugal, esse fato agravou a situação financeira de Portugal que estava gastando muito dinheiro para tentar expulsar os franceses da metrópole. Em 1820 ocorreu a Revolução Liberal em Portugal, começou na Cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes da metrópole.

Os revoltosos formaram uma corte com deputados portugueses, eles aprovaram uma série de medidas que demonstravam a intenção de recolonizar o Brasil. Para tanto exigiam: Restrição da liberdade administrativa e comercial do Brasil. Restabelecimentos dos monopólios e privilégios  portugueses. Retorno Imediato de D. João VI para Portugal. Uma constituição Liberal para o país.

D. João para não perder o trono de Portugal regressou em abril de 1821, mas para garantir a posse do Brasil, deixou seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente do Brasil, D. Pedro tinha 23 anos de idade.  No nordeste enriquecido com a produção de açúcar que havia começado 2 séculos antes, mas agora estava empobrecendo com a queda do preço do açúcar promoveram em 1817 A Revolução Pernambucana, nessa revolta estavam envolvidos comerciantes, senhores de engenho, padres, militares,juízes,  advogados, enfim toda a elite social pernambucana. A eles se juntaram os estados da Paraíba, Alagoas e R. G. do Norte Os revoltosos se desentenderam por haver duas correntes, os pobres queriam igualdade e os ricos queriam manter os privilégios.  Os revoltosos não reconheciam mais o governo de Portugal e proclamaram uma República para o Estado. Desejavam uma dualidade no governo, isto é D. João VI governaria Portugal e D. Pedro I governaria o Brasil e, garantir as liberdades conquistadas a partir de 1808. Os portugueses acreditavam que manter um governo lusitano no poder aqui no Brasil poderia diminuir o risco de uma luta pela independência. Por outro lado a Elite brasileira temia uma revolta escrava como tinha ocorrido no Haiti.  O governo reprimiu esse ato prendeu e executou os líderes do movimento.

PRIMEIRO REINADO (1822 A 1831)

 Os ricos brasileiros diante da pressão portuguesa de oprimir o Brasil passaram a aceitar a ideia de independência liderada pelo Príncipe  D. Pedro I. Sem a necessidade de envolver os pobres na luta. Percebendo a intenção dos brasileiros o Rei de Portugal exigiu o retorno do Príncipe Regente para Portugal, mas como D. Pedro I amava muito o Brasil se recusou a ir, ele tomou essa decisão no dia 9 de janeiro de 1822, esse dia ficou conhecido como o Dia do Fico.

Durante uma viagem a São Paulo quando regressava de Santos estando às margens do Rio Ipiranga onde havia parado para descansar D. Pedro I recebeu uma carta no dia 7 de setembro de 1822 escrita por José Bonifácio de Andrade e Silva, comunicando o príncipe que a corte havia reduzido seus poderes no Brasil e,



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h21
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continuação 2/5

aconselhando o Príncipe a romper com Portugal.  D. Pedro irritado com as exigências portuguesas declarou que a partir desse dia o Brasil estava liberto de Portugal, estava proclamada a nossa INDEPENDÊNCIA.

Reconhecimento da independência do Brasil > O primeiro país a reconhecer nossa independência foi o EUA em maio de 1824, Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em agosto de 1825, depois disso foram a vez de Inglaterra, França e outros países. Porém há um detalhe importante que deve ser relevado. Nessa época Portugal devia muito dinheiro para a Inglaterra devido a acordos mal feitos (vinho X tecido) escolta da marinha etc.. Os ingleses perceberam que não iam mais receber o dinheiro dos lusitanos e sugeriram ao rei de Portugal que pedissem uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência do Brasil, como o Brasil não tinha esse dinheiro, para evitar uma guerra da qual não poderia sustentar, aceitou o empréstimo inglês, dessa forma o Brasil devendo tanto dinheiro para os ingleses foram obrigados a aceitar as imposições e ceder privilégios para a Inglaterra o qual durou até a 2ª guerra mundial, como a Inglaterra passou a dever muito dinheiro para os americanos devido ao apoio militar, os ingleses cederam o domínio do Brasil para os americanos.

Convém lembrar que o EUA Inglaterra e outros países só reconheceram a independência do Brasil por interesses comerciais, isto é pretendiam vender seus produtos para o Brasil e, não por benevolência. A elite (ricos) brasileira se aliou a D. Pedro I para evitar que os pobres participassem da luta(como ocorreu na revolução francesa 1789) e assim garantiram seus privilégios. Com essa atitude apesar da independência o Brasil continuava com o regime de produção escravista, o qual só teve fim com a assinatura da lei Áurea (ouro) libertando os escravos  66 anos depois em 1888.

