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PROFESSOR LUIZ


REVOLTAS BRASILEIRAS 

 

A guarda nacional era formada por pessoas ricas proprietária de terras. Foram distribuídos títulos de capitão e coronel, As tarefas eram combater revoltas, quilombos, e todo movimento visto como ameaça a nação. As pressões das elites conseguiram o Código de Processo Criminal, onde o poder passou a ser local, controlados pelos coronéis, os quais dominavam a política e a economia. Oligarquias

 

O ato adicional de 1834 que modificou a constituição de 1824 (1ª), criou as Assembléias Legislativas Provincial, tinham por função decidir assuntos importantes para a região, os quais antes eram tomados pelo governo central do Rio de Janeiro. Ficou conhecida como Avanço Liberal, as elites tiveram maior autonomia, os Conservadores foram contra gerando conflito. Com a Morte de D. Pedro I em 1834, os restauradores se dispersaram, formaram 2 grupos, os regressistas, constituídos por moderados e restauradores, desejavam um governo forte e centralizado. E anulasse as reformas liberais. O grupo progressista eram de moderados e exaltados, defendiam a manutenção da reforma liberal.

 

Período regencial 1831 a 1840. Como a regência trina não deu bom resultado foi eleito o Padre Diogo Antonio Feijó, ele defendeu a extinção das ordens religiosas e o fim do celibato clerical, entrou em atrito com a Igreja e perdeu apoio. Em 1836 os regressistas venceram as eleições, Feijó perdeu apoio político e teve de renunciar. Em seu lugar foi indicado um senhor de engenho de Pernambuco Araujo Lima apoiado pelos regressistas. Sua atuação foi o de acabar com as poucas liberdades conquistas e fortalecer o poder central. Outro objetivo era conter as revoltas populares que eclodiam em todo o país de norte a sul. Brigas internas entre as facções, aliada a miséria do povo facilitou eclodir muitas revoltas tanto no campo quanto nas cidades, durante as regências. As mais importantes foram a dos Malês e Balaida.

 

Revolta dos Malês > Na Bahia havias muitos escravos negros de diferentes etnias, como os hauçás e nagô. Tendo como religião muçulmana. Em 1835 ocorreu uma revolta, sendo a maioria de Nagô, conhecidos como Malês, essa palavra é de origem africana. Na noite de 25 de Janeiro de 1835,  600 escravos se rebelaram, com o propósito de libertar escravos, matar brancos e mulatos, tidos como traidores,  os revoltosos tinham tudo planejado, estava tudo escrito em árabe devido a religião muçulmana, compraram armas, mas foram delatados antes do movimento ocorrer. A guarda nacional já estava preparada para defender a cidade, morreram 70 escravos e 10 soldados. Muitos feridos e  Centenas de prisões. Cerca de 200 negro foram presos e alguns foram fuzilados, mais de 500 negros foram deportados para a África.

 

A Revolta da Balaida ocorreu entre 1838 e 1841 no Maranhão e Piauí. Não havia um consenso entre os líderes, esse motivo culminou por enfraquecer o movimento. No sul do Maranhão e Piauí as lutas foram travadas entre as elites locais, de um lado os Liberais conhecidos como Bem-te-vis ( pequenos e médios proprietários rurais e a classe média urbana) e do outro os grandes comerciantes portugueses, proprietários de grandes fazendas produtoras de algodão e gado. No leste do Maranhão vaqueiros, artesãos e pequenos proprietários (balaios) se rebelaram contra o monopólio praticado pelos grandes comerciantes portugueses em São Luis do Maranhão, o poder dos grandes proprietários, o recrutamento forçado, e a luta contra a escravidão.

 

A aliança entre Bem-te-vis e Balaios levou à tomada de Caxias que era a 2ª maior cidade maranhense  na época. O governo central no Rio de Janeiro nomeou como governador da província o militar Luis Alves de Lima e Silva, o qual viria a se tornar o Duque de Caxias, o novo governador foi encarregado de sufocar a revolta. Os castigos foram aplicados principalmente entre os escravos e os balaios por serem mais pobres, os Bem-te-vis e os líderes Balaios que colaboraram com o governo foram perdoados. Bem-te-vis= era a ala exaltada do partido Liberal, organizada em torno do jornal Bem-te-vi, que estava ao lado dos revoltosos. Balaio = o nome teve origem na profissão do líder do movimento Raimundo Gomes, que era um fabricante de cestos. Nessa época o Brasil passava por uma instabilidade política, dando origem a muitas revoltas, para por fim nessa situação resolveram acabar com as regências. Na regência de Araujo Lima os conservadores  dominavam o poder, os Liberais insatisfeitos lançaram uma campanha pela antecipação da maioridade de D. Pedro que era o herdeiro legítimo da coroa. E obtiveram enorme apoio popular. Assim em julho de 1840 Pedro de Alcântara, aos 14 anos de idade foi coroado rei do Brasil. Começava no Brasil o segundo reinado que durou 49 anos até 1889 quando foi proclamada a república no dia 15 de novembro.. Foi um golpe de estado dado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, quando o Brasil passou de monarquia para o regime republicano. Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do Brasil.

 

A Revolta Sabinada foi uma revolta que aconteceu na Bahia  entre os anos de 1837 e 1838, e teve esse nome devido ao seu líder, um médico e jornalista chamado Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira. Ocorreu devido a insatisfação popular dos baianos quanto aos desmandos e a opressão de um governo que só tinha interesse de enriquecer a si próprio. Se destacando por ter uma enorme participação das camadas mais populares da sociedade, a revolta contava com integrantes da classe média e rica do estado, profissionais liberais, comerciantes, médicos, jornalistas, entre outros.

 

O início do levante

Antes da revolução surtir o efeito que todos esperavam, uma primeira tentativa se mostrou falha quando um grupo de negros malês fracassou na tentativa de invasão e conquista à cidade de Salvador. Posteriormente o médico Francisco Sabino liderou os participantes da Sabinada, que se mostravam contrários a forma como a centralização política tratava a população desde o início do Brasil Império.

Pouco a pouco o movimento ia conseguindo ampliar ainda mais seus seguidores. No dia 7 de novembro de 1837 quem decidiu adotar a manifestação foram os militares da Fortaleza de São Pedro, e com essa força, os revoltosos da sabinada se viam aptos a darem um passo ainda mais sério no que dizia respeito a libertação política do povo baiano em relação aos mandos e desmandos do governo. Usando de uma elaborada estratégia, os membros da Sabinada obrigaram o governador Francisco de Souza Paraíso a abandonar o seu posto, e após esse golpe político, acompanhado de seus parceiros de luta, Sabino decretou a criação da República Bahiense.

Enquanto o herdeiro ao trono no Brasil, D. Pedro II não possuía idade suficiente para ascender ao poder, o novo governo conseguiu se consolidar em caráter transitório, tentando trabalhar para que o povo baiano gozasse de bem estar e uma certa tranquilidade no período. Um dos objetivos da nova república que acabava de ser criada em território  baiano era o de conceder a todos os escravos que declarassem apoio ao governo sua liberdade, uma forma de adquirir ainda mais seguidores, fortificando ainda mais o poder da nova administração política e aumentando o número de membros adeptos ao sistema.

O fim da Sabinada

As coisas pareciam boas demais para ser verdade, o novo governo se consolidando e buscando se firmar, porém, não imaginavam que o governo regencial estava preparando um ataque e tinha como objetivo recuperar o território baiano, acabar de vez com aquela revolução recém-iniciada. Organizando um destacamento de forças militares, a regência nomeou um novo governador e os enviou para que pusesse fim ao levante de uma vez por todas. Bloqueando as saídas marítimas de Salvador, as tropas governamentais deram início a um ataque por terra, e entre os dias 13 e 15 de março ocuparam as ruas de Salvador rendendo os participantes da revolta.

Condenação dos líderes Para por fim a batalha e mostrar que haviam saído vitoriosos, o governo regencial tratou de julgar os líderes da revolta, condenando três deles a pena de morte e os demais à prisão perpétua, porém, decidiram posteriormente deixar as penas mais leves, dando-lhes apenas o degredo em solo brasileiro.

 

 

Prof. Luiz

HISTÓRIA

 

10/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h51
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RESUMO DOS BASTIDORES DA POLÍTICA ANTES E APÓS VARGAS  9º

D. Pedro II após vários desgastes com o povo, mas principalmente com o exército, teve o palácio no Rio de Janeiro cercado pelas tropas do Gaucho Marechal Deodoro  da Fonseca e, num autêntico golpe militar depôs o Imperador D. Pedro II, pondo fim ao império e instalando um governo republicano presidencialista. Durante o império cabia ao imperador nomear seus representantes, mas com o estabelecimento da república, as famílias mais poderosas de cada estado (oligarquias) estaduais passaram a ter enorme poder político.

A constituição de 1891 aboliu o voto censitário (só os ricos podiam votar ou ser eleitos) e permitiu o voto a todo homem alfabetizado, exceto o clero e soldados. As famílias poderosas se sentiram ameaçadas em perder o poder e passaram a intimidar o eleitor a votar nas pessoas por eles indicadas. Geralmente esses políticos eram ricos fazendeiros e membros da guarda nacional e, passaram a ser chamados de coronéis. Os votos eram conseguidos através de violência ou troca de favores (fidelidade igual no feudalismo) porém se o candidato indicado pelo coronel perdesse a eleição, eles recorriam a fraude, falsificação da eleição.

Os coronéis se agrupavam em torno de um candidato e elegiam o governador do estado e, os governadores faziam o mesmo com o presidente, de forma tal que depois todos recebiam favores políticos e econômicos.

A política do café com leite = São Paulo e Minas eram os dois estados mais ricos e populosos no Brasil, A oligarquia paulista estava reunida no PRP (partido republicano paulista) e a mineira no PRM (partido republicano mineiro) os dois se união e elegiam presidentes que iria defender seus interesses alternando entre um paulista e um mineiro. Durante a República Velha o café liderava as exportações brasileiras para o EUA e Europa, os cafeicultores investiam em novas plantações, com isso o Brasil passou a produzir mais café do que os países importadores queriam comprar, o resultado foi um gigantesco estoque de café nos armazéns que fez os preços despencar. É justamente nesse processo que vamos entender os interesses das oligarquias. Os fazendeiros ajudavam a eleger o presidente, o estado por sua vez comprava do fazendeiro todo café excedente com empréstimos conseguidos no exterior e o Brasil apesar de grande exportador de café ficava cada vez mais endividado, e o povo continuava na miséria cercados por ricos fazendeiros.