A independência do Brasil foi o resultado de um acordo político entre D. Pedro e as elites brasileiras. Divergindo da maioria nem todas as províncias aceitaram a independência, motivados por interesses econômicos, no nordeste Pará, Maranhão, Piauí, e Ceará e parte da Bahia , no sul a província de Cisplatina (Uruguai) que pertenceu ao Brasil de 1821 a 1828, todos se aliaram aos soldados portugueses que resistiram até o dia 2 de julho de 1823. Portanto não é verídico que a independência do Brasil foi conquistada de forma pacífica através de acordos, somente no final de 1823 após violentos combates é que a unidade brasileira se consolidou.

Logo após a independência ocorreram eleições para a ASSEMBLEIA CONSTITUINTE formada por padres, militares, advogados e principalmente por proprietário de terras. Formaram duas correntes, partidários do imperador que defendiam um governo centralizado para combater as tendências separatistas, e adversários do imperador que defendiam a ideia de impor limites, como por exemplo que ele não tivesse poder para dissolver a Câmara dos deputados. Aproveitando-se dessa disputa D. Pedro I mandou suas tropas cercarem o edifício e dissolveu a assembleia em novembro de 1823 na chamada Noite da Agonia e implantou um governo autoritário.

Em 1824 foi outorgada a 1ª Constituição do Brasil que conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do Imperador. Houve a divisão dos poderes,  Executivo, Legislativo e Judiciário sendo que o Moderador era de uso exclusivo do Imperador e lhe permitia intervir nos outros 3. Manutenção dos direitos de propriedade de terras e escravos. Estabelecimento do catolicismo como religião oficial do Império. Voto indireto e censitário (só rico podia votar ou se candidatar). Os eleitores escolhiam em uma eleição primária, o colégio encarregado de eleger os deputados.

Estando em desagrado com a Constituição de 1824, em julho os estados de Pernambuco,   Paraíba, R.G. do Norte, Ceará e Piauí Formaram a Confederação do Equador a qual propunha um República Independente de Portugal e de D. Pedro. O governo brasileiro reagiu de forma violenta se utilizando de soldados mercenários prendeu e executou os líderes do movimento. Em 1825 o principal líder do movimento o religioso  Frei Caneca foi executado por fuzilamento, mediante a recusa do carrasco de executá-lo na forca.

Crise Política> O curto reinado de D. Pedro I foi marcado por conflito com os brasileiros. O parlamento só foi convocado em 1826, sendo que D. Pedro escolheu os senadores que iam participar. D. Pedro começou a se aproximar do partido português, os adversários acreditavam que D. Pedro I desejava recolonizar o Brasil. A crise se agravou em 1831 com a má recepção Em minas Gerais. Desejando compensar o Imperador os portugueses fizeram uma festa para D. Pedro I, a qual culminou em conflito entre portugueses e brasileiros que durou 3 dias e ficou conhecido como A NOITE DAS GARRAFADAS.

No início de abril já não era possível controlar as manifestações de protestos, Na capital e nas províncias pregavam abertamente a derrubada do governo. Membros do alto escalão do exército aderiram ao movimento. Para complicar o Imperador se desentendeu com o clero. D. Pedro I ficava dividido entre o compromisso com Portugal e o Brasil para tomar as decisões. A coroa portuguesa pressionava D. Pedro I para retornar a Portugal. Isolado politicamente, abandonado pelos militares, pela elite e pelo clero, em 7 de abril de 1831 D. Pedro I abdicou do trono no Brasil e partiu para a Europa. Para assegurar o trono,  a coroa ficou com seu filho de apenas 5 anos de idade o brasileiro D. Pedro de Alcântara, amparado por um tutor (José Bonifácio de Andrade e Silva). A renúncia do imperador  D. Pedro I significou a vitória da elite brasileira e a ruptura definitiva com Portugal.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

O segundo filho de D. Maria I (a louca) era D. João VI (1767 + 1826= 59 anos) casado com a espanhola Carlota Joaquina (*1775 +1830 = 55 anos), D. João foi assassinado por envenenamento, provavelmente pela esposa e seu filho caçula D. Miguel. 

PRIMEIRO REINADO > 1822 A 1831 

D. Pedro I (*1798 +1834=36 anos) era casado com a Imperatriz Leopoldina (Austríaca *1797 +1826= 29 anos). D. Pedro I morreu de tuberculose, ele  tinha dentre várias amantes D. Domitila de Castro do Canto Melo (* 1797 + 1867 =70 anos Marquesa de Santos) que posteriormente casou-se com o militar Cel. Tobias de Aguiar o qual deu origem ao batalhão da ROTA.

A segunda esposa de D. Pedro I foi A imperatriz Amélia (alemã *1812 + 1876=64 anos) de apenas 16 anos ele 30 anos.

PERÍODO REGENCIAL (1831 a 1840) o Brasil era governado por pessoas indicadas para esse ato.

O SEGUNDO REINADO começa em 1840 com a declaração da maioridade de D. Pedro II e termina em 1889 com a proclamação da república.

D. Pedro II (*1825 + 1891= 66 anos) filho de D. Pedro I e a imperatriz Leopoldina. A esposa de D. Pedro II foi D. Tereza Cristina (*1822 + 1889= 67 anos) quando eles casaram ele 17 ela 20, foi a terceira e ultima imperatriz do Brasil.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h20
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continuação 4/5

PERÍODO REGENCIAL= D. Pedro I ao regrassar para Portugal assume o trono português como D. Pedro IV, essa atitude agradou a portugueses e a brasileiros, por cada lado defender seus interesses, pouco tempo antes desse ato houve conflitos militares, pois o país não estava politicamente unificado.

Após uma crise no setor agrícola o café começa a ser plantado no sudeste, principalmente no vale do Paraíba entre S. Paulo e Rio, começava a era dos Barões do café. Os preços do açúcar, algodão e cacau caiam e o do café ainda não havia se firmado como receita positiva. Essa situação agravou as finanças do Brasil, por ter gasto muito dinheiro para reprimir as rebeliões depois da independência e com a queda na receita de exportação precisou pedir dinheiro emprestado principalmente para a Inglaterra.

Um sério problema político devia ser resolvido,  o príncipe herdeiro tinha apenas 5 anos de idade em 1831, a solução foi eleger através da Assembleia Geral uma Regência provisória, como previa a constituição de 1824. Foi eleita uma Regência Trina Provisória formada pelo Senador Nicolau de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, essa regência governou o país por apenas 2 meses quando foram realizadas eleições para uma regência permanente com um mandato de 4 anos. A regência Permanente era formada por Francisco de Lima e Silva, um deputado do norte João Bráulio Muniz e um deputado do sul José da Costa Carvalho. Os poderes deles era limitados não podiam dissolver a Câmara dos Deputados e nem fazer acordos internacionais.

A política do Brasil ficou dividida em 3 partidos distintos:  OS RESTAURADORES, formado por José Bonifácio de Andrade e Silva, comerciantes portugueses e funcionários públicos, queria a volta da monarquia com D. Pedro I ocupando o trono. Eram contrários as reformas sociais e econômicas. OS LIBERAIS MODERADOS,  liderados pelo Padre Diogo Antonio Feijó e pelo senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, esse partido era formado pela aristocracia rural, queriam uma monarquia constitucional.  OS LIBERAIS EXALTADOS formado pela camada média urbana e grandes proprietários rurais, queriam uma monarquia federativa, isto é com autonomia das províncias, alguns defendiam a instauração da república, a qual só ocorreu em 1889.

Com a morte de D. Pedro I em 1834 os restauradores se dissolveram e entraram para o grupo dos moderados, mesmo dominando a política do país tiveram muitas crises por divergências internas e revoltas das províncias.

Durante o período regencial ( 1831 a 1840) a insatisfação era comum em muitas províncias (estados) divergências partidárias, conflito de interesses entre pobres e ricos, cada setor da sociedade se sentia prejudicada, esse período foi marcado por muitas revoltas, as 2 mais significativas foram a dos Malês e Balaiada. No estado da Bahia os escravos tinham diversas procedências,  as que mais se destacavam era a dos hauçás e os nagôs. Em 1835 os escravos liderados pelos nagôs fizeram a revolta do Malês palavra de origem muçulmana mesclada com africana. Na noite de 25 de janeiro de 1835 600 escravos junto com alguns alforriados se armaram e pretendiam matar os brancos e mulatos, acabar com a escravidão, mas foram delatados antes do ataque começar, quando atacaram o quartel militar já estavam sendo esperados, morreram 70 revoltosos e 10 militares, alem de dezenas de feridos dos dois lados. Sufocada a revolta os lideres foram presos, a pena variou de açoitamento no troco ao fuzilamento, dezenas de negros alforriados foram expatriados para a África.