O café foi introduzido no Brasil inicialmente no Pará, posteriormente no Rio de Janeiro e  Vale do Paraíba, onde os “Barões do Café”plantavam com dinheiro emprestado do Banco do Brasil e mão de obra escrava, ao passo que os cafeicultores paulistas tinha sua plantação financiada com recursos próprios obtidos com a cana de açúcar e, utilizavam mão de obra assalariada dos imigrantes, obtendo dessa forma melhor resultado que o obtido no Rio de Janeiro, como as terras no Vale do Paraíba estavam muito cara, o café começou sua subida para o noroeste paulista. Com os enormes lucros obtidos com o café alguns fazendeiros passaram a investir na indústria que estava despontando no Brasil. Além do café o Brasil também exportava cacau produzido na Bahia e Borracha no Acre Amazonas e Para. Com a indústria automobilística sempre crescente a borracha proporcionou muito lucro com essa exportação que durou de 1898 a 1910. Percebemos aqui um imperialismo bem definido, o Brasil exportava Matéria prima e importava produtos industrializados vindos do EUA e da Europa bem mais caros. O ciclo da borracha durou pouco, ingleses e holandeses levaram mudas de borracha para suas colônias na Ásia e em 1915 já produziam mais que o Brasil. No sul da Bahia o cacau utilizado na fabricação de chocolate enriqueceu muitas famílias que passaram a dominar a política da região. No Rio Grande do Sul, plantavam arroz, mate, fumo e uva para o vinho, mas sua produção era mais destinada ao consumo interno, pouco exportava.

Entre 1900 e 1920 a industrialização do Brasil cresceu muito, impulsionado pela 1ª Guerra (1914 a 1918) porque muitos produtos tiveram de ser fabricados aqui. Outro fator muito importante que gerou o crescimento das indústrias foi o lucro obtido com a agricultura de exportação, facilidade na matéria prima, mão de obra barata e portos para escoar a produção.

São Paulo tornou-se o estado mais industrializado do país, a maior parte com o dinheiro dos fazendeiros do café Como Antonio Álvares Penteado e do imigrante italiano Francisco Matarazzo, as maiores indústrias eram têxteis, alimentação, bebidas e vestuário. Após a 1ª Guerra os americanos começaram a investir no Brasil. Com o crescimento das indústrias houve a urbanização da população e,  começaram a surgir os problemas com abastecimento de água e tratamento dos esgotos os quais cresceram mas não no mesmo compasso. O crescimento de São Paulo atraiu populações do interior e também de imigrantes de várias partes do mundo. Por serem brancos e católicos os portugueses italianos e espanhóis foram os preferidos pelas autoridades e fazendeiros. Os imigrantes se dedicavam a todos os tipos de trabalho na cidade e no campo, porém uma curiosidade deve ser ressaltada, entre as décadas de 60 a 90 a grande força de trabalho nas industriais metalúrgicas era constituída por italianos e seus descendentes. Por volta de 1908 o Brasil passou a receber imigrantes asiáticos principalmente os japoneses que se dirigiram para as fazendas de café no norte e noroeste paulista. Sírios, libaneses e judeus também aportaram no Brasil e se dedicaram ao comercio.

Com a construção da estrada de ferro um engenheiro inglês chamado Charles Miller em 1894 trouxe o futebol para o Brasil, um novo esporte que era praticado somente pelas pessoas de alto padrão financeiro devido ao custo da bola e dos uniformes. Aos poucos o esporte foi se popularizando. Um dos primeiros clubes a ser fundado foi o Clube Paulistano que posteriormente deu origem ao São Paulo Futebol Clube, era constituído apenas pelas pessoas ricas, tinha os melhores jogadores e ganhava todas as competições, com a difusão desse esporte foram fundados 2 clubes que representavam a classe pobre, o atual Corinthians e o Palmeiras, para poder vencer o Paulistano eles se uniam e formavam uma equipe com jogadores dos 2 clubes. Com a popularização do futebol os clubes ganharam uma força extra que até então não existia em seu início, foi a torcida que hoje representa uma grande força para os clubes

 

Nesse cenário em 1893 Surge Antonio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antonio conselheiro ou simplesmente Beato, explorando a fé e a miséria em que o povo se encontrava formara no sul da Bahia o Arraial de Canudos, os fazendeiros e poderosos da região temerosos com o crescimento de Canudos e por estarem perdendo mão de obra, disseram que Canudos era um reduto de monarquistas fanáticos e perigosos. Foi o que bastou para o governo federal enviar 3 expedições de soldados que foram derrotados, foi preciso uma 4ª expedição com 7 mil soldados dinamite e canhão para em 5 de outubro de 1897 massacrar o Arraial de Canudos, houve poucos sobreviventes. Na divisa de Santa Catarina com o Paraná nessa mesma época liderados por um monge chamado José Maria houve a guerra do Contestado, gerada pelos mesmos motivos que Canudos. A construção de uma estrada de ferro na região expulsou os pobres moradores que se viram sem terra para plantar e morar, se revoltaram e resolveram travar uma luta que durou de 1910 a 1916 quando foram derrotados e massacrados. No nordeste Virgulino Ferreira da Silva o Lampião forma um grupo de cangaceiros e por volta de 1920 a 1938 luta a sua maneira contra a força dos poderosos. Foi derrotado por ter sido traído por um comerciante da região.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h48
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continuação  3/4

 No Rio de Janeiro em 1904 ocorre a Revolta da Vacina, o povo se recusa a ser vacinada a força por ordem de Oswaldo Cruz. Em novembro de 1910 João Cândido lidera a Revolta da Chibata, contra os maus tratos infringidos contra os marinheiros.  Em 1917 operários paulistas liderados pelo Partido Comunista do Brasil promovem uma grande greve em que muitas pessoas foram mortas pela polícia. Na década de 20 um português chamado Roquete Pinto traz uma grande novidade para o Brasil, o rádio, a 1ª emissora começa a funcionar no Rio de Janeiro e até os dias de hoje seu crescimento foi gigantesco, alavancado pelos políticos que viam no rádio uma forma de dominar uma população em que a maioria era analfabeta. Vamos notar que após a proclamação da república em 1889 até o golpe militar de 1964 o Brasil foi marcado por diversas revoltas populares.

O partido comunista do Brasil  (PCB) era o maior partido da época, a divergência entre o PC do B e o PCB é que o PC do B defendia a ideia de tomar o poder através de uma luta armada, ao passo que o PCB com raízes na Rússia defendia a ideia de tomar o poder pelas meios legais. Os anarquistas, partido político defendido pela extrema direita formada pela elite, isto é defendiam a inexistência do Estado É preciso destacar que nessa época não havia nenhum partido político com influência nacional, apenas estadual. No início do sec. XX 1906 os trabalhadores se reuniram exigindo uma jornada de trabalho por 8 horas semanais. Esse fato é muito importante destacar e esclarecer. Quando o trabalhador exige 8 horas semanais não significa apenas que ele deseja trabalhar menos, mas sim que o patrão terá de contratar mais funcionários para realizar o mesmo serviço, diminuindo dessa forma a taxa de desemprego, consequentemente há a tendência dos salários subirem. Em 1907 numa tentativa de enfraquecer o movimento operário o governo aprovou uma lei que permitia expulsar do Brasil todo imigrante que participasse de greve. Apesar da opressão o movimento não perdeu força. Em 1917 uma greve que teve início no Cotonifício Crespi (esse prédio abriga hoje o supermercado extra no bairro da Mooca, onde foi preservada sua fachada) essa greve se espalhou por vários estados como Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraíba e outros estados. Em São Paulo a polícia matou a tiros o operário Francisco Martinez na porta da fábrica de tecidos Francisco Matarazzo, essa atitude por parte do governo apenas serviu de fermento para os grevistas.

Os operários no começo do século XX trabalhavam de 14 a 16 horas diárias, com poucas possibilidades de descanso e lazer. Moravam em habitações precárias como os cortiços geralmente instalados na periferia, padecendo com transportes precários e infraestrutura, não havia luz elétrica, não recebiam água tratada e nem havia a coleta e afastamento dos esgotos e de lixo, as doenças se multiplicavam, eram acusados pelas classes mais abastadas de promover a disseminação de doenças tais como gripe, sarampo, rubéola, varíola, tuberculose e principalmente a peste negra. No caso de doença, invalidez ou desemprego o trabalhador ficava totalmente desamparado, e tinha sua sobrevivência ameaçada.

Em março de 1922 um grupo composto por líderes operários e intelectuais fundou o Partido Comunista do Brasil (PCB). Os comunistas ao contrário dos anarquistas e socialistas tinham uma organização centralizada e nacional, que defendia  um governo composto pelo proletariado e a coletivização das terras e fábricas. Os anarquistas se recusavam a participar do processo eleitoral, o PCB participava, pois julgava que esse era um meio legítimo de atuação para a transformação social. Pouco tempo depois o PCB foi colocado na ilegalidade por Epitácio Pessoa (1919-1922), mas o partido continuou agindo de forma clandestina, o jornal que defendia a classe patronal passou a rotular todas as greves como comandadas por Moscou capital da URSS.

As autoridades brasileiras viam nas greves um caso de polícia e não social invadiam associações operárias e prendiam seus lideres. O presidente Artur Bernardes em 1925 mudou de estratégia, tornando o dia 1º de maio feriado nacional, com isso pretendia que os trabalhadores deixassem de ver essa data como dia de resistência e luta e a transformasse em dia de festa. No Teatro Municipal de São Paulo entre 13 e 17 de fevereiro de 1922 houve a semana da Arte Moderna, esse evento causou profundas influências nos paulistas e restante do Brasil, estavam presentes compositores, pintores como Di Cavalcanti e Anita Malfatti e Tarsila do Amaral,  principalmente escritores como Mario de Andrade e Osvaldo de Andrade, o inventor Santos Dumont dentre outras figuras de renome nacional. Esse movimento cultural denominado de Modernismo pretendia buscar respostas para perguntas como: “Quem somos nós”? O que é ser brasileiro? Reelaborar as culturas vindas do exterior, mas principalmente valorizar a cultura brasileira. Nesse contexto Gilberto Freyre publicou “Casa Grande e Senzala” e o historiador Sergio Buarque de Holanda (pai do compositor Chico Buarque de Holanda) produziu em 1936 “Raízes do Brasil” um livro que conta toda trajetória e miscigenação da cultura do povo brasileiro, suas conquistas e derrotas.

Muitas cidades principalmente São Paulo crescia em ritmo acelerado, a industrialização e comércio prosperavam bastante, o crescimento da cidade de São Paulo e sua população, vindas de outros estados e do interior paulista se dirigiam para a periferia devido aos altos preços cobrados pelos imóveis nas áreas mais centralizadas. A formação profissional tornou-se uma necessidade, bem como a implantação de escolas, com a finalidade de preparar a classe trabalhadora para servir a classe dominante. Mas nesse processo os trabalhadores foram ganhando consciência de sua condição e passaram a se organizar em sindicatos, os sindicatos tinham por finalidade defender o interesse do trabalhador e promover lazer e trabalhos sociais.

Dentro desse panorama vamos desembocar no golpe militar de 64, o qual vinha de encontro aos interesses da classe dominante, mas principalmente contemplava os interesses de países capitalistas que tinham seus investimentos no Brasil, com o claro comportamento imperialista. Durante a vigência da ditadura militar, ocorreram várias ações armadas e pacíficas, promovidas por pessoas que discordavam da atuação dos militares e de como a política do país vinha sendo conduzida. Dentre esses vamos nos deparar com figuras como Carlos Marighela, Capitão Lamarca, passeatas até culminar com o movimento denominado “ Diretas Já” em 1984 esse movimento popular exigia que o presidente fosse um civil e eleito por meio de eleição direta, até então o residente era sempre um militar, indicado pelo “Colégio Eleitoral” composto apenas por militares. Tancredo Neves foi eleito em 15 de janeiro de 1985, mas não tomou posse por ter adoecido antes, em seu lugar foi empossado seu vice José Sarney. Nos dias que se seguiram foi armado um “circo” para enganar o povo brasileiro, fazendo com que o povo visse em José Sarney como o salvador da pátria, defensor dos fracos e oprimidos, mas não foi isso que ocorreu, pelo contrário, Sarney governou defendendo o interesse dos mais abastados. Sucedido por Fernando Collor de Mello (1990 a 1992), Itamar Franco (1992 a 1994), Fernando Henrique Cardoso (1994 a 2003) FHC foi um presidente muito culto que falava vários idiomas, menos a língua do povo. Luis Inácio Lula da Silva (2003 a 2010) Lula o primeiro trabalhador a ocupar esse cargo, foi eleito por uma ideologia, na qual o povo depositava todas as suas esperanças. O governo Lula foi muito controverso, salpicado por escândalos de corrupção, mas foi em seu governo que os brasileiros obtiveram muitas conquistas sociais. A aprovação de seu governo pela maioria da população permitiu que fosse do mesmo partido PT partido dos trabalhadores seu sucessor a presidente Dilma Rousseff empossada em 1 de janeiro de 1911.

 

Prof. Luiz Bortolo = História   = agosto de 2013 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h48
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TEXTO SOBRE A GUERRA DO VIETNA    8ª série

Durante a guerra do Vietnã, o EUA resolveu apoiar o Vietnã do Sul vietnamitas, em contrapartida a URSS apoiava o Vietnã do norte soldados do vietcongue.

Embora a guerra já durasse alguns anos os americanos enviaram tropas a partir de 1965 e permaneceram nos locais de conflito até 1973, foram forçados a se retirar das zonas de combates, onde geralmente eram vencidos, e foram  pressionados pela opinião pública americana e de vários outras nações, em decorrência do elevado numero de mortes e feridos dos soldados americanos.

Vamos aos fatos:

Os americanos estavam indignados por terem sido derrotados e, buscavam uma resposta, na tentativa de identificar as causas de sua derrota.

Mediante exaustivos estudos ficaram estarrecidos ao descobrirem por que um exército como o norte americano muito bem treinado, utilizando tecnologia de ponta, armamentos sofisticados e mortíferos, foram utilizadas inclusive armas químicas, no desespero de suprimir suas deficiências. Como que um exército tão superior pode ser derrotado  por camponeses que lutavam utilizando o sistema de guerrilha, se utilizavam de armadilhas fabricadas com varetas de bambu, em geral armamento infinitamente inferior, empunhados por meros camponês, em sua maioria despreparados.

Resposta = os vietcongues tinham uma boa formação de história e geografia de seu país.

A história envolvendo suas tradições e cultura serviram para despertar e manter o sentimento de nacionalismo, o qual o impelia a defender sua terra e povo. O conhecimento de geografia permitia aos soldados vietnamitas se locomoverem com precisão dentro de seu território. Enquanto os americanos desconheciam o terreno em que lutavam.

É evidente que esses fatores não foram decisivos para a derrota, mas contribuíram. De posse dessa informação, os americanos passaram a interferir nos países sob seu domínio (Brasil) dentre outros. É evidente que eles não desejam que o fato se repita, seguindo essa premissa chegamos a conclusão que:

Trilhando um trabalho metódico, gradual e contínuo procuraram desmantelar o quadro de professores que atuavam nessa área, História e Geografia.

Dentro do exposto, clamo meu aluno à reflexão: dentre outros motivos que permeiam a questão,

“Entendeu agora por que está cada vez mais difícil encontrar na rede pública professores de história e geografia”?

E disse o Senhor: “Nem só de pão viverá o homem, mas também dos ensinamentos Divinos”

E disse vosso professor: “Nem só de português e matemática se constrói um homem”

Caso você tenha entendido, quebre a corrente, dê mais atenção nas aulas pertinentes a essas e outras matérias.

Prof. Luiz Bortolo = HISTÓRIA

 

28/08/2014



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h33
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TEXTO = CHINA  ANTIGA  8ª SÉRIE   

Por Volta do ano 5000aC já havia a presença de seres humanos na China, esse povoamento começou às margens do Rio Amarelo, o qual funcionava igual o Rio Nilo para o Egito. Os chineses aproveitavam quando as águas do Rio Amarelo baixavam para praticarem a agricultura. Plantavam painço, arroz, outros cereais, criavam porcos, cabras e gado em pequena escala. Por volta do ano 2000aC os chineses já faziam uso da cerâmica em vasos, panelas, jarros, bacias, taças, etc. onde guardavam alimentos e líquidos. Nessa época eles já conheciam a seda que usavam para fiar e tecer suas roupas. Por volta do ano 1750aC a família Chang chegou ao poder e fundou a primeira dinastia. Durante a dinastia Chang aperfeiçoaram a escrita, trabalhavam com bronze para armas e ferramentas, e se empenharam em guerras através da qual ampliaram seu território. A dinastia Chang foi derrotada pela dinastia Chou no ano de 1122aC. A dinastia Chou dominou a China por quase 1000 anos. Com um exército bem estruturado conquistavam novas terras que eram distribuídas aos nobres, em 480aC haviam  sete principados independentes, que guerreavam entre si. A vitória coube ao príncipe Chin. Huang Ti que conquistou os outros seis e assumiu o poder em 221aC unificando esses reinos. Durante o governo de Huang Ti adotou um sistema único de pesos e medidas, uma mesma escrita e as mesmas leis para o país inteiro.

Quanto aos cargos públicos eram preenchidos por pessoas que prestavam concurso se passasse ganhava o emprego, antes o emprego no governo era apenas para os nobres. Deu um grande impulso na construção da grande muralha. Por todos esses feitos Huang Ti da dinastia Chin. é considerado o fundador do império chinês. Enfraquecido por muitas guerras e revoltas internas Huang Ti morreu em 210aC, gerando crise e disputa pelo poder, vencida por Liu Bang em 202aC. Que fundou a dinastia Hang. Por volta do ano 138 A.C. um imperador Han enviou seus soldados para combater os hunos que estavam atacando suas fronteiras. Ficaram espantados ao descobrir que havia outros povos, que eles os chineses não eram os únicos, maior foi sua surpresa ao descobrir que no ocidente havia outro império gigantesco chamado Roma. E com os romanos passou a ter um comércio intenso. Na dinastia Han houve muito progresso tecnológico, aprimoraram a produção de ferro que favoreceu a produção de alimentos, tecidos cerâmicas e outros produtos que passaram a comercializar com o ocidente. Os nobres eram donos das maiores parte de terras.

Por volta do século VII (601 a 700) na Europa o poder era dividido entres os senhores feudais, na China o poder era exercido pelo imperador. As cidades europeias declinavam, enquanto as cidades chinesas cresciam. Entre os sec. VII e XIV a China foi governada por quatro dinastias, dinastia Tang, era das cinco dinastias, dinastia Song no século X (901 a 1000).  De 1279 a 1368 dinastia dos mongóis, tribo a qual pertencia Demogin (Gengis Kan 1162 a 1227 ) foi ele que unificou todas as tribos mongóis, conquistou um imenso território equivalente a duas vezes o tamanho do Brasil.

Dinastia Tang= é considerada a época de ouro da China medieval, conquistaram vasto território que vai da Coréia a leste até Pérsia a oeste, quando foi detido pelos árabes muçulmanos em 751. Na época da dinastia Tang o imperador governava por decreto. A nobreza grupo rico e prestigiado da sociedade dominava também a vida política ocupando importantes cargos no governo, alguns eram parentes do imperador. Outro grupo prestigiado era a dos mercadores, entre os quais havia muitos estrangeiros. O principal produto que a China exportava era a seda e a porcelana que iam para a Europa e eram pagos com ouro. Outro grupo de menor importância eram os artesãos e por fim o grupo mais inferiorizado a dos camponeses que formava a maior parte da população. A sociedade chinesa estava assim constituída quando foi fortemente influenciado por uma religião vinda da Índia, o Budismo, fundada pelo príncipe Sidarta Gautama  filho de um rico marajá.

 

 

O budismo é uma religião surgida na Índia a partir dos ensinamentos de Sidarta nascido na Índia no séc. VIaC, Sidarta abandonou sua vida de luxo e prazeres para viver entre os pobres e meditar, o que ele mais desejava descobrir era por que o homem sofre. Após muito meditar chegou a conclusão que a fonte de todo o sofrimento é o desejo, desejo de poder, riqueza, fama etc. Acreditava que libertando-se do desejo, a pessoa eliminaria o sofrimento e atingiria o Nirvana ( estado de graça, de espírito) . Buda significa o iluminado, ele acreditava na reencarnação, isto é, que a alma não morre com o corpo, mas continua a existir em outro corpo Os principais responsáveis pela entrada do budismo na China foram os comerciantes que viajavam por diversas cidades levando muitas notícias e costumes. Assim como o cristianismo se espalhou de Roma para o resto do mundo, o budismo se alastrou da China para o oriente, Tibete, Coréia e Japão.

A medida que o budismo foi crescendo o governo chinês passou a perseguir os budistas por vários motivos:   Os monges não pagavam impostos sobre o mosteiro e as fazendas que possuíam, os budistas por ser uma religião pacifista se negavam a participar do exército e se negavam a lutar nas guerras pelo império. Em 845 o governo chinês acusou os budistas de ser uma religião de estrangeiros e de enfraquecer a China. Em seguida se apropriou dos bens e terras dos monges e destruiu vários mosteiros. Hoje o budismo é uma religião com influência em várias partes do mundo inclusive no Brasil.

Durante a dinastia Song iniciada no ano de 960 registrou-se o cultivo do arroz e outros cereais, aumentou muito a oferta de alimentos a população chegou a 100 milhões de habitantes, o governo incentivou a navegação de longas distâncias e apoiou o comércio, passou a manter orfanatos, cemitérios e celeiros comuns que antes era feito pelos monges. Durantes os séc. X e XI a China passou por um processo de urbanização acelerado, na cidade de Kai-Feng formou-se um grande centro comercial com lojas restaurantes e hospedarias. Além de estradas calçadas com pedras e tijolos os chineses usavam os rios como via de transporte. As viagens de longa distância tornaram-se mais seguras com os grandes veleiros a invenção da bussola e da pólvora. Na índia os chineses trocavam seus produtos com os árabes.

Invasões na China antiga= em 1127 guerreiros conhecidos como Tártaros invadiram o norte da China. No séc. XIII quem invadiu a China foram os mongóis liderados por Gengis Khan. Seu Neto Kublai Khan venceu os chineses em 1279 e tornou-se imperador com o nome de Yuan. Foi nessa época que o europeu Marco Polo visitou a China e registrou em seu livro vários dados sobre os chineses, o europeu não sabia quase nada sobre a China devido a grande distância e dificuldade de comunicação, ataques hunos e mongóis. No caso dos chineses antigos religião e filosofia estavam relacionados, as duas principais religiões eram o confucionismo (Filósofo Confúcio 551aC a 479aC.) e o taoismo (filósofo Lao Tse).