A Balaiada foi uma revolta ocorrida no Maranhão e Piauí entre 1838 e 1841. Havia dois grupos distintos. De um lado no sul do Maranhão os Liberais conhecidos como Bem te vis formada por alguns senhores rurais, comerciantes, classe média e pobres, do lado oposto estavam os grandes latifundiários proprietários de fazendas de algodão e gado e ricos comerciantes portugueses. No leste do Maranhão próximo ao litoral estavam os vaqueiros, artesãos, pequenos proprietários e pobres (os balaios) a luta era contra o monopólio dos ricos comerciantes portugueses , o recrutamento forçado e a libertação dos escravos.  Os balaios se uniram aos Bem te vis e tomaram a cidade de Caxias. Para lá foi enviado Luis Alves de Lima e Silva, para governar a região e sufocar a rebelião. Por ter tido êxito foi nomeado Duque de Caxias. A repressão foi mais severa contra os pobres, escravos e alforriados, os Bem te vis e lideres dos balaios que colaboraram com o governo foram anistiados.

A ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DE D. PEDRO II, diante de tantas revoltas e ausência de um governo forte que pudesse dominar as insatisfações alguma providência devia ser tomada. Os conservadores estavam no poder, como os liberais eram contra eles, lançaram uma campanha propondo a antecipação da maioridade do herdeiro da coroa  D. Pedro II. Assim D. Pedro de Alcântara aos 14 anos de idade, assumiu o trono do Brasil. Teve início o 2º reinado que durou até 1889 com a proclamação da república.

2º REINADO GOVERNO DE D. PEDRO II> Para garantir seus privilégios a elite brasileira representada pelos conservadores aprovaram leis que limitava o poder das províncias e aumentava o poder da coroa. Por sua vez os liberais ficaram muito descontentes com esse processo.

O sistema eleitoral continuou baseado no voto censitário e masculino, os pobres analfabetos e mulheres não podiam votar. Essa lei era defendida tanto pelos liberais como pelos conservadores. Os dois partidos não divergiam muito na ação política ambos usavam de violência e favores para os apadrinhados, isso explica a alternação dos dois partidos durante o 2º reinado. Dissidente dos dois partidos fundaram o partido progressista que apresentou o primeiro plano de governo em 1864.

A GUERRA DO PARAGUAI>  de 1864 a 1870 > formaram a tríplice aliança de Brasil, Uruguai Argentina, contra o Paraguai. O motivo alegam alguns historiadores foi a disputa pelos rios da Bacia do Prata, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Os conflitos existiam desde o início da colonização, mas se intensificaram depois da independências desses países. Para o Paraguai o domínio da bacia representava a saída para o mar para exportar seus produtos, para o Brasil era a única via de acesso para Mato Grosso.

Início do conflito> o Paraguai aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda, pediu permissão para atravessar a Argentina e chegar ao Uruguai, como foi negado essa autorização  invadiu o Mato Grosso e Corrientes na Argentina. Em maio de 1865 Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o tratado da tríplice aliança, visando derrotar o ditador paraguaio Solano Lopes e liberar a navegação pelos 3 rios. No início o Paraguai estava levando vantagem, mas após a vitória na batalha naval do Riachuelo em 1866 a guerra se equilibrou, invadiram o sul do Paraguai, agora o esforço paraguaio se limitava apenas a impedir o avanço dos aliados. A guerra terminou em 1870 com a morte de Solano Lopes e a derrota do Paraguai.

REFLEXOS DA GUERRA PARA O PARAGUAI> essa nação vinha sofrendo um processo de industrialização e modernização, com estradas de ferro, comércio de importação e exportação, após a guerra o país ficou totalmente destruído, endividado e sem recursos e perdeu boa parcela de seu território. A população foi reduzida a 20% e apenas de velhos, mulheres crianças feridos e inválidos.  alguns historiadores defendem a ideia de que todo esse enriquecimento era alavancado por dinheiro emprestado da Inglaterra, mas depois quando os ingleses perceberam que o Paraguai seria um forte concorrente aqui na América do sul, fomentaram a guerra para barrar seu crescimento. O Brasil não obteve vantagens, morreram 40 mil soldados, o país ficou endividado e precisou emprestar dinheiro da Inglaterra. Quanto aos soldados a maioria eram escravos, ao retornarem continuaram cativos. Politicamente o exército se fortaleceu como corporação. Vitorioso no conflito, voltou para o Brasil disposto a sumir um papel de destaque na vida política nacional

PROF. LUZ = HISTÓRIA = 10/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h18
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