Invasões japonesas na China= a primeira foi em 1894-1895 início do imperialismo japonês, a segunda foi em 7/7/1937 a 1945 quando os japoneses invadiram o norte chinês a Manchúria, região rica em carvão, petróleo e minérios. A China estava enfraquecida passando pelo fim da monarquia e a disputa entre o Governo de Shiang Kai-Shek e as tropas populares e comunistas (exercito vermelho) de Mao Tse Tung. As atrocidades dos soldados japoneses contra os civis chineses foram enormes, o que motivou ódio do povo chinês contra os japoneses. Os soldados de Mao Tse Tung não maltratavam a população e cada vez mais ganhavam sua simpatia. Kai Shek  por sua vez concentrava suas forças contra Mao Tse Tung e não contra os japoneses. Em uma batalha feroz e decisiva os soldados vermelhos de Mao conseguiram expulsar os japoneses que ao fugirem deixaram para traz muitos armamentos e munição, Mao apoderou-se desse armamento e usou para vencer Kai Shek. Mao governou a China de outubro de 1949 a 1976. Enfrentou todo o período da Guerra Fria em que ajudou a compor a Cortina de Ferro. Sua principal meta de governo foi recuperar a China economicamente, para isso investiu de forma maciça na educação.  A história da China no período de Mao Tse Tung, merece ser visto à parte, o que faremos mais adiante.

 

Prof. Luiz = História       28/05/2013 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h03
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RESPOSTA DO EXERCÍCIO SOBRE AMÉRICA ESPANHOLA   7ª SÉRIE

A CONQUISTA ESPANHOLA   = ASTECAS  X HERNÁN CORTEZ (MÉXICO) 1519 -1521  

1= Qual o nome de um dos principais conquistadores da América espanhola?

R= Era o nobre espanhol Hernan  Cortez

2=Qual foi o aparato bélico que Hernán Cortez dispunha para combater os milhares de guerreiros Astecas?

R= Armas de fogo, cavalaria, espadas de ferro, armaduras, e principalmente doenças.

3=Por que Hernán  Cortez conseguiu vencer a batalha  contra os Astecas?

R= Porque alem de armamento superior ainda pode contar com ajuda de tribos rivais dos Astecas                                               

4= Qual a diferença nas batalhas entre Cortez e os Astecas?

R= Os Astecas lutavam para fazer prisioneiros e utiliza-los como escravos, e os espanhóis  para matar.

5=Cortez lutou sozinho ou teve ajuda de outros povos? Quais?

R= As tribos que eram rivais aos Astecas por terem sido escravizados por eles se uniram aos espanhóis.

6= Quais as doenças que ajudaram Hernán Cortez a dizimar os nativos?

R= Eram varíola, tifo, rubéola, gripes, sarampo essas doenças mataram mais que as batalhas.

7=No Campo religioso os Astecas pensaram que os espanhóis eram o que? Por que?

R= Os Astecas pensavam que os espanhóis eram Deuses, porque na crença indígena os Deuses viriam das águas. Vendo os espanhóis com roupas diferente e reluzentes acreditaram que eram deuses.

8=Qual o nome da cidade que era a capital dos Astecas?

R= o nome da capital era Tenochtitlán

9=Qual era o nome do principal Deus Asteca?

R= O nome do principal deus Asteca era Quetzalcóatl, era uma figura muito colorida

10= Qual foi a data da conquista de Hernán Cortez?

R= Cortez chegou em 1519 e sua conquista ocorreu em 1521, dois anos após sua chegada

11=Os Astecas viviam em que país da América do Norte?

R= Principalmente no México, havendo poucas tribos na América Central

12=Qual o motivo da conquista espanhola?

R= A cobiça das riquezas que pertenciam as tribos nativas Mais e Astecas.

13=Qual foi o motivo que lançou o império Inca em uma guerra civil?

R= Após a morte do imperador seus dois filhos entraram em guerra para assumir o trono, o vencedor foi Atahualpa.

14= Qual o nome do conquistador espanhol?

R= Quem chegou no Peru local onde viviam os Incas foi Francisco Pizarro em 1532

15=Por que Pizarro com 180 homens venceu os 80 mil guerreiros Incas?

R= Por ter uma superioridade em armas, contar com a ajuda de outras tribos e doenças.

16= Como se chamava o imperador Inca?

R= O nome do Imperador Inca quando Pizarro chegou era Atahualpa

17=Qual o nome da primeira cidade que Pizarro atacou? 

R= A primeira cidade atacada por Francisco Pizarro foi Cajamarca, esse nome persiste até hoje.

18=Qual o nome da capital do império Inca?

R= O nome da Capital Inca é Cuzco, essa cidade ainda existe com o mesmo nome.

19= O que Pizarro recebeu como resgate do imperador Atahualpa?

R= Pizarro recebeu muito ouro, mas mesmo assim matou o imperador Atahualpa para intimidar os nativos.

20=Qual foi a primeira cidade que Francisco Pizarro fundou no Peru?

R= Após muitas batalhas Pizarro se estabeleceu e fundou a cidade de Lima.

21=De 1520 a 1570 dos 34 milhões de nativos quantos foram dizimados pelos espanhóis?

R= morreram mais de 20 milhões de nativos, nas batalhas, fome e doenças.

22=Para qual religião que os espanhóis queriam converter os nativos?

R= Os espanhóis queriam converter os Incas para o cristianismo por ordem da igreja de Roma.

23=Por que os espanhóis dividiram a região em vice reinos em 1535 e 1543?

R= Foi dividida em vice reinos para facilitar a administração.

24=Quem era a autoridade máxima na colônia? E qual era sua função?

R= A autoridade máxima na colônia espanhola era o vice rei, estando abaixo apenas do rei, sua função era administrar a região, fazer benfeitorias, cobrar impostos e explorar os metais preciosos.

25=Como era dividida a sociedade colonial europeia na colônia espanhola?

R= Era dividida em estamentos, Chapetones eram os espanhóis nascidos na Espanha, tinham os melhores empregos e gozavam de muitas regalias e podiam ser eleitos para cargos de confiança do rei, Criolos eram os filhos de espanhóis nascidos na América espanhola, não podiam ser elitos para cargos públicos, mas eram fazendeiros. Mestiços eram os filhos de espanhóis com negros ou índios, eles executavam os trabalhos de menos prestígio e ganhavam pouco. Índios e negros escravos era a classe mais baixa, realizavam os piores trabalhos e não tinham nenhum direito.

26 = Quando os Incas foram derrotados?

R= Eles foram derrotados pelos espanhóis em 1572, quarenta anos após a chegada de Pizarro.

 

Prof. Luiz = Historia  = 05/10/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 19h57
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INDEPENDÊNCIA DO BRASIL  7º série

O Marquês de Pombal intensificou o desenvolvimento industrial de Portugal, utilizando as matérias primas extraídas do Brasil.

O aumento do consumo na colônia (Brasil)  estava diretamente ligado ao crescimento  financeiro, populacional e urbano na região de Minas Gerais. O desenvolvimento da metrópole (Portugal) foi interrompido pela invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte em 29 de novembro de 1807. Essa invasão ocorreu porque D. João VI por estar devendo muito dinheiro para a Inglaterra se recusou a aderir ao bloqueio continental contra os ingleses. Outros fatores que prejudicaram o desenvolvimento de Portugal foi a vinda da família Real para o Brasil e também a abertura dos portos brasileiros para as nações amigas, este fato contribuiu para que muitas mercadorias fosse negociadas no Brasil  as quais antes eram negociadas em Portugal, esse fato agravou a situação financeira de Portugal que estava gastando muito dinheiro para tentar expulsar os franceses da metrópole. Em 1820 ocorreu a Revolução Liberal em Portugal, começou na Cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes da metrópole.

Os revoltosos formaram uma corte com deputados portugueses, eles aprovaram uma série de medidas que demonstravam a intenção de recolonizar o Brasil. Para tanto exigiam: Restrição da liberdade administrativa e comercial do Brasil. Restabelecimentos dos monopólios e privilégios  portugueses. Retorno Imediato de D. João VI para Portugal. Uma constituição Liberal para o país.

D. João para não perder o trono de Portugal regressou em abril de 1821, mas para garantir a posse do Brasil, deixou seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente do Brasil, D. Pedro tinha 23 anos de idade.  No nordeste enriquecido com a produção de açúcar que havia começado 2 séculos antes, mas agora estava empobrecendo com a queda do preço do açúcar promoveram em 1817 A Revolução Pernambucana, nessa revolta estavam envolvidos comerciantes, senhores de engenho, padres, militares,juízes,  advogados, enfim toda a elite social pernambucana. A eles se juntaram os estados da Paraíba, Alagoas e R. G. do Norte Os revoltosos se desentenderam por haver duas correntes, os pobres queriam igualdade e os ricos queriam manter os privilégios.  Os revoltosos não reconheciam mais o governo de Portugal e proclamaram uma República para o Estado. Desejavam uma dualidade no governo, isto é D. João VI governaria Portugal e D. Pedro I governaria o Brasil e, garantir as liberdades conquistadas a partir de 1808. Os portugueses acreditavam que manter um governo lusitano no poder aqui no Brasil poderia diminuir o risco de uma luta pela independência. Por outro lado a Elite brasileira temia uma revolta escrava como tinha ocorrido no Haiti.  O governo reprimiu esse ato prendeu e executou os líderes do movimento.

PRIMEIRO REINADO (1822 A 1831)

 Os ricos brasileiros diante da pressão portuguesa de oprimir o Brasil passaram a aceitar a ideia de independência liderada pelo Príncipe  D. Pedro I. Sem a necessidade de envolver os pobres na luta. Percebendo a intenção dos brasileiros o Rei de Portugal exigiu o retorno do Príncipe Regente para Portugal, mas como D. Pedro I amava muito o Brasil se recusou a ir, ele tomou essa decisão no dia 9 de janeiro de 1822, esse dia ficou conhecido como o Dia do Fico.

Durante uma viagem a São Paulo quando regressava de Santos estando às margens do Rio Ipiranga onde havia parado para descansar D. Pedro I recebeu uma carta no dia 7 de setembro de 1822 escrita por José Bonifácio de Andrade e Silva, comunicando o príncipe que a corte havia reduzido seus poderes no Brasil e,



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h21
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continuação 2/5

aconselhando o Príncipe a romper com Portugal.  D. Pedro irritado com as exigências portuguesas declarou que a partir desse dia o Brasil estava liberto de Portugal, estava proclamada a nossa INDEPENDÊNCIA.

Reconhecimento da independência do Brasil > O primeiro país a reconhecer nossa independência foi o EUA em maio de 1824, Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em agosto de 1825, depois disso foram a vez de Inglaterra, França e outros países. Porém há um detalhe importante que deve ser relevado. Nessa época Portugal devia muito dinheiro para a Inglaterra devido a acordos mal feitos (vinho X tecido) escolta da marinha etc.. Os ingleses perceberam que não iam mais receber o dinheiro dos lusitanos e sugeriram ao rei de Portugal que pedissem uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência do Brasil, como o Brasil não tinha esse dinheiro, para evitar uma guerra da qual não poderia sustentar, aceitou o empréstimo inglês, dessa forma o Brasil devendo tanto dinheiro para os ingleses foram obrigados a aceitar as imposições e ceder privilégios para a Inglaterra o qual durou até a 2ª guerra mundial, como a Inglaterra passou a dever muito dinheiro para os americanos devido ao apoio militar, os ingleses cederam o domínio do Brasil para os americanos.

Convém lembrar que o EUA Inglaterra e outros países só reconheceram a independência do Brasil por interesses comerciais, isto é pretendiam vender seus produtos para o Brasil e, não por benevolência. A elite (ricos) brasileira se aliou a D. Pedro I para evitar que os pobres participassem da luta(como ocorreu na revolução francesa 1789) e assim garantiram seus privilégios. Com essa atitude apesar da independência o Brasil continuava com o regime de produção escravista, o qual só teve fim com a assinatura da lei Áurea (ouro) libertando os escravos  66 anos depois em 1888.

A independência do Brasil foi o resultado de um acordo político entre D. Pedro e as elites brasileiras. Divergindo da maioria nem todas as províncias aceitaram a independência, motivados por interesses econômicos, no nordeste Pará, Maranhão, Piauí, e Ceará e parte da Bahia , no sul a província de Cisplatina (Uruguai) que pertenceu ao Brasil de 1821 a 1828, todos se aliaram aos soldados portugueses que resistiram até o dia 2 de julho de 1823. Portanto não é verídico que a independência do Brasil foi conquistada de forma pacífica através de acordos, somente no final de 1823 após violentos combates é que a unidade brasileira se consolidou.

Logo após a independência ocorreram eleições para a ASSEMBLEIA CONSTITUINTE formada por padres, militares, advogados e principalmente por proprietário de terras. Formaram duas correntes, partidários do imperador que defendiam um governo centralizado para combater as tendências separatistas, e adversários do imperador que defendiam a ideia de impor limites, como por exemplo que ele não tivesse poder para dissolver a Câmara dos deputados. Aproveitando-se dessa disputa D. Pedro I mandou suas tropas cercarem o edifício e dissolveu a assembleia em novembro de 1823 na chamada Noite da Agonia e implantou um governo autoritário.

Em 1824 foi outorgada a 1ª Constituição do Brasil que conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do Imperador. Houve a divisão dos poderes,  Executivo, Legislativo e Judiciário sendo que o Moderador era de uso exclusivo do Imperador e lhe permitia intervir nos outros 3. Manutenção dos direitos de propriedade de terras e escravos. Estabelecimento do catolicismo como religião oficial do Império. Voto indireto e censitário (só rico podia votar ou se candidatar). Os eleitores escolhiam em uma eleição primária, o colégio encarregado de eleger os deputados.

Estando em desagrado com a Constituição de 1824, em julho os estados de Pernambuco,   Paraíba, R.G. do Norte, Ceará e Piauí Formaram a Confederação do Equador a qual propunha um República Independente de Portugal e de D. Pedro. O governo brasileiro reagiu de forma violenta se utilizando de soldados mercenários prendeu e executou os líderes do movimento. Em 1825 o principal líder do movimento o religioso  Frei Caneca foi executado por fuzilamento, mediante a recusa do carrasco de executá-lo na forca.

Crise Política> O curto reinado de D. Pedro I foi marcado por conflito com os brasileiros. O parlamento só foi convocado em 1826, sendo que D. Pedro escolheu os senadores que iam participar. D. Pedro começou a se aproximar do partido português, os adversários acreditavam que D. Pedro I desejava recolonizar o Brasil. A crise se agravou em 1831 com a má recepção Em minas Gerais. Desejando compensar o Imperador os portugueses fizeram uma festa para D. Pedro I, a qual culminou em conflito entre portugueses e brasileiros que durou 3 dias e ficou conhecido como A NOITE DAS GARRAFADAS.

No início de abril já não era possível controlar as manifestações de protestos, Na capital e nas províncias pregavam abertamente a derrubada do governo. Membros do alto escalão do exército aderiram ao movimento. Para complicar o Imperador se desentendeu com o clero. D. Pedro I ficava dividido entre o compromisso com Portugal e o Brasil para tomar as decisões. A coroa portuguesa pressionava D. Pedro I para retornar a Portugal. Isolado politicamente, abandonado pelos militares, pela elite e pelo clero, em 7 de abril de 1831 D. Pedro I abdicou do trono no Brasil e partiu para a Europa. Para assegurar o trono,  a coroa ficou com seu filho de apenas 5 anos de idade o brasileiro D. Pedro de Alcântara, amparado por um tutor (José Bonifácio de Andrade e Silva). A renúncia do imperador  D. Pedro I significou a vitória da elite brasileira e a ruptura definitiva com Portugal.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

O segundo filho de D. Maria I (a louca) era D. João VI (1767 + 1826= 59 anos) casado com a espanhola Carlota Joaquina (*1775 +1830 = 55 anos), D. João foi assassinado por envenenamento, provavelmente pela esposa e seu filho caçula D. Miguel. 

PRIMEIRO REINADO > 1822 A 1831 

D. Pedro I (*1798 +1834=36 anos) era casado com a Imperatriz Leopoldina (Austríaca *1797 +1826= 29 anos). D. Pedro I morreu de tuberculose, ele  tinha dentre várias amantes D. Domitila de Castro do Canto Melo (* 1797 + 1867 =70 anos Marquesa de Santos) que posteriormente casou-se com o militar Cel. Tobias de Aguiar o qual deu origem ao batalhão da ROTA.

A segunda esposa de D. Pedro I foi A imperatriz Amélia (alemã *1812 + 1876=64 anos) de apenas 16 anos ele 30 anos.

PERÍODO REGENCIAL (1831 a 1840) o Brasil era governado por pessoas indicadas para esse ato.

O SEGUNDO REINADO começa em 1840 com a declaração da maioridade de D. Pedro II e termina em 1889 com a proclamação da república.

D. Pedro II (*1825 + 1891= 66 anos) filho de D. Pedro I e a imperatriz Leopoldina. A esposa de D. Pedro II foi D. Tereza Cristina (*1822 + 1889= 67 anos) quando eles casaram ele 17 ela 20, foi a terceira e ultima imperatriz do Brasil.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h20
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continuação 4/5

PERÍODO REGENCIAL= D. Pedro I ao regrassar para Portugal assume o trono português como D. Pedro IV, essa atitude agradou a portugueses e a brasileiros, por cada lado defender seus interesses, pouco tempo antes desse ato houve conflitos militares, pois o país não estava politicamente unificado.

Após uma crise no setor agrícola o café começa a ser plantado no sudeste, principalmente no vale do Paraíba entre S. Paulo e Rio, começava a era dos Barões do café. Os preços do açúcar, algodão e cacau caiam e o do café ainda não havia se firmado como receita positiva. Essa situação agravou as finanças do Brasil, por ter gasto muito dinheiro para reprimir as rebeliões depois da independência e com a queda na receita de exportação precisou pedir dinheiro emprestado principalmente para a Inglaterra.

Um sério problema político devia ser resolvido,  o príncipe herdeiro tinha apenas 5 anos de idade em 1831, a solução foi eleger através da Assembleia Geral uma Regência provisória, como previa a constituição de 1824. Foi eleita uma Regência Trina Provisória formada pelo Senador Nicolau de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, essa regência governou o país por apenas 2 meses quando foram realizadas eleições para uma regência permanente com um mandato de 4 anos. A regência Permanente era formada por Francisco de Lima e Silva, um deputado do norte João Bráulio Muniz e um deputado do sul José da Costa Carvalho. Os poderes deles era limitados não podiam dissolver a Câmara dos Deputados e nem fazer acordos internacionais.

A política do Brasil ficou dividida em 3 partidos distintos:  OS RESTAURADORES, formado por José Bonifácio de Andrade e Silva, comerciantes portugueses e funcionários públicos, queria a volta da monarquia com D. Pedro I ocupando o trono. Eram contrários as reformas sociais e econômicas. OS LIBERAIS MODERADOS,  liderados pelo Padre Diogo Antonio Feijó e pelo senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, esse partido era formado pela aristocracia rural, queriam uma monarquia constitucional.  OS LIBERAIS EXALTADOS formado pela camada média urbana e grandes proprietários rurais, queriam uma monarquia federativa, isto é com autonomia das províncias, alguns defendiam a instauração da república, a qual só ocorreu em 1889.

Com a morte de D. Pedro I em 1834 os restauradores se dissolveram e entraram para o grupo dos moderados, mesmo dominando a política do país tiveram muitas crises por divergências internas e revoltas das províncias.

Durante o período regencial ( 1831 a 1840) a insatisfação era comum em muitas províncias (estados) divergências partidárias, conflito de interesses entre pobres e ricos, cada setor da sociedade se sentia prejudicada, esse período foi marcado por muitas revoltas, as 2 mais significativas foram a dos Malês e Balaiada. No estado da Bahia os escravos tinham diversas procedências,  as que mais se destacavam era a dos hauçás e os nagôs. Em 1835 os escravos liderados pelos nagôs fizeram a revolta do Malês palavra de origem muçulmana mesclada com africana. Na noite de 25 de janeiro de 1835 600 escravos junto com alguns alforriados se armaram e pretendiam matar os brancos e mulatos, acabar com a escravidão, mas foram delatados antes do ataque começar, quando atacaram o quartel militar já estavam sendo esperados, morreram 70 revoltosos e 10 militares, alem de dezenas de feridos dos dois lados. Sufocada a revolta os lideres foram presos, a pena variou de açoitamento no troco ao fuzilamento, dezenas de negros alforriados foram expatriados para a África.

A Balaiada foi uma revolta ocorrida no Maranhão e Piauí entre 1838 e 1841. Havia dois grupos distintos. De um lado no sul do Maranhão os Liberais conhecidos como Bem te vis formada por alguns senhores rurais, comerciantes, classe média e pobres, do lado oposto estavam os grandes latifundiários proprietários de fazendas de algodão e gado e ricos comerciantes portugueses. No leste do Maranhão próximo ao litoral estavam os vaqueiros, artesãos, pequenos proprietários e pobres (os balaios) a luta era contra o monopólio dos ricos comerciantes portugueses , o recrutamento forçado e a libertação dos escravos.  Os balaios se uniram aos Bem te vis e tomaram a cidade de Caxias. Para lá foi enviado Luis Alves de Lima e Silva, para governar a região e sufocar a rebelião. Por ter tido êxito foi nomeado Duque de Caxias. A repressão foi mais severa contra os pobres, escravos e alforriados, os Bem te vis e lideres dos balaios que colaboraram com o governo foram anistiados.

A ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE DE D. PEDRO II, diante de tantas revoltas e ausência de um governo forte que pudesse dominar as insatisfações alguma providência devia ser tomada. Os conservadores estavam no poder, como os liberais eram contra eles, lançaram uma campanha propondo a antecipação da maioridade do herdeiro da coroa  D. Pedro II. Assim D. Pedro de Alcântara aos 14 anos de idade, assumiu o trono do Brasil. Teve início o 2º reinado que durou até 1889 com a proclamação da república.

2º REINADO GOVERNO DE D. PEDRO II> Para garantir seus privilégios a elite brasileira representada pelos conservadores aprovaram leis que limitava o poder das províncias e aumentava o poder da coroa. Por sua vez os liberais ficaram muito descontentes com esse processo.

O sistema eleitoral continuou baseado no voto censitário e masculino, os pobres analfabetos e mulheres não podiam votar. Essa lei era defendida tanto pelos liberais como pelos conservadores. Os dois partidos não divergiam muito na ação política ambos usavam de violência e favores para os apadrinhados, isso explica a alternação dos dois partidos durante o 2º reinado. Dissidente dos dois partidos fundaram o partido progressista que apresentou o primeiro plano de governo em 1864.

A GUERRA DO PARAGUAI>  de 1864 a 1870 > formaram a tríplice aliança de Brasil, Uruguai Argentina, contra o Paraguai. O motivo alegam alguns historiadores foi a disputa pelos rios da Bacia do Prata, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Os conflitos existiam desde o início da colonização, mas se intensificaram depois da independências desses países. Para o Paraguai o domínio da bacia representava a saída para o mar para exportar seus produtos, para o Brasil era a única via de acesso para Mato Grosso.

Início do conflito> o Paraguai aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda, pediu permissão para atravessar a Argentina e chegar ao Uruguai, como foi negado essa autorização  invadiu o Mato Grosso e Corrientes na Argentina. Em maio de 1865 Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o tratado da tríplice aliança, visando derrotar o ditador paraguaio Solano Lopes e liberar a navegação pelos 3 rios. No início o Paraguai estava levando vantagem, mas após a vitória na batalha naval do Riachuelo em 1866 a guerra se equilibrou, invadiram o sul do Paraguai, agora o esforço paraguaio se limitava apenas a impedir o avanço dos aliados. A guerra terminou em 1870 com a morte de Solano Lopes e a derrota do Paraguai.

REFLEXOS DA GUERRA PARA O PARAGUAI> essa nação vinha sofrendo um processo de industrialização e modernização, com estradas de ferro, comércio de importação e exportação, após a guerra o país ficou totalmente destruído, endividado e sem recursos e perdeu boa parcela de seu território. A população foi reduzida a 20% e apenas de velhos, mulheres crianças feridos e inválidos.  alguns historiadores defendem a ideia de que todo esse enriquecimento era alavancado por dinheiro emprestado da Inglaterra, mas depois quando os ingleses perceberam que o Paraguai seria um forte concorrente aqui na América do sul, fomentaram a guerra para barrar seu crescimento. O Brasil não obteve vantagens, morreram 40 mil soldados, o país ficou endividado e precisou emprestar dinheiro da Inglaterra. Quanto aos soldados a maioria eram escravos, ao retornarem continuaram cativos. Politicamente o exército se fortaleceu como corporação. Vitorioso no conflito, voltou para o Brasil disposto a sumir um papel de destaque na vida política nacional

PROF. LUZ = HISTÓRIA = 10/11/2013



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 13h18
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QUESTIONARIO PRIMEIRO GOVERNO VARGAS

 8ª série 

1= O que é oligarquia ?

 

2= O que foi o movimento brasileiro conhecido como tenentismo?

 

3= Em que data ocorreu e o que foi o episódio conhecido como os 18 do forte?

 

4= Quem foi para a foz do Iguaçu e por que?

 

5= Faça um pequeno resumo do que foi a coluna Prestes?

 

6= Quem Washington Luís indicou para presidente?

 

7= Quais estados compunham a Aliança Liberal?

 

8= Qual era a plataforma política de Getulio e de quem ele copiou?

 

9= Qual foi o fato que provocou a revolta armada da Aliança Liberal e em que ano ocorreu?

 

10= Os mandatos de Getulio foram divididos em três etapas até 1945 cite as datas e condição?

 

11= Por que Getulio renunciou em 1945?

 

12=Quem governou o Brasil entre 1945 a 1950?

 

13= Quando e por que Vargas cometeu suicídio?

 

14= O que você sabe sobre a sigla MMDC?

 

15= Qual a data da Revolução Constitucionalista feita por S. Paulo? Quando terminou?

 

16= Por que os paulistas se revoltaram contra o Governo getulista?

 

17= Quais as cinco principais conquistas obtidas na Constituição de 1934?

 

18= Quem compunha as fileiras dos integralistas e o que eles defendiam? Quem era seu rival?

 

19= Qual era a palavra usada na saudação integralista e qual era o lema da (AIB)?

 

20= O que foi a revoada dos “Galinhas Verdes”?

 

Prof. Luiz = História

 

 

15/08/2013  



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 09h48
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CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA

TEXTO MAIAS 7º série  (primeira parte)

Os Maias viviam na península de Yucatán, essa região corresponde hoje a Guatemala, Honduras, Belize e sul do México. Copan é considerada a mais bela cidade Maia, por sua beleza e arquitetura foi chamada pelos historiadores de Alexandria Maia. Os Maias foram os inventores de um tipo de cimento eficiente, que permitiam colar as grossas pedras de seus edifícios e estradas. Em relação a política e sociedade os Maias nunca foram um grande império, mas construíram grandes cidades como Chichen-Itzá, Maiapán, Palenque e Tikal. Eram pequenas cidades Estado, isto é cada qual tinha seu governo leis e costumes próprios. Nessas cidades haviam palácios, largas estradas, e templos em forma de pirâmide.

No Egito as pirâmides serviam de túmulos para os faraós, enquanto que as pirâmides Maias serviam de base para seus templos religiosos construídos no topo. Algumas dessas pirâmides chegavam a ter setenta metros de altura (equivalente a um prédio de 25 andares) e seus sacerdotes se consideravam nessa altura mais próximo dos deuses. Quanto a sociedade era hierarquizada, a elite era formada por nobres e sacerdotes, abaixo deles vinham os artesãos e trabalhadores livres, agricultores em sua maioria. Os nobres e sacerdotes ajudavam o rei a governar cada cidade. O rei era visto pelo povo como representante dos deuses. Os agricultores acreditavam que para conseguir boa colheita tinham de pagar impostos para o governante. Os impostos eram pagos com parte da colheita e com trabalhos gratuitos para o governante. A agricultura era muito importante para os Maias, eles produziam feijão, abóbora, algodão, abacate, cacau e milho. O milho era a principal base de sua alimentação.

No campo das ciências os Maias eram bons astrônomos, conseguiam prever com grande precisão os eclipses do sol, descrever as fases de Vênus e elaborar calendários que facilitava seu dia a dia e conseguiam calcular a duração do ano com a mesma precisão de hoje. A partir do ano 900 os Maias abandonaram suas cidades e se espalharam pela região, o motivo ao certo ninguém sabe, mas dentro de todas as teorias o mais provável que foi o esgotamento da terra.

OS INCAS

Um mito diz que os Incas tinham origem divina por isso eram chamados de filhos do sol. Diz também que seu império foi fundado por dois personagens lendários Manco Capác e sua Irma esposa Mama Ocilla. Os Incas por volta do ano de 1400 viviam da agricultura e pastoreio nas terras altas e frias na cidade peruana de Cuzco, a qual conquistaram em 1438, esse grupo falava a língua quíchua. Nas decadas seguintes expandiram seus domínios, construindo assim o maior império indígena da América do Sul. O primeiro imperador chamava-se Pachakuti. Em seu apogeu o império possuía milhares de quilômetros de estrada percorridas por mensageiros e comerciantes, eram tão eficientes que apenas em duas semanas uma ordem do imperador era transmitida para todo o império. As principais cidades eram Cuzco que era a capital, possuía construções planejadas templos decorados e ruas movimentadas. A outra cidade era  Machu Picchu. Em seu apogeu o império Inca estendia-se por 5200 km, abrangia o Peru, Equador, Bolívia, Chile e Argentina, tendo uma população de 12 milhões de habitantes.

O que deixa os historiadores intrigados é a construção de Machu Picchu numa montanha de 2400 m. Os incas não possuíam animais de carga e nem de instrumentos modernos para transportar as grandes pedras usadas em sua construção. Escadarias foram cavadas na montanha ligando palácios, templos e outras construções. A cidade de Machu Picchu foi abandonada logo depois da chegada dos espanhóis 1532 e redescoberta somente em 1911. A cidade estava encoberta pela vegetação, o que ajudou em sua preservação. Hoje a cidade é visitada por milhares de turistas do mundo inteiro. Os incas tinham uma agricultura desenvolvida geralmente em terraços, boa irrigação. Os camponeses constituíam a maioria da população. Cada aldeia era formada por um conjunto de famílias unidas por laços de parentesco que recebia o nome de “Ayllu”. O chefe do ayllu era o Kuraqa.

As terras do Ayllu eram divididas em três partes, uma para o imperador, outra para os sacerdotes e outra para as famílias camponesas. Alem de trabalhar nas três terras os camponeses eram obrigados a trabalhar para o Estado, na construção de estradas e pontes. Essa obrigação era chamada de Mita. As sobras da produção de alimentos eram estocadas e distribuídas entre a população quando por algum motivo tais como secas prolongadas, muita chuva ou outro problema qualquer ocorria a falta de alimento.

O imperador conhecido como “INCA” ou Filho do Sol, era visto como semidivino e possuía enormes poderes e privilégios. Abaixo dele estavam os sacerdotes e os chefes militares, todos originários da nobreza. Depois vinham os artesãos, os soldados, os contabilistas, os projetistas e os funcionários públicos. Esses profissionais viviam em cidades e eram sustentados pelo governo. Por ultimo vinham os camponeses.

Onde esses povos como Maias Incas e Astecas chegariam se não fossem derrotados pelos espanhóis nunca saberemos, mas de sua enorme capacidade de erguer cidades, viver e progredir em um meio hostil, ninguém pode duvidar. Temos de levar em conta também de sua grande evolução no campo das ciências, principalmente da astronomia.

O povo Inca não desenvolveu a escrita, mas possuía um interessante sistema de registro chamado de QUIPU Era um cordão ao qual estavam amarrados vários cordões menores e de cores e tamanhos variados, onde se faziam diferentes tipos de nós. As cores dos cordõezinhos permitiam identificar os tipos de objetos, os nós indicavam quantidade e datas. Pelo quipu o imperador tinha informações sobre populações, produção e economia. No Quipu eram registrados quantos armazéns havia no império, quantidade de alimento armazenado, numero de pessoas, animais e datas. Durante a conquista os espanhóis queimaram milhares de quipu que certamente poderia ter nos revelado muito sobre os Incas e sua história.

Na América Latina além do português e espanhol ainda hoje existe uma grande quantidade de línguas faladas pelos descendentes desses povos indígenas, uma delas é o quéchua e Aimara no Peru. No Paraguai além do espanhol se fala o guarani. Essa língua deriva dos índios Tupis-guaranis que viviam no Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. A língua indígena é usada no cotidiano, ao passo que o espanhol é usado apenas na comunicação formal.  Cada localidade usa o dialeto de sua região, dessa forma o Quíchua é a língua mais falada na América espanhola.

CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA

 

Logo que os espanhóis chegaram na América com Colombo em 1492, viram que os nativos da ilha Hispanhola (atual Haiti) usavam enfeites de ouro. Nas viagens seguintes fazendo uso de armas de fogo, obrigaram os nativos chamados de Aruaques a extrair todo o ouro ali existente. Esgotado o ouro da ilha os espanhóis partiram para conquistar o continente. Sob as ordens do rei espanhol o oficial HERNÁN CORTEZ desembarcou onde hoje é o México com 508 soldados, cavalos e canhões. Cortez ficou sabendo que vários povos menores eram inimigos dos Astecas se aliou a eles e chegou a capital Asteca em 1519. O imperador Asteca Montezuma confundiu Cortez com um deus asteca e o recebeu com muitos presentes de ouro. Cortez aprisionou Montezuma e começou tomar os objetos de ouro dos astecas, assim teve início a violência entre eles. Um dos episódios mais violentos foi quanto um oficial espanhol ordenou um massacre dos astecas enquanto eles estavam festejando uma colheita cantando e dançando totalmente desarmados. Os astecas chamaram esse episódio de “Noite Triste”. As táticas de guerra que Cortes teve a seu favor foram o apoio de outras tribos indígenas, armas de fogo, cavalo, armas de aço,  doenças as quais os nativos não tinham imunidade. A tática de combate entre eles era diferente, enquanto os astecas lutavam para fazer prisioneiros, os espanhóis lutavam para matar e destruir, seu único interesse era se apoderar das riquezas dos Astecas. No contra ataque os Astecas obrigaram Cortez a se refugiar em uma cidade dos aliados chamada de Tlaxcala. Depois Cortez com um exército de 150 mil índios e 900 espanhóis, bombardeou e invadiu a capital asteca.    Em 1521 dois anos apenas de sua chegada Hernán Cortez pôs fim ao império Asteca. 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h18
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A CONQUISTA DOS INCAS    ( segunda parte)

Desejando matar sua sede de cobiça por ficar sabendo que na América espanhola havia muito ouro, o espanhol FRANCISCO PIZARRO, com apenas 180 homens, cavalos e armas de fogo, entrou no território Inca em 1532 e conquistou a cidade de Cajamarca. Convidou o chefe Inca Atahualpa para um encontro amigável, ao chegar o chefe foi preso e seus guerreiros  foram mortos pelos soldados de Pizarro. Em seguida partiram para conquista da mais importante cidade Inca que era a cidade de Cuzco. Para isso contaram com a ajuda do povo Wanka que era inimigo dos Incas. O povo inca estava dividido entre as disputa pelo poder entre dois irmãos, Atahualpa e Huáscar, esse fato facilitou sua derrota para os espanhóis. Após tomar Cuzco Francisco Pizarro fundou a cidade de Los Reyes atual cidade de Lima em 1535, e fez dela a capital do domínio espanhol. Quando Pizarro sequestrou Atahualpa exigiu como resgate uma grande quantidade de ouro, após receber mandou decapitar o chefe inca Atahualpa. Liderados pelo novo chefe inca Manco Inca. Teve início uma ferrenha guerra no sul do Peru. As lutas entre incas e espanhóis se prolongaram até 1572 quando os espanhóis aprisionaram e decapitaram Tupac Amaru o último líder da resistência Inca. Concluímos que entre sua chegada em 1532 a 1572 foram 50 anos de luta para os Incas serem derrotados.

Hernán Cortez chegou ao México com 508 soldados, Francisco Pizarro no Pero com 180 homens, pergunta-se quais os motivos que levaram tão poucos a derrotar tantos indígenas: 1= Os espanhóis além de espadas de ferro e armaduras tinham armas de fogo com poder destrutivo muito maior que as armas indígenas. Os indígenas lutavam para fazer prisioneiros, enquanto os espanhóis para matar, os espanhóis possuíam cavalos, táticas de guerra diferente. Os indígenas foram pegos de surpresa e inicialmente acreditavam que os espanhóis eram deuses. 2= As doenças trazidas pelos espanhóis mataram mais que as armas de fogo, tais como gripe, varíola, sarampo entre outras. 3= Contaram com o auxilio das tribos subjulgadas. 4= Os espanhóis sabiam muito mais sobre os indígenas através dos intérpretes do que os Astecas e Incas sabiam sobre os espanhóis, e eles se aproveitaram e muito dessa vantagem por conhecer os pontos fracos do inimigo

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

Inicialmente o governo da Espanha transferiu para particulares como Hernán Cortez e Francisco Pizarro o direito de explorar e conquistar as terras da América. Posteriormente o rei espanhol foi centralizando a administração e aumentando seu controle sobre a população e riqueza da nova colônia espanhola. Para tal o monarca espanhol criou dois importantes órgãos: A CASA DE CONTRATAÇÃO em 1503 com sede em Sevilha, cidade portuária da Espanha, com a finalidade de controlar o comércio e a navegação entre a Espanha e suas colônias na América. O controle era feito pelo sistema de porto único. Os navios que iam para a colônia só podiam sair de Sevilha, Os que iam para a Espanha só podiam sair de Havana em Cuba, Vera Cruz no México e Cartagena na Colômbia. Dessa forma o rei mantinha rígido monopólio do comércio com suas colônias. Esse processo acabou gerando o contrabando, muito praticado em toda colônia espanhola

O CONSELHO DAS ÍNDIAS= Criada em 1524 fazia as leis, cuidava da justiça e nomeava funcionários para as colônias. Posteriormente o governo decidiu aumentar seu controle criando entre os séculos XVI e XVIII quatro vice reinos: Nova Espanha, Peru, Nova Granada e Rio da Prata. E as capitanias de Cuba, Guatemala, Venezuela, Chile, todas situadas em pontos estratégicos. Essas capitanias deviam defender  as colônias de possíveis ataques piratas, principalmente dos ingleses. Outro sistema foi o de frotas protegidas pelos galeões que eram navios de guerra.

As sociedades hispano - americanas foram formadas por cinco grupos :  Chapetones = Eram os colonos nascidos na Espanha, ocupavam os principais cargos políticos, militares e religiosos e tinham enormes privilégios. Os Criollos eram filhos de espanhóis nascidos na América, eram ricos fazendeiros, donos de minas e comerciantes, eram impedidos de ocupar altos cargos, mas podiam ser vereadores nas câmaras municipais, eram chamados de Cabildos.

Mestiços = eram filhos de espanhóis ou Criollos com índias ou africanas, há de se considerar que o numero de africanos na América espanhola era bem reduzido, ao contrário do Brasil que era em elevada porcentagem, portanto mulheres negras eram em quantidade bastante reduzida em relação a população , os mestiços ocupavam funções de pouco prestígio, tais como pedreiros, ferreiros, carpinteiros ou capataz de fazenda. Indígenas = constituíam a maior parte da população eram duramente explorados nas fazendas, tecelagens e minas. Africanos escravizados = Trabalhavam nas grandes plantações de cacau na Colômbia, Equador e Venezuela.

A sociedade hispano americana era formada pela minoria branca europeia com muita riqueza e poder, e a grande maioria de mestiços e índios que realizavam trabalho pesado sujo e mal remunerado ou escravo. Alem disso mestiços índios e escravos sofriam forte descriminação racial. Os mestiços eram proibidos de usar joias de ouro, armas e roupas de seda.

Nos primeiros 250 anos de colonização a principal atividade econômica na America espanhola foi a mineração. Foi com a descoberta das ricas minas de prata de Potosi (Bolívia) em 1545 e Zacatecfas (México ). Considerando como de sua propriedade o rei espanhol mandou distribuir lotes auríferos aos que tivessem dinheiro para  iniciar sua exploração. O penoso trabalho de arrancar o precioso metal das minas ficou destinado aos indígenas. As duas formas de trabalho forçado nas minas foram a mita e encomienda. A mita era o trabalho obrigatório que os membros das aldeias tinham de prestar para os espanhóis quatro meses ao ano. Esses trabalhadores os Mitayos recebiam um terço do trabalho assalariado de um trabalhador livre. A encomienda era o direito concedido ao colono espanhol  de explorar o trabalho indígena nas minas, plantações e fazendas. Em troca o colono devia dar aos índios assistência material e religiosa, ou seja alimenta-los e vestir e ensinar-lhes a religião católica. Os índios cumpriam a sua parte mas os colonos raramente cumpriam a sua, milhares de índios morriam devido aos maus tratos e sem ter aprendido uma única oração. Um dos mais cruéis exemplos de exploração humana foram os trabalhos nas minas de São Luís de Potosi. Alem de prejudicial a saúde e perigoso o trabalhador subia e descia por escadas feitas de madeira amarradas com couro, os acidentes eram constantes. Cada trabalhador portava uma candeia (tocha ) que pouco iluminava, devia descer e subir carregando cerca de 30 quilos de parta por dia em uma sacola amarrada ao pescoço. Muitos morriam por fome ou doenças como a pneumonia, quedas de grandes alturas, ou pelo vício do consumo de álcool. Frei Domingo de São Tomás, padre que viveu nessa época escreveu:     “Não é prata que se envia para a Espanha, é suor e sangue dos índios.”

Na América espanhola se praticava também a agricultura, a pecuária e fabricação de panos grosseiros. Eles cultivavam a batata, milho, cacau, tabaco e cana de açúcar, gado e animais de transporte. A maior parte dos produtos eram exportados para a Europa. Com o declínio da mineração no séc. XVIII (1701 a 1800) a agricultura e pecuária começaram a se desenvolver mais rapidamente. Os trabalhadores nas fazendas eram geralmente africanos trazidos após a segunda metade do séc. XVII, as grandes fazendas destinadas a produzir produtos de exportação como cacau, açúcar, anil e carne eram chamadas de plantation.

Podemos concluir com esse texto que da mesma forma portugueses no Brasil e espanhóis na América espanhola exploraram a terra e o povo, dizimaram várias tribos, anularam suas culturas e impuseram o seu modo de vida e pensar. Deixaram para trás rastros de suor e sangue de nossa gente, levaram nossas riquezas, os indígenas do nosso continente nada receberam além de maus tratos exploração e doenças. No caso específico do Brasil qual foi a herança deixada por Portugal legada aos brasileiros, apenas desalento, uma língua ruim, divida e sífilis ( doença sexual) trazidas por D. João XVI e sua comitiva quando vieram para o Brasil fugindo de Napoleão em 1808. O pouco que D. João VI fez aqui no Brasil não foi visando o bem dos brasileiros, mas sim proporcionar bem estar para a corte portuguesa.

 

Prof. Luiz = História =     17/10/2013 



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 18h17
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8ª série

PRIMEIRO GOVERNO VARGAS  

ANTES DE 1930                                                                                                                        pg. 1/5

Oligarquia é o poder nas mãos de poucas pessoas, ocorre quando um pequeno grupo econômico ou político, governam  uma cidade ou país e, os interesses políticos e econômicos prevalecem sobre os da maioria    

Enquanto na Europa o nazifascismo ganhava espaço, no Brasil o domínio das oligarquias gerava grande insatisfação. Um grupo de militares insatisfeitos com as oligarquias , liderou um movimento conhecido como tenentismo. O presidente do clube dos militares era o Marechal Hermes da Fonseca que ao ser ofendido pelo Presidente Epitácio Pessoa gerou essa revolta. No dia 5 de julho de 1922 os tenentes do Forte de Copacabana pegaram em armas contra o governo, o governo sufocou essa revolta, mas 17 militares e 1 civil não se renderam, saíram pela Av. Atlântica em direção ao palácio do Catete. Dos 18 apenas 2 sairam com vida, Eduardo Gomes e Siqueira Campos. Esse episódio ficou conhecido como os 18 do Forte.

Em 1924, portanto dois anos depois, no governo de Artur Bernardes, ocorreu um movimento em São Paulo no dia 5 de julho. Esse levante tinha objetivos bem definidos, os tenentes exigiam: 1) a moralização da república por meio do voto secreto.  2) A obrigatoriedade do ensino primário e profissional. 3) A autonomia dos três poderes (legislativo executivo e judiciário). 4) O respeito às leis e a justiça.

Comandados pelo General Isidoro Dias Lopes e o general Miguel Costa, os rebeldes tentaram em vão tomar a cidade de S. Paulo. Reprimidos pelo governo federal cerca de 1000 rebeldes deixaram S. Paulo e foram para a Foz do Iguaçu no Paraná. Ocorreram outras revoltas nessa mesma época nos estados de Mato Grosso, Sergipe, Amazonas Pará e R. G. do Sul. Os rebeldes gaúchos comandados por Luis Carlos Prestes também foram para a foz e se juntaram as tropas paulistas formando a famosa coluna Prestes.

COLUNA PRESTES= Com cerca de 1800 essa coluna saiu pelo interior do Brasil buscando apoio do povo para sua luta contra o governo, na maioria das vezes eram bem recebidos e tratavam bem o povo das cidades por onde passavam. A Coluna Prestes percorreu 25 mil km através de 12 estados brasileiros. Não conseguiram o apoio do povo porque o governo espalhou a notícia que se tratava de comunistas, embora o povo nem soubesse o que era isso. No início de 1927 os 600 homens que ainda integravam a coluna decidiram se retirar para a Bolívia. Na Bolívia Prestes recebeu alguns livros sobre a revolução russa e passou a se interessar pelo regime daquele país.

A PARTIR DE 1930 NOVOS RUMOS PARA A POLÍTICA BRASILEIRA

Em 1930, de acordo com a política do café com leite era a vez de Minas Gerais indicar o próximo presidente, mas o presidente Washington Luís que tinha sido indicado por S. Paulo, decidiu indicar outro paulista para sucedê-lo, Júlio Prestes. Os mineiros não aceitaram e junto com R. G. do Sul e Paraíba formaram a Aliança Liberal. Com Getulio Dorneles Vargas para presidente e João Pessoa como vice. Durante a campanha Getulio defendeu o voto secreto, o incentivo a indústria nacional, e a aprovação de leis trabalhistas, copiada da “carta de Lavoro do italiano Benito Mussolini”, com essas propostas Vargas ganhou popularidade. Apesar dessas propostas a oligarquia paulista elegeu em 1930 o paulista Julio Prestes.

A Aliança Liberal ficou inconformada com a derrota e, quando João Pessoa foi assassinado por um rival paraibano, espalhou-se a falsa notícia de que ele tinha sido assassinado a mando de Washington Luís. Disposto a tomar o poder Getúlio e seus aliados partiram para o Rio de janeiro, mas antes que chegassem a capital uma junta militar tomou o poder e entregou a Vargas, o líder civil do movimento. Getulio Vargas tinha aliados em todos os estados brasileiros, eram pessoas descontentes com a política feita pela oligarquia.

 

Durante o primeiro governo de Vargas (1930 a 1945) o Brasil mudou muito, a industrialização avançou e as cidades cresceram.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h12
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   continuação

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Pag. 4/5

O Populismo = Durante seu governo Getulio praticou o Populismo, isto é:. Populismo é uma política onde se estabelece uma relação direta e emocional entre um líder e o povo desorganizado e carente, que vê no líder e no Estado uma maneira de conseguir rápido as suas necessidades. Em 1943 as leis trabalhistas conquistadas pelos operários após décadas de luta, foram reunidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “A CLT foi uma cópia da Carta de Lavoro instituída pelo líder italiano Benito Mussolini”. E apresentadas como uma doação do governo aos trabalhadores exaltando a figura do presidente, o que na realidade foi conquistado através de lutas do operariado. O populismo de Vargas foi construído também através de discursos comoventes feitos através do rádio ou em reuniões especiais como o Dia do Trabalho em estádios de futebol, dessa forma transfigurava o que um dia dedicado aos protestos em festa popular. Seus discursos sempre começava com a frase “trabalhadores do Brasil”.

 

A Companhia Siderúrgica Nacional  (CSN) criada em 1941,  é onde é realizada a fundição do aço e do ferro, a CSN era vista como um símbolo da industria e progresso do Brasil. O capital necessário para sua criação foi de 45 milhões de dólares, 20 milhões foram emprestados pelo EUA e 25 conseguidos no Brasil.

 

O Brasil na Guerra= No começo da guerra o Brasil manteve-se neutro, realizava operações com os alemães e norte americanos. Em setembro Getulio conseguiu que o EUA se comprometesse a financiar parte da construção da CSN na cidade de Volta Redonda no RJ. Em troca o Brasil daria permissão para que o EUA instalasse bases navais e aéreas no nordeste brasileiro. Alguns historiadores defendem a ideia de que Vargas encarou essa concessão como uma imposição. Se o Brasil se recusasse seria encarado como inimigo dos países aliados e seria invadido.

 

Brasil Entra na Guerra= Em janeiro de 42 o Brasil de Vargas declarou-se a favor dos aliados, a Alemanha reagiu torpedeando seis navios mercantes brasileiros causando a morte de centenas de pessoas. Inconformados com a violência nazista, o povo saiu às ruas das principais cidades exigindo que o Brasil entrasse na guerra contra os alemães. As pressões populares e do governo americano fizeram com que o Brasil declarasse em 22 de agosto de 1942 guerra contra o Eixo. Para lutar contra os nazistas os brasileiros treinaram sob comando do exército americano instalado no nordeste. Foram conduzidos para a Itália usando uniformes de verão brasileiro, ao chegarem no norte italiano  foram surpreendidos por um inverno rigoroso, o frio intenso ao que os brasileiros não estavam acostumados, a falta de treinamento adequado com os novos equipamentos e a falta de conhecimento do que é uma guerra, contribuíram para que os soldados da FEB sofressem pesadas baixas ao enfrentar soldos alemães veteranos e experientes. A FEB  composta por 25 mil brasileiros era comandada pelo general Mascarenhas de Moraes que conquistaram importantes vitórias como a de Monte Castelo, Castelnuovo, Montese. O lema da FEB era “A Cobra vai Fumar”. Nessas missões 3000 mil soldados saíram feridos e 450 morreram. Posteriormente os soldados que retornaram da guerra em 1945 trouxeram em sua mochila o desejo de redemocratizar o Brasil.

 

 

Fim do Estado Novo e o queremismo = Muitos brasileiros aproveitaram a luta contra os ditadores no exterior para combater a ditadura interna promovida por Vargas, em 1943 os políticos de Minas lançaram o Manifesto dos Mineiros exigindo a democratização do país, em dezembro a União Nacional dos Estudantes UNE saíam em passeata contra o governo. Percebendo que as forças de oposição ganhavam força ele próprio iniciou a democratização. No início de 45 anistiou os presos políticos, liberou a pluralidade partidária e marcou eleições para dezembro. Como hábil político ele fazia jogo duplo: ao mesmo tempo em que apoiava a candidatura do General Eurico Gaspar Dutra, incentivava o “Queremismo” movimento liderados pela população que aos gritos de “queremos Getulio” pedia que ele continuasse no poder. Assustados  com a enorme popularidade do ditador as oposições militares e civis se uniram para derruba-lo em 29 de outubro de 45 tropas lideradas pelo general Góis Monteiro puseram fim ao Estado Novo.



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 20h10
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MONARQUIA E REPUBLICA

São dois regimes políticos antagônicos, enquanto na monarquia o regime político é declaradamente absolutista, na democracia o poder é multi polar, onde a classe dominante designada elite, composta por empresários, banqueiros, ricos comerciantes e clero dividem o poder.

No regime monárquico durante a idade média (sec. V ao XV) o rei era o líder político, religioso e militar, todas as ordens emanavam do rei, nada era contestado, bastava a palavra do rei, ninguém se atrevia a discutir o que o rei determinava. A pessoa coroada era considerada sobremaneira pelas classes menos favorecidas que o poder real estava atrelado ao poder divino. A coroa era hereditária, isto é de pai para filho. A sociedade era estamentária, isto é dividida em classe sociais da seguinte forma:

No topo do poder estavam o rei e sua família, seguida pelo clero e nobres, o clero era dividido entre baixo e alto clero, os padres pobres pertenciam ao baixo clero os ricos ao alto clero. Seguindo a escala abaixo estavam os burgueses, artesãos, funcionários do governo, agricultores e escravos. No sistema monárquico era comum a presença do mercantilismo e por sua consequência os monopólios em geral pertencentes ao rei, a nobreza e aos burgueses.

Na monarquia atual em países como a Inglaterra a rainha ( Elizabeth) não tem poder político, mas em seu lugar quem detém o poder é o Primeiro Ministro, subordinado ao parlamento, composto por diversos seguimentos da população.

No sistema republicano o poder é exercido pelo presidente, em geral eleito pelo voto direto da população. Embora o presidente seja o mandatário mor, ele está submetido ao congresso nacional, constituído por senadores e deputados federais. O Estado por sua vês é regido pelo governador do estado, submetido pela câmara dos deputados estaduais. Todos sem exceção são obrigados a atuar segundo a constituição, no caso do Brasil a última foi em 1988. Os prefeitos de cada município são orientados e direcionados pela câmara dos vereadores, os quais seguem a “lei orgânica do município”. Embora cada estado e município tenham suas regras, em nenhum caso a lei estadual ou municipal pode ferir a constituição federal.

Democracia é uma palavra grega cujo significado é o poder que emana do povo, dessa forma no caso brasileiro todos os parlamentares são eleitos pelo voto direto, isto é os eleitos são os que obtiverem a maior quantidade de votos nas urnas. Em resumo a população elege seus representantes. Em especial no caso do EUA o povo elege seus delegados e, os delegados é quem elege o presidente.

Resumindo quando o povo vota no vereador, deputado estadual e municipal, senadores, governadores estão simplesmente elegendo seu representante.

A diferença básica entre a monarquia e a república é que:

Na monarquia o poder é absoluto, o rei é quem determina as leis, fazem cumprir e julga os infratores.

Na república democrática o poder está literalmente dividido entre, executivo, encarregado de executar o que foi determinado,  composto pelo presidente, governador e prefeitos. No legislativo, encarregado de fazer a leis, composto por senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores. O poder judiciário encarregado de julgar as leis ou cidadãos, é composto por juiz, advogados, promotores, corpo de jurados, testemunhas e outros....

Prof. Luiz HISTÓRIA

 

01/08/2014   



Escrito por PROFESSOR LUIZ às 01h11
